24/05/2018

O círculo virtuoso da delicadeza - depende de nós.

Pensando, nestes últimos dias, sobre os altos e baixos dos nossos sentimentos. Sobre o “bem estar” e o “mal estar” que podemos sentir e - mais importante - provocar, por meio de nossas atitudes diárias. 
Maneiremos, pois, no nosso comportamento. Cuidemos do nosso trato em relação aos outros. 
Porque é possível num dia estar suspirando de encantamento por uma pessoa e passar todo dia seguinte com um nó na garganta por uma decepção com essa mesma pessoa. E não estamos livres de sermos nós a provocar em outrem o encantamento e a decepção. Tomemos, então, cuidado em nossas relações. 
É tão bom transbordar delicadeza e amor para os outros, por nos sentirmos bem e em paz... tratemos, da mesma forma, de procurar provocar nos outros esse transbordamento de amor, por meio de nossa delicadeza, de nosso carinho, de nosso amor. 
O diálogo é a ferramenta mais importante para conseguir isso. Sem ele, não é possível corrigir rotas - que sempre terão desvios, inevitavelmente. 
Essa reflexão é praticamente uma prece. Deveríamos pensar nisso e nos dispormos a exercitar isso todos os dias. 
A maturidade traz-nos muitas experiências valiosas que devem ser aproveitadas, como lições de ouro. 

17/03/2018

O tempo urge

Está tudo (absolutamente tudo) interligado. 

Com o tempo, e tendo consciência disso, você é capaz de perceber os mais tênues elos conectando os fatos. 

E é maravilhoso perceber, na prática, o quanto é real a lei que diz “colhemos aquilo que plantamos”. Um paradoxo sentir que tudo está conectado em uma cadeia complexa, mas ao mesmo tempo estamos LIVRES para alterar o nosso destino de acordo com os nosso atos. 

Já passou da hora de redobrar o sentido de responsabilidade na construção de sua própria história. 

Pegue as rédeas de sua vida. 

Rápido. 

O tempo urge. 

14/03/2018

o seu olhar melhora o meu

Tava pensando cá com meus botões...
Há pessoas que nos despertam tanta admiração por elas, que terminam por nos melhorarem em muitos aspectos de nossas vidas.
Você admira a pessoa, e sem perceber passa a fazer tudo da melhor forma possível, pra não desapontá-la. 
Você, que não gosta de serviço doméstico, se pega passando aspirador na casa todo dia, deixando a pia sem nenhuma louça suja, guardando toda baguncinha que geralmente fica esquecida, verificando os cantinhos... só porque a tal pessoa vai na sua casa. 
Você, que sempre foi adepta do “aja duas vezes antes de pensar”, se pega pensando bem antes de postar alguma bobagem no facebook, porque... vai que a tal pessoa lê as tuas bobagens e fica te achando muito boba?! Melhor não...
Você, que cortou seu cabelo curto pra não ter trabalho se penteando, pra poder se dar ao luxo de “lavar e deixar”, se pega acordando meia hora mais cedo para dar tempo de secar o cabelo com o secador, porque... vai que você encontra aquela pessoa no meio do caminho e o seu cabelo tá despenteado?!
Você, que sempre fez de tudo pra poder dormir o máximo possível, que odeia acordar cedo de manhã, se pega pulando da cama mais cedo, não só pra pentear melhor o cabelo, mas pra deixar tudo ajeitado, porque... vai que a tal pessoa aparece de surpresa na tua casa e tá tudo desordenado?!
E depois de tanto pensar com os meus botões, tenho a impressão de que na verdade tudo isso é feito não por pudor em desapontar a tal pessoa, mas por temor em desapontar a mim mesma. Sim, porque eu jamais me perdoaria se a tal pessoa, num momento de lampejo de interesse por mim, deixasse de se encantar por mim na mesma intensidade em que me encantei por ela há tempos...
A admiração é tanta, que não há um dia que eu não me pegue pensando em muitas bobagens desse tipo.  A cada pequena decepção em relação a outros, de pequenos a grandes comportamentos “toscos”, vem inevitavelmente à mente o pensamento “ah, mas fulano, sim, numa situação idêntica à essa, agiria de uma maneira que me deixaria orgulhosa”. A comparação, nas mínimas coisas, é inevitável. 
“Quem sabe isso quer dizer amor?”
Mas seja o que for vai continuar guardado aqui, me fazendo acordar cedo para pentear o cabelo, me fazendo dar um sorrisinho besta cada vez que avistar aquele carro por perto, me fazendo baixar os olhos, com medo de encarar aquele olhar que queima... logo eu, que sempre fui adepta de “não passar vontade de nada”...
Tão fácil sentir, tão difícil dizer o que se sente a quem precisa saber... o medo de “perder” o pouco que se tem é grande. Não vale o risco. 
Valhei-me, Francis Hime: “Abriga no peito/As chagas de uma paixão/E acolhe em teu leito/Um espaço prá solidão.”
Se não for pra ser igual à ele, tão incrivelmente perfeito - até em suas imperfeições - nem quero. 



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08/07/2017

Estupefata

Anote aí, bem anotado: 7/7/17 foi o dia em que alguém disse "é aquela magrinha que fica na sala do final do corredor", e a pessoa (pasmem!) estava se referindo a mim. Pasmem, porque eu pasmei e estou pasma até agora. Não que eu ache realmente que sou "magrinha", mas alguém acha. E isso, pra mim, já é motivo de pasmo. 

03/06/2017

Respostas

Dádiva maravilhosa é aparecer, diante dos nossos olhos e do nosso entendimento, as respostas aos questionamentos a que estivemos ocupando nossa mente e nosso coração.
Ouvir o sussurrar do conselho em nosso interior, e não ter medo de seguir esse conselho. Verificar a maravilha do esclarecimento. Uma retroalimentação salutar: timidamente sigo a "intuição", ela se mostra certeira, isso me encoraja a ouvir mais conselhos, que mostram-se igualmente certeiros; o que faz tomar coragem de cada vez mais e mais buscar esse aconselhamento para guiar nossos passos.

05/05/2017

Um dia a gente cansa

Você passa décadas "carregando nas costas" aquela pessoa com probleminhas emocionais e o que ganha em troca? Ela confabulando coisas às suas costas. Afff. Ando cansada de tanta imaturidade. Paciência tem limite. 

16/09/2016

desilusões

Desilusões (incluindo as amorosas) fazem parte da vida. 
Ninguém está isento de passar por elas. 
Nem na condição de desiludido(a) nem na de desilusor(a) - ok, acabei de inventar este termo!
Só aceite um pequeno conselho desta boba-alegre que viveu um tiquinho a mais que você: Quando estiver na posição de desilusor, não seja canalha. Ninguém é obrigado(a) a viver pelo resto da vida em um relacionamento. Mas, ao sair dele, não faça o(a) outro(a) acreditar que a culpa é 100% dele(a), pois nunca é.
Eximir-se de qualquer responsabilidade pela falência da relação, assumir essa posturinha de "estou caindo fora porque você é um lixo humano e eu sou bom(a) demais para você! Melhore em tudo, anule sua personalidade para me agradar, e depois volte a me procurar pra eu avaliar se você está à altura da minha magnificência", é muita covardia.
Respeite o sentimento de perda da outra pessoa, que não queria terminar o relacionamento. Isso em si já é um péssimo sentimento. A pessoa já está mal, ela já está sofrendo o suficiente, você não precisa piorar ainda mais a situação.
Eu, com meu embrutecido coraçãozinho de pedra congelada, endurecido ao longo de várias decepções, observo certas situações e sinceramente só lamento muito ao ver que as pessoas jogam na lata do lixo o respeito que deveriam cultivar por pessoas que, até ontem mesmo, eram suas queridas-amadas-únicas-até-a-eternidade-aleluia.
A roda do mundo gira e, creia, amanhã pode ser você a estar sofrendo por alguém que estará de salto alto pisando no seu pobre coração.
Porque, como eu disse no início, ninguém está isento de passar por desilusões. Ninguém.
É isso que eu acho.

09/09/2016

Tempo e respeito

O seu tempo não é MENOS nem MAIS importante do que o tempo de qualquer outra pessoa. Seja você quem for. Seja quem for a outra pessoa.
Dessa forma, RESPEITE o outro, não se atrasando e não o fazendo perder tempo com sua indecisão em resolver algo, ou mesmo com sua falta de organização para encaminhar sua vida. Ninguém é obrigado a perder tempo esperando você.
Dessa mesma forma, RESPEITE a si, não permitindo que outras pessoas menosprezem o seu tempo. Não permita que sua vida tenha prejuízos por você ter que se atrasar esperando atitudes de outros que não respeitam o teu tempo.
Não defendo que se seja implacável, não tolerando eventuais atrasos e postergações causados por imprevistos a que todos nós estamos sujeitos. Mas não é admissível, nos dias de hoje, saber-se que fulano é um notório atrasado e continuar deixando que esse seu costume prejudique tua vida.
No fim, tudo passa pelo respeito e pela falta dele. Tudo passa pela habilidade que algumas pessoas NÃO TEM de se colocarem no lugar das outras e de não fazer com elas o que não gostaria que te fizessem.
Demorei, mas aprendi a me respeitar.
E agora cada vez menos me deixo ser desrespeitada.


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