31/12/2007

dependência x liberdade

"(...) houve um tempo em que eu achava que ser dependente tolhia a minha liberdade. Hoje, vejo que pode existir um equilíbrio, um compartilhar. Ter uma certa dependência também é bom, para aplacar a prepotência... A liberdade excessiva às vezes nos impede de conhecer as necessidades, ouvir as idéias do outro, revelar a nossa fragilidade. E é nas fragilidades que os encontros acontecem."

(Patrícia Pillar, em entrevista à Revista Claudia, ano 46, edição 12 - dezembro de 2007)

29/12/2007

Paraty

O que dizer sobre a experiência de conhecer Paraty?
Poderia dizer que realizei, graças ao meu Amor, mais um sonho da minha vida - aliás, acho que venho batendo recordes e mais recordes de realização de sonhos nos últimos tempos. Não me canso de agradecer a Deus por isso! Daqui a pouco vou ter que renovar o estoque de sonhos, porque já tô acabando com todos que eu tinha! rs
Poderia dizer da sensação incrível de estar naquela cidade linda, salpicada de artistas pelas ruas - ruas que por si só já são uma obra de arte que deve ser preservada sempre, com unhas e dentes.
Poderia falar da emoção em passar defronte à residência da família real, de ver os botecos que mais parecem cenários de filme, de ouvir trechinhos de jazz e de bossa nova sendo executados ao vivo dentro dos restaurantes do centro velho, no meio da tarde, sem mais nem menos.
Ou poderia falar da natureza exuberante, das cores fortes que nos enchem os olhos de azuis, verdes e tantos e tantos tons de cores que nem dá pra imaginar que existem na natureza...
Afinal de contas, Paraty é tudo junto: natureza, história, arte.
Acho que a minha cara na foto diz bem o sentimento de sentir PAZ em um lugar. E foi essa paz que encontrei hoje, em Paraty.


Essa sou eu, almoçando. Só a cara já diz tudo, né?











E essa é a visão que eu tive, da minha mesa de almoço, em um restaurante perdido no meio da Baía de Paraty.

24/12/2007

As Margaridas da D. Helena

Nesse final de semana ganhei uma avozinha que me fez relembrar com carinho das minhas duas avós que já não estão neste plano.D. Helena, avó do Wanderley.
Uma senhora doce, atenciosa, cheia de histórias pra contar e muito autêntica, agradável, divertida. Ela cuida com amor de suas plantas, borda, ri, faz rir e aconselha - sem ser chata. Uma avó contemporânea, moderna, que não tem papas na língua e não perde tempo com hipocrisia e falsos moralismos. Tudo isso sem deixar de ser extremamente simples, em todos os sentidos da palavra. Que Deus a abençoe!Adorei estar com ela - que até cedeu gentilmente a sua própria cama para nos hospedar! - com a mãe do Wanderley, D. Marisa, igualmente agradável e incansável para nos atender bem, e com todos os outros familiares que conheci.
Estar naquela cidadezinha com o meu amor foi pra mim uma experiência muito saudável. Um momento de paz diante de toda a correria do dia-a-dia.
Um olhar na direção das coisas simples e prazerosas. Uma lição para que não nos esqueçamos que tudo que é melhor não custa nada - e não tem preço.

retribuição

(...)Só existe uma lei essencial: precisamos buscar estar sempre bem conosco, nesse curto tempo que temos de vida, e acredite, você não vai conseguir isto sozinho. Esqueça essa história de amar quem te odeia, de virar a outra face! Ame quem te ama, o resto é falsidade. Onde há injustiça em retribuir o que lhe faz bem e o que lhe faz mal com a mesma medida?(...)

(do Texto NaFtalino deste ano do meu amigo Cristian dos Santos, o Cobra. Leia mais textos dele aqui)

22/12/2007

Férias

Depois de anos sem tirar férias de verdade, foi com grande satisfação que fechei o dia de trabalho de hoje rumo a alguns dias de (merecido!) descanso...
Trabalhar, agora, minha gente, só em 2008!
Iuhuuuuuuuuuu
Boas férias a todos!
E bom fim de ano!

21/12/2007

Drummond

Dispensa qualquer comentário. E a gente nunca se cansa de ler...
A (boa) poesia é eterna.
Esta peça é um cristalino exemplo disso.
O meu 2007 - agora já bem velhinho - teve muito dessa magia que eu tanto ansiava. E muito disso dependeu do meu esforço em renovar a esperança e me manter no caminho correto dia após dia.
Que 2008 seja a continuação dessa postura... VIVER, simplesmente. De alma leve e coração aberto!


Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

(Carlos Drummond de Andrade)

19/12/2007

Bravo!

Ontem tive a satisfação de assistir ao espetáculo de Ópera "Rigoletto" (de Giusepe Verdi) no belíssimo Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto.
Foi uma experiência que certamente ficará na memória.
Eu nunca tinha assistido a nenhuma ópera na íntegra - mesmo que pela televisão - e confesso que estava morrendo de receio de não entender nada e ficar cheia de tédio.
Mas a surpresa foi grata. Eu adorei o espetáculo e pretendo repetir a experiência mais vezes. Só a companhia do meu amor - responsável pela nossa ida - e da querida amiga Stela, já valeriam o passeio. Só em entrar no Pedro II já fico feliz - ele próprio já é um espetáculo. Mas é sempre bom quando nos surpreendemos positivamente com algo, especialmente na companhia de pessoas tão especiais.
Um verdadeiro presente de Natal!
Adorei!

tão bem...

No início de cada ano tem aquela fase onde ficamos refletindo e ponderando sobre nossas intenções para o ano que está começando.
Da mesma forma, quando vão chegando as festas de final de ano ficamos pensativos e fazendo uma espécie de "balanço" do ano que está se encerrando.
Eu já entrei nessa fase de "balanço".
Considero que o Ano de 2007 tem sido maravilhoso para mim. Já disse isso a muita gente, e até tive oportunidade de escrever aqui, salvo engano, que muitas vezes tenho a sensação de que nem sou merecedora de tanta coisa boa que alcancei...
Hoje tive oportunidade de almoçar com dois amigos e com o novo amor de um deles. Uma pessoa que eu não conhecia, mas que me causou de imediato uma ótima impressão. Transmite muita serenidade e muita sinceridade. Fiquei muito feliz, pois passou um filminho pela minha cabeça: de quando conheci o Wanderley e ele começou a me fazer um bem enorme, com suas atitudes no dia a dia, com sua presença, com sua dedicação a mim... Uma sensação de plenitude que foi acontecendo naturalmente, sem forçar, e que ao que me parece começa a acontecer na vida desse meu amigo tão querido. Isso me deu uma felicidade imensa.
2007 para nós, amigo, está sendo um ano em que estamos preenchendo nossas lacunas. Das minhas, quase todas estão sendo preenchidas. Inclusive a felicidade dos meus amigos, que cada um a seu modo, de maneira geral, tem encontrado seu rumo.
Que tenhamos sabedoria para seguir no caminho certo! Sem medo de sofrer (mais) decepções. Pois no fim as coisas sempre se ajeitam da melhor maneira pra nós - mesmo que em muitos casos a gente demore pra compreender isso.
Em homenagem a esse sentimento de realização, segue uma letra de música que exprime exatamente o meu sentimento e tenho certeza que exprimirá muito do sentimento dessas duas pessoinhas que estão começando a unir seus caminhos agora.
E eu tô aqui, torcendo pela felicidade deles com todas as forças do meu coração.

Tão bem
(Lulu Santos)

Ela me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal
Perdido, sozinho
Errando de bar em bar
Procurando não achar
Ela demonstrou tanto prazer
De estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação
Que até então não conhecia
De se querer bem
De se querer quem se tem
E ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero
Fazer isso por ela

12/12/2007

ação + decisão = boa fortuna

"A suavidade na ação, unida à força de decisão, traz boa fortuna"

(Do biscoitinho chinês lá do Jin Jin)

06/12/2007

Merry Christmas!

O primeiro arranjo de Natal a gente nunca esquece!
Ainda mais se ele for assim TÃO FOFO, né?

04/12/2007

chorando sem parar

Festival "ChorandoSemParar" apresenta 12 horas de choro brasileiro em São Carlos no próximo domingo

No próximo domingo, dia 9 de dezembro, acontece em São Carlos o maior festival de choro brasileiro, o "ChorandoSem Parar". A atrações reúnem 19 artistas e grupos musicais em 12 horas de show, sem intervalos. O evento é gratuito e aberto ao público.
O homenageado desta quarta edição do festival é o músico brasileiro Zé Menezes, que também é uma das atrações do evento. Entre as várias apresentações do dia, estão previstas a Orquestra Experimental da UFSCar, Choro das 3, Quarteto Café, Mike Marshall (EUA) e a Orquestra da Escola Livre de Música Maestro João Seppe. Além da programação instrumental, as cantoras Zélia Duncan e Ná Ozzeti apresentam-se cantando choro, sambas e serestas.
O festival é uma realização do projeto Contribuinte da Cultura, da Fundação de Apoio Institucional da UFSCar (FAI.UFSCar), em parceria com a Universidade, Prefeitura de São Carlos e outras entidades.
O "ChorandoSemParar" será realizado das 10 horas às 22h, na Praça XV, em São Carlos. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone do projeto Contribuinte da Cultura, o 3307-5691.

28/11/2007

Dimensões do Mercosul

Dados muito interessantes.
Melhor guardar para futuras consultas.




De acordo com o Ministério de Relações Exteriores do Brasil, o Mercosul é hoje uma realidade de dimensões continentais. Somando uma área total de pouco menos de 12 milhões de Km2, o que corresponde a mais de quatro vezes a União Européia, o Mercosul representa um mercado potencial de 250 milhões de habitantes e um PIB acumulado de mais de 1 trilhão de dólares, o que corresponde a 76% do Produto Interno Bruto da América do Sul e o coloca entre as quatro maiores economias do mundo, logo atrás do Nafta, União Européia e Japão.

O Mercosul é hoje um dos principais pólos de atração de investimentos do mundo. As razões para este sucesso não são poucas: o Mercosul é ao mesmo tempo a quarta economia mundial e a principal reserva de recursos naturais do planeta. Suas reservas de energia estão entre as mais importantes, em especial as de minério e as hidroelétricas. Sua rede de comunicações é desenvolvida e passa por constante processo de renovação. Mais de dois milhões de quilômetros de estradas unem nossas principais cidades e nossas populações viajam através de mais de seis mil aeroportos.

Fonte: Assessoria de Imprensa da ABM

Viver

"Viver é furia e folia
rumo ao mágico"
FÚRIA E FOLIA
(Frejat/Jorge Salomão)

27/11/2007

esforço

Essa é para aquelas pessoas que acham que se esforçam MUITO no dia a dia.
Vamos ser mais humildes e nos espelhar na natureza?

25/11/2007

Crescendo

Ontem foi o evento mais esperado do mês: o reencontro das Lindoyas.
Não foi do jeito que realmente gostaríamos, pois não tivemos tempo suficiente para matar toda a saudade que estamos sentindo. Mas bastou pra contarmos nossas novidades, dividirmos um pouquinho de nossas realizações e de nossos planos.É bom estar com gente que amamos. Dá uma paz muito grande.
É bom ver que as nossas crianças estão crescendo (falo por mim e pela Tetê em relação às outras duas, sem a menor graduação de "superioridade" ou "arrogância", é só carinho de irmã mais velha mesmo) e que de meninas geniais estão se transformando em mulheres poderosas e não menos geniais.
Faço votos que não demoremos tanto para o novo reencontro, pois merecemos ter momentos tão bons com mais freqüência!

24/11/2007

Mutirão

Sábado, 24 de novembro de 2007

Dia Nacional de Combate à Dengue



Mutirão Cidade Limpa - Santa Felícia

(foto: Rogério Gianlorenzo)

21/11/2007

A imprensa é de direita

Veríssimo: a imprensa é de direita
por Rui Martins (*) do Direto da Redação


Fiquei satisfeito com a tomada de posição em São Paulo, do Luis Fernando Veríssimo, no Salão dos jornalistas escritores, dizendo que a imprensa brasileira de hoje é de direita.

Não foi o primeiro a dizer isso, mas, com seu peso e em alta voz, é um dos primeiros. É verdade, compomos hoje uma reduzida minoria, entrincheirada em alguns bolsões da mídia brasileira, onde alguns abnegados disparam e-mails que circulam entre blogs, sem causar grandes preocupações na grande imprensa.

A esquerda não tem acesso aos grande jornais, às rádios e à televisão brasileiros. Enquanto isso, a direita dispõe seus canhões voltados para Brasília com o objetivo - ainda sem sucesso - de indispor o povo com o governo. O resto não interessa.

Veríssimo falou que, no passado, ou seja, há coisa de 40 anos, a maioria dos jornalistas era de esquerda, ou seja, optava por bandeiras sociais de defesa da população e reunia toda gama do pensamento de esquerda, desde os cristãos progressistas aos comunistas e trotskistas.

Esses jornalistas não podiam escrever claramente suas idéias, mas sua simples presença impedia o descaramento da direita pura e dura, como é hoje o caso da Veja. Se atualmente não existe nenhum órgão de esquerda, tirando-se as pequenas tiragens do que se chamava e ainda se pode chamar de jornalismo nanico, havia no passado, nada distante, secretários e diretores de jornais que faziam barragem ao diktat dos detentores do stablishement.

Samuel Wainer, criador da Última Hora, populista de esquerda; Cláudio Abramo, dirigindo o Estadão e depois a Folha; Mino Carta denunciando a ditadura militar e forçando a abertura, enquanto o grupo dos jornalistas da Realidade, como ficaram conhecidos, lançava as bases de um jornalismo sério, de pesquisa e de preocupação social. Sérgio de Souza, Hamiltinho estão hoje na barricada da Caros Amigos mas seu público leitor é reduzido, o isolamento levou a um radicalismo e vice-versa.

Os jornalistas perderam sua segurança no emprego, essa também uma das razões pela direitização da profissão. A mídia empresa descobriu como aviltar a classe, seja explorando a vaidade de alguns, seja amedrontando a maioria com o desemprego.

Fazer-se notar como dissidente é demissão certa. Os baixos salários, mantidos pela troca constante dos mais velhos por estagiários e recém-formados, forçando quem tem experiência a se tornar assessor de imprensa agravou o quadro.

A expressão "jornalista independente" que poderia designar um jornalismo maduro e seguro é a demonstração de sua fraqueza - os jornalistas independentes, pagando como autônomos suas contribuições para a aposentadoria, arcando com seus seguros-saúde, sem garantias, não passam de frilas, ou estressados obrigados a aceitar qualquer pagamento por suas matérias.

Os grandes jornais não têm mais correspondentes fixos e se abastecem, quando algum fato exige, com reportagens enviadas por frilas internacionais ou, no máximo pelos chamados frilas fixos, cuja estabilidade depende das equipes que se sucedem nas redações centrais. Ganhar muito é arriscado, chama a atenção em todo plano de economia previsto pelo jornal.

A mídia estatal estrangeira, subvencionada por departamentos de propaganda, virou concorrente, fornece áudios, textos escritos e banners, tudo de graça, num dumping desleal ao trabalho dos correspondentes impossível de se afrontar.

Nem depois da guerra, nossa imprensa, que saía da ditadura e da censura, demonstrou tanta debilidade, servileza e falta de orgulho como agora, quando aceita sem perguntar por que tanta gentileza. Uma servilidade que grandes jornais e rádios comerciais poderiam evitar mas não evitam.

Nunca irei esquecer a frase do hoje ícone do jornalismo Heródoto Barbeiro, contada no meu livro sobre Maluf, quando tentava convencê-lo a me readmitir, no fim dos anos 90 : "por que vou te pagar como correspondentem se a RFI me dá tudo de graça ?" Ou da diretora do Sistema Globo de Rádio que, rejeitando o caso Maluf, na sua versão sobre minha demissão da CBN, argumentava que a CBN precisava fazer economia e por isso ia fazer parceria com a BBC dispensando o correspondente - isso num texto para o Observatório da Imprensa!

Luis Fernando Veríssimo tem toda razão - nossa imprensa descambou, muitos para poderem sobreviver outros para poderem subir, permanecer ou ter palco para suas vaidades vãs e pessoais. Viraram arautos da probidade, enquanto lhes cresce um rabo grosso e peludo de corrupção e comprometimentos.

Interessa falar do Maluf e dos seus milhões ainda bloqueados na Suíça e Ilhas de Jersey ? Não, como também não interessavam notícias sobre suas contas secretas no ano em que era candidato a governador.

Interessa falar de Paulo Roberto de Andrade que deu um golpe em mais de 30 mil pessoas da classe média, embora sua arapuca do Boi Gordo tenha sido sustentada em grande parte pela imprensa que lhe deu credibilidade e mesmo títulos de empresário do ano e noticiário favorável nos jornais de Economia ?

Não, como também não interessa pesquisar nas contas da Boi Gordo, em Miami, para onde a empresa desviava o capital quando sentiu vir a concordata. Os números das contas estão nos autos, colocadas pelo advogado Almeida Paiva, e um alerta ao Coaf pela imprensa logo poderia resultar numa apreensão do capital desviado e movimentado pelas contas e enviado para as Ilhas Caymãs.

Interessa ? Decididamente não.

(*) Ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Escreveu "O Dinheiro Sujo da Corrupção", sobre a Suíça e Maluf. Vive em Berna, na Suíça, onde é correspondente do Expresso, de Lisboa.

19/11/2007

Gente feliz

A foto pode até estar amarelada, mas dá pra sentir a felicidade no ar?

O flagrante é do Fabiano Volpini - nosso futuro padrinho.
O cenário é o show do Nando Reis.

16/11/2007

Quem não foi, perdeu!

Quase 10 mil pessoas dentro do pavilhão da Exposhow viram o maravilhoso show do Nando Reis (e os Infernais), ontem.
Impagável!
Mais um daqueles shows de lavar a alma, extravasar toda tensão e botar pra fora tudo de ruim, só em cantar e dançar junto com ele. A gente sai se sentindo até mais leve.
Uma figurinha tão franzina e pequena, o Nando Reis, e que fica tão enorme em cima de um palco.
Acho que o Wanderley resumiu bem: "O cara ganha dinheiro se divertindo".
Deve ser o segredo de todos aqueles que realmente são bem sucedidos!
E que sorte a nossa que a gente pode estar por perto, se divertindo junto com ele.
Ser de luz!



Para Luzir O Dia
(Nando Reis)

Casa pra morar,
Boca pra beijar,
Chão para pisar, cama.

Bolo pra comer,
Bola pra bater,
Olho para ver tudo.

Sol para luzir o dia,
Céu para cobrir o mundo,
Som para ouvir,
Sono pra dormir.

Gente pra nascer,
Tempo pra crescer,
Jeito pra viver sempre.

Mão pra segurar,
Mãe pra abraçar,
Pai para brincar muito.

Sol para luzir o dia,
Céu para cobrir o mundo,
Som para ouvir,
Sono pra dormir.

Para a letra a,
Sim é pra você,
Não quero morrer, luto.

Pele pra queimar,
Pêlo pra aquecer,
Beijo para ser simples.

Sol para luzir o dia,
Céu para cobrir o mundo,
Som para ouvir,
Sono pra dormir.

Letras Brasileiras

Que grata surpresa ligar a TV hoje, sem a menor pretensão de encontrar algo que prestasse, e num zap quase que involuntário descobrir uma pérola: o programa Letras Brasileiras, no Canal Brasil.
Comandado por Oswaldo Montenegro e Roberto Menescal, é um bate-papo musical com interpretações de grandes músicas brasileiras, das boas.
Que bom saber que ainda existe vida inteligente por detrás da telinha.
Fiquei feliz demais!

monobloco banda show

Animadíssimo o show dessa banda, que para mim era uma ilustre desconhecida.
Uma mistura de samba, com funk (dos bons), com bloco e com escola de samba, temperado com aquela coisa inexplicável que só mesmo os cariocas têm.
Já ganhei CD e DVD e virei fã.

14/11/2007

Programação da Festa das Nações

FESTA DAS NAÇÕES – DE 14 A 18 DE NOVEMBRO DE 2007
PAVILHÃO SÃO CARLOS EXPOSHOW (próximo ao SESI)



Até domingo São Carlos tem o melhor da cultura e da culinária típica de várias nações com dezenas de atrações culturais, barracas de artesanato e muita brincadeira para a criançada.

Dia 15 das 11h às 18h: Shamsa Danças Orientais, Jamil e Toninho (música sertaneja) Cochichando Alto (chorinho), Blues The Ville (blues), Os Inimitáveis (rock anos 60), Larissa e Matheus (música sertaneja)

Dia 16 das 11h às 18h: Rivas, Sheila Lima Banda Show, Orquestra de Viola

Dia 17 das 11h às 18h: Yala Bina, Zel Celestial, Shamsa Danças Orientais, Aulão aberta do professor Taroba (capoeira), Kodomo No Kai, Tomo No Kai, Ballet Ativa, Projeto Dançar, TAIKO

Dia 18 das 11h às 18h: Orquestra Ebenézer da Igreja Assembléia de Deus Ministério Madureira sob a regência do Maestro Glauber Santiago e Coral Benézer, sob a regência de Elizabeth Santiago, Angelo Show, Trio Mandacaru (forró), Círcolo Ítalo-Brasileiro de Araraquara, Grupos de alunos da Escola Livre Música Maestro João Sepe e Banda da Faber Castell sob a regência do Maestro Robertinho Mori, RAÍCES DE AMÉRICA


Às 20h Shows no estacionamento do São Carlos Exposhow: (ENTRADA FRANCA)


DIA 14 – CARNAVAL MULTICULTURAL DE RECIFE , com apresentação da Orquestra de Frevo e da Escola Municipal de Frevo de Recife


DIA 15NANDO REIS



DIA 16BANDA MONOBLOCO SHOW



DIA 17 MAZINHO QUEVEDO





Dia 18 de novembro às 19h

ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA

ESTACIONAMENTO SHOPPING IGUATEMI





São Carlos 150 anos

A gente tem muito pra comemorar

05/11/2007

gostar x ter

"(...) Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar".
(José Saramago, em "O conto da Ilha Desconhecida")

02/11/2007

Realizando sonhos

Um momento mágico e especialíssimo.
Como é bom ter alguém pra sonhar - e realizar - junto com a gente...
O meu amor é assim: companheiro e persistente.
Juntou meu sonho com o sonho dele e não poupou esforços para realizar o (já no singular, por ter se tornado único) nosso sonho. Não me deixou desistir no meio do caminho - quando muitas vezes fraquejei e me acovardei.
É por essas e outras que o amo tanto - e cada vez mais.
É por essas e outras que tenho a certeza de que seremos muito felizes em nossa vida juntos
Esses somos o meu amor e eu, realizando um dos grandes sonhos das nossas vidas - e da nossa vida em comum.
O pano de fundo: minha cidade tão linda vista de cima.



"Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo"
(Raul Seixas)

Tá pertinho, pertinho

Tá dando uma ansiedade danada!

01/11/2007

5 - 3 - 3


5 - 3 - 3 :
5: Pentacampeão Brasileiro
3: Tricampeão Mundial
3: Tricampeão da Libertadores

(Não tem nem graça torcer por esse time! rsrsrs)

31/10/2007

Destino

"(...) também é deste modo que o destino costuma comportar-se connosco, já está mesmo atrás de nós, já estendeu a mão para tocar-nos o ombro, e nós ainda vamos a murmurar, Acabou-se, não há mais que ver, é tudo igual".
(José Saramago, em "O conto da Ilha Desconhecida")

Massa de manobra

Uma tristeza a situação a que chegou o impasse entre alunos x reitoria lá na UFSCar.
Incrível.
Fiquei triste hoje de manhã, ao ouvir declarações de uma aluna e do reitor na Rádio Intersom.
Eu já estava bem triste, pois tenho acompanhado tudo de longe - as notícias chegam via mailing de ex-alunos e tudo que acontece na "minha" universidade sempre me interessa bastante.
Eu penso: ora, bolas, sempre lutamos para que as universidades públicas acolhessem mais alunos e tivessem mais opções de cursos noturnos, para atender justamente àqueles que mais necessitam, e quando surge uma oportunidade dessas, ao invés de agarrá-la com as duas mãos vamos deixá-la escapar por entre os dedos?
Dá uma sensação de frustração e de impotência. Frustração porque luta-se, luta-se, luta-se... e quando surge uma oportunidade de vitória, age-se como um grupo de pessoas que está "batendo a cabeça entre si mesmos". Impotência porque se os próprios alunos, que se dizem tão engajados mas que não vêem que estão sendo usados como massa de manobra pelos funcionários da universidade, é porque estamos muito mal mesmo.
Explico: pela primeira vez temos reeleito um governo democrático popular no Brasil, afinadíssimo com a chapa que está eleita para a reitoria na UFSCar. Afinadíssimo com os interesses que sempre tivemos, enquanto cidadãos de esquerda, enquanto cabeças pensantes das universidades, enquanto idealistas. O governo e a direção das IESs são, pela primeira vez, parceiros. Trabalham juntos. Trilham a mesma direção.
Aí surge um grupo de pessoas - um amigo jornalista da cidade os definiria como a "turma do quanto pior, melhor" - pessoas que, só pelo gostinho de serem de uma chapa de oposição, só pelo gostinho de militarem na oposição, acabam "dando um tiro no próprio pé" e tentando boicotar um projeto sério, como é o REUNI, sem sequer o terem lido, sem sequer saberem no que implicará.
Isso porque, pelo que consta, houve diversas oportunidades e instâncias de discussão e informação, em que toda a comunidade universitária foi convidada a participar, opinar, debater e auxiliar na confecção da proposta.
Enfim, eu poderia ficar aqui escrevendo "um tratado" sobre tudo o que eu acho, mas no momento só tenho a intenção de externar minha TRISTEZA.
Tristeza pelos nossos jovens que se deixam manipular acreditando que estão fazendo um belo papel.
Pobrezinhos! Deveriam ao menos respeitar a luta de tanta gente séria que os precedeu, ao invés de rasgarem todas as bandeiras de luta.
Queria que percebessem o quanto são egoístas, pois estudam em uma universidade pública de qualidade e querem impedir, com seus atos, que muitos outros jovens tenham a mesma oportunidade que lhes foi oferecida.
Uma pena!

Sobre as amigas irmãs

Ah, as amigas irmãs!
Que seres de luz são elas!

Só quem já teve ou tem uma amiga irmã pode ter a noção disso que estou tentando dizer: amigas irmãs são criaturas iluminadas e que iluminam a vida da gente!
Gostaria de ter discernimento para compreender de onde sai essa percepção que amigas irmãs têm, esse "quê" de sexto sentido, ou de intuição, que faz com que elas venham falar conosco justamente nos momentos em que mais precisamos delas. Que faz com que elas, mesmo sem saber, apareçam na hora H, mesmo que a gente nem se abra com elas naquele momento - elas podem chegar, falar uma piadinha boba e sair, mas só o fato de nos lembrarem que existem nos fazem desanuviar o espírito, respirar fundo e retomar o pique.
Eu sou abençoada, não me canso de dizer. Possuo amigos ótimos e possuo também minhas amigas irmãs.
Irmãzinhas que me entendem exatamente do jeito que eu sou, me amam com meus inúmeros defeitos e minhas poucas virtudes. Me respeitam. Me fazem feliz.
Esse texto é uma declaração de amor a todas elas.
Queridas, não sei o que seria de minha vida sem vocês!

A casa da gente

Recebi da Tetê, e achei bárbaro.
Resolvi compartilhar com todo mundo.
(Hoje estou com o espírito generoso! rsrs)




A casa da gente

"Não há lugar como o lar", sentenciou Dorothy no finalzinho de "O Mágico de Oz". E você não precisa ter sido tragado por um tufão, ido parar em uma terra além do arco-íris, ter conhecido seres estranhos como um homem feito de lata ou um leão covarde, nem ter passado por diversos perigos para concordar com a garota de maria-chiquinhas. Porque a casa da gente é realmente o melhor lugar do mundo.

Na casa da gente é possível dormir e acordar quando bem entender. Ninguém vai achar ruim se a gente quiser assistir ao filme "A Invasão das Lulas Cósmicas" às três da madrugada, porque na casa da gente quem manda é a gente mesmo. E se a gente quiser puxar o rádio-relógio da tomada quando ele despertar às sete da matina, tudo bem. Seu chefe ligou perguntado do atraso? Inventa que a cozinha amanheceu debaixo d'água e você precisou chamar o encanador. A casa da gente, além de refúgio, também ajuda na hora das desculpas.


Na casa da gente é possível ser autêntico. Ali podemos andar descabelados, usando aquele camisetão furado e aquela calça de pijama de flanela cheia de ursinhos. Ali podemos chorar no último capítulo da novela das seis. Na casa da gente não tem essa de manter as aparências. Você pode até falar para todo mundo que gosta muitíssimo de ópera alemã do período barroco só para botar uma banca. Mas na casa da gente tudo bem colocar o CD "O Melhor de Sidney Magal" no repeat, e ainda sair dançando "Me Chama que Eu Vou" com a vassoura.

Na casa da gente é possível dar vazão ao lado criativo. Uma bela manhã acordarmos de saco cheio da parede amarelinha, por exemplo. Podemos pintá-la de roxo no mesmo dia sem precisar de autorização. Podemos mudar o sofá de lugar e botar a cabeceira da cama debaixo da janela sem ter alguém que fale que isso é errado, ou que desse jeito vamos pegar friagem. Na casa da gente dá para começar vários projetos, como uma mesa de tampo de mosaico e uma reforma na velha cômoda da vovó. E também dá para não terminar nenhum deles.

Na casa da gente é possível exercitar a preguiça. Se o controle remoto cair no vão da cama e você não estiver com vontade de esticar o braço, relaxe. Pode continuar assistindo ao pastor tirar o demônio do corpo da mulher, ninguém está vendo mesmo. Se o queijo venceu há três meses e já está quase criando pernas e abrindo a geladeira sozinho, não tem problema. Um dia você lembra de jogá-lo fora. E se você não quiser arrumar a sua cama por três dias seguidos, tudo bem também. Aliás, na casa da gente está liberado farelo de bolacha no lençol.

Na casa da gente é possível receber pessoas. O amigo ligou precisando urgentemente de uma conversa ao vivo? Pode mandar entrar, ainda que seja fora do horário de visita. Até porque na casa da gente não tem essa de horário de visita. Sexta à noite dá para fazer uma festa de última hora quando a sessão de cinema em que você ia acabou lotando. Cinco minutos no telefone é o suficiente para a casa da gente começar a encher. E se você quiser ficar dez dias sozinho, sem ver qualquer ser humano na frente, ok. A casa da gente também pode ser a caverna da gente.

Na casa da gente é possível ser cozinheiro. Se você está morto de vontade de comer feijão, dá para fazer feijão ainda que você não tenha a mais remota idéia de como. Basta botar os grãos na água, ligar o fogo e ver o que acontece. Não precisa seguir receita, porque quem come suas criações é você mesmo, e você não vai dedurar a si próprio para os outros. E se o feijão não der certo, na casa da gente sempre vai ter um Miojo sabor galinha caipira no fundo do armário. Pilotar o fogão não está nos planos? Ninguém vai reclamar se você viver de disk-pizza.

Na casa da gente é possível desistir. Tipo quando a gente compra uma bicicleta ergométrica crente que vai fazer exercícios diários e finalmente perder aqueles quilinhos a mais e, no segundo dia de uso da geringonça, percebe que ela vai é criar teias de aranha na garagem. Ou quando a gente decide fazer uma pequena horta de temperos variados, compra vasos, adubo e até plaquinhas fofas com "salsinha" e "alecrim" escritos, mas a empolgação dura pouco e na semana seguinte, lá pelo sexto dia sem molhar a horta, já está tudo morto. Não tem fiscal da natureza na casa da gente.

Na casa da gente é possível ser feliz. Ganhar carinho do gato quando todo mundo parece estar de mal. Comer brigadeiro de panela vendo a décima reprise de "Namorada de Aluguel" quando não existe companhia para o cinema. Ficar enrolado no cobertor quadriculado de franjas quando chove e faz muito frio lá fora. Comprar apenas uma almofada florida e barata quando a grana para aquela reforma completa da sala de estar ainda está curta. Andar de pantufa de coelhinho quando os demais dizem que você já passou da idade. Abrir a porta, tirar os sapatos, se jogar no sofá e respirar aliviado quando tudo o que você quer na vida é exatamente isso.

Ah, a casa da gente. Talvez Dorothy não soubesse o quanto ela estava com a razão.

Escrito por Vivi Griswold no Blog "Garotas que dizem Ni"

30/10/2007

Cadê ela?

Do jeito que a coisa anda, essa semana é capaz de a sexta-feira "passar batida" por mim e eu nem sequer tomar conhecimento da existência dela...

Última flor do Lácio

Momento educativo-cultural do blog.
Afinal de contas relembrar e aprender nunca é demais!

Enjoy!




De boca aberta

Afinal, como se fala Roraima, recorde e gratuito?
A estranheza surge principalmente quando as moças do tempo anunciam as previsões do dia seguinte: vai fazer sol em “Roráima”. Ou será em “Rorãima”?
Até algumas décadas atrás, parecia não haver dúvida: era “Rorãima” que se aprendia na escola e se pronunciava em quase todo o Brasil.
A partir de determinado momento, no entanto, as autoridades e a população roraimense passaram a seguir a prática dos índios da região. Os macuxis, taurepangues, ianomâmis e uapixanas, principais tribos do norte do país, chamam a região de “Roráima”, com som aberto, por terem impossibilidade de articular sons nasais.
É um fenômeno semelhante ao de algumas partes do Brasil em que, por influência indígena, se diz, por exemplo, “gránde”, em vez de grande, “bacána”, em vez de bacana, “bánána”, em vez de banana etc.
Como essa pronúncia não é a do restante do país, cria-se uma falsa impressão de “erro”, quando o que se tem são meras variações.
Ex-correspondente do jornal O Estado de S. Paulo em Boa Vista, o jornalista Plínio Vicente informa que os professores Dorval Magalhães e José Ferreira pesquisaram o assunto, e seus estudos dos costumes indígenas locais foram decisivos para a adoção, no estado, da pronúncia “Roráima”. Chegou-se até a cogitar, na Assembléia Legislativa roraimense, a votação de uma lei que oficializasse essa maneira de falar.
Como proceder, então? Do ponto de vista formal do idioma, a pronúncia “Rorãima” parece ser a predominante, mesmo porque na língua portuguesa as vogais que antecedem m e n adquirem, normalmente, o som nasal dessas consoantes. É o que ocorre em andaime (“andãime”), paina (“pãina”), Bocaina (“Bocãina”), Rifaina (“Rifãina”), polaina (“polãina”), plaina (“plãina”), comezaina (“comezãina”), Elaine (“Elãine”) etc.
O dicionário Houaiss não se define sobre o assunto, mas observa: “No início do século 20, a pronúncia ainda alternava Roraíma/Rorãima/Roráima”. Já o Aurélio, no verbete “roraimense”, toma partido e inclui, entre parênteses, a indicação ãi.
De qualquer maneira, é preciso levar em conta a respeitável opinião do filólogo Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras. Para ele, a presença de m ou n na sílaba seguinte pode ou não nasalar as vogais anteriores, o que autoriza tanto a forma “Roráima” como “Rorãima”. A conclusão é a de que quem quiser seguir a tendência regional pode falar em “Roráima”. E quem ficar com a preferência nacional deve dizer “Rorãima”.
Seria bom se esse fosse o único problema do gênero no idioma. As pessoas que acompanham o noticiário da TV e do rádio, porém, podem, com toda a justiça, hesitar entre as pronúncias “recórde” e “récorde”. Vale lembrar, no caso, que a palavra, originária do latim, consolidou-se no francês (recorder) e foi importada pelo inglês, idioma no qual sofreu aclimatação. Por isso, não há nada a estranhar que se diga “récorde” em inglês e “recórde”, como os dicionários registram, em português.
Um pouco diferente é o caso de quatro vocábulos terminados em uito na língua portuguesa. Por mais que se ouçam “gratuíto” e “gratuítamente” até nos anúncios oficiais, não há engano possível: é gratuito e gratuitamente (“úi”) que se deve enunciar. Mas nem sempre os desvios de pronúncia são tão facilmente explicáveis. Por exemplo, “biótipo” virou “biotipo” na linguagem popular, enquanto outras palavras da família são, por exemplo, “protótipo” e “estereótipo”. A oscilação de pronúncia já aparece em monotipo, fenotipo, genotipo e logotipo, alternativas populares das eruditas fenótipo, genótipo, logótipo e monótipo. Só para concluir: o gás, para você, é “neon” ou “néon”? O Aurélio só registra a grafia tradicional, néon, mas o Houaiss e o Vocabulário da Academia Brasileira de Letras já autorizam o uso de neon. Menos mal para nós que os dicionários também se atualizem. ©

Autor: Eduardo Martins (Jornalista, autor do "Manual de Redação e Estilo", de "O Estado de São Paulo", e dos "Resumões de Língua Portuguesa", entre outros livros)

Texto publicado na Revista da Cultura - edição 02 - setembro de 2007

24/10/2007

Convite SESQUICENTENÁRIO DE SÃO CARLOS

Tá chegando a hora...


PROGRAMAÇÃO 3 E 4 DE NOVEMBRO:

3/11 - Inauguração do Hospital Escola Municipal Prof. Dr. Horácio Carlos Panepucci
Local: Rua Luiz Vaz de Camões, 111 – Vila Celina
Horário: 10h

3/11 - Apresentação da Esquadrilha da Fumaça
Local: Estádio Municipal Prof. Luiz Augusto de Oliveira
Horário: 16h

3/11 – Apresentação da Banda dos Fuzileiros Navais
Local: Estádio Municipal Prof. Luiz Augusto de Oliveira
Horário: 17h

3/11 – Apresentação da Banda Faber-Castell – Regência Robertinho Mori
Local: Pátio da Catedral
Horário: 19h30

3/11 – Show “SESC/SP Homenageia São Carlos” com cantor Jorge Benjor
Local: Av. São Carlos (região da Catedral)
Horário: 21h

3/11 – Show da virada com a Banda Doce Veneno
Local: Av. São Carlos (região da Catedral)
Horário: 23h

3/11 – Queima de fogos
Local: Av. São Carlos (região da Catedral)
Horário: 0h

4/11 – Alvorada festiva
Fogos e repique de sinos das igrejas
Horário: 6h

4/11 – Bênção do bolo de aniversário da cidade e apresentação da Banda da Faber-Castell
Local: Praça da Catedral
Horário: 8h

4/11 – Hasteamento das Bandeiras
Local: Praça Coronel Salles
Horário: 8h30

4/11 – Desfile Cívico Comemorativo aos 150 anos de São Carlos
Local: Av. São Carlos
Horário: 9h

4/11 – Inauguração do Paço Municipal – Edifício Sesquicentenário e deposição de documentos na Cápsula do Bicentenário
Local: Rua Episcopal,1.575
Horário:11h30

4/11 – Apresentação do Coral Multicanto
Local: Fazenda Pinhal
Horário: 15h

4/11 – Procissão de São Carlos Borromeu e traslado da imagem pela família Arruda Botelho
Local: saída da Capela da Fazenda Pinhal com destino ao Palacete Conde do Pinhal - Rua Conde do Pinhal, 2.017
Horário: 15h30

4/11 – Recepção da imagem histórica de São Carlos Borromeu pelo Prefeito Municipal Newton Lima Neto
Local: Palacete Conde do Pinhal
Horário: 16h30

4/11 – Procissão de São Carlos Borromeu segue até a Catedral de São Carlos. A imagem será recebida por autoridades eclesiásticas, civis e militares
Local: Catedral de São Carlos
Horário: 16h40

4/11 – Missa solene em homenagem ao Sesquicentenário de São Carlos celebrada pelo Bispo Diocesano D. Paulo Sérgio Machado
Local: Catedral de São Carlos
Horário: 17h

4/11 – Apresentação dos grupos da Escola Livre de Música “Maestro João Sepe”
Local: Pátio da Catedral
Horário: 19h30

4/11 – Show dos 150 anos com a dupla sertaneja “Rud & Robson”
Local: Av. São Carlos (região da Catedral)
Horário: 21h

Chuva!! Eba!!

Gente, finalmente a chuva chegou!!
Que maravilha! Seja bem-vinda!
Eu já tava achando que nunca mais na minha vida inteira ia chover em São Carlos (parafraseando a Tetê), mas graças a Deus ela veio! Eu tava com a maior inveja das cidades vizinhas, porque de chuva, aqui, só chegava a notícia. Nem o cheiro tava passando perto. São Pedro mandava uns ventinhos e uns trovões, mas água, que é bom, nada!
A natureza, a agricultura, a vida e os nossos sistemas respiratórios castigados agradecem!

Tropa de Elite

Ontem finalmente conseguimos ir ver o tão famoso filme do José Padilha, Tropa de Elite.

Quem ainda não viu, deve ver.

Uma produção muito bem realizada. Elenco impecável. Um filme de primeira linha made in Brazil.

E o melhor de tudo: sem papas na língua.

Vale o ingresso.

Seu amor é melhor que chocolate



O meu amor não pára de me surpreender com atitudes doces e gentis...

Deus foi muito bom comigo e pôs em meu caminho alguém exatamente do jeito que eu sempre sonhei....

Muitas vezes nem sei se sou merecedora de tudo isso. Mas confesso que tô adorando! E agradeço a Ele todo dia por eu ter uma vida tão abençoada, em todos os sentidos.

Se antes eu tinha a sensação de que "faltava algo", agora sei que não falta mais nada.

23/10/2007

Acredite em você

Como Diria Dylan
Zé Geraldo

Hei você que tem de 8 a 80 anos
Não fique aí perdido como ave sem destino
Pouco importa a ousadia dos seus planos
Eles podem vir da vivência de um ancião
ou da inocência de um menino

O importante é você crer na juventude que existe dentro de você

Meu amigo meu compadre meu irmão
Escreva sua história pelas suas próprias mãos

Nunca deixe se levar por falsos líderes
Todos eles se intitulam porta vozes da razão
Pouco importa o seu tráfico de influências
Pois os compromissos assumidos quase sempre ganham subdimensão
O importante é você ver o grande líder que existe dentro de você

Meu amigo meu compadre meu irmão
Escreva sua história pelas suas próprias mãos

Não se deixe intimidar pela violência
O poder da sua mente e toda sua fortaleza
Pouco importa esse aparato bélico universal
Toda força bruta representa nada mais do que um sintoma de fraqueza
O importante é você crer nessa força incrível que existe dentro de você

Meu amigo meu compadre meu irmão
Escreva sua história pelas suas próprias mãos

20/10/2007

Azul profundo


Por melhor que fosse a resolução da foto - e definitivamente não é esse o caso, já que a foto foi tirada do celular! - não daria pra ter idéia da profundidade do azul desse céu.
Ai, ai. Não me canso de amar e admirar essa minha cidade tão linda!

(A foto é de 18/10, lá pelas 18h30)

18/10/2007

Salvem a nossa Rádio!

O convênio entre a USP e a Fundação Theodoreto Souto, para operação da Rádio Universitária, não foi renovado.
Ninguém sabe direito o que vai acontecer - os locutores já não trabalham mais lá, os programas foram retirados do ar, tem dias que a rádio pega com boa qualidade, outros dias tem uma certa chiadeira, em outros simplesmente sai do ar.
As músicas continuam tocando, mas quando dá algum problema a gente nunca sabe se ele vai ser resolvido ou se simplesmente acabou. Uma sensação estranha!
Eu já estava até pensando em criar uma comunidade no ORKUT chamada "Órfãos da Rádio Universitária".
Hoje de manhã, então, quando despertei ao som dela, fui brindada com uma coletânea fantástica do Chico Buarque.
Tomara que alguém consiga salvar a nossa rádio, pois vai ser muito difícil acostumar sem ela!

16/10/2007

Você é assim...

Por que o meu amor é tão especial?
Porque ele me faz sentir uma PAZ indescritível...
Passei um dia de angústia, mas ele consegue me acalmar com sua voz e com seu amor por mim.
E eu descobri outra faixa para a trilha sonora da nossa vida...




Velha Infância
(Arnaldo Antunes/ Carlinhos Brown/ Marisa Monte)

Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho prá mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

15/10/2007

Arrependimento


Por que agimos por impulso e sem pensar? 5 minutos de bobeira, uma atitude impensada e pronto... Traímos a confiança de quem mais amamos nesse mundo e transformamos nossa vida num inferno.
Sim, porque não há inferno pior do que o arrependimento de ter magoado e decepcionado a pessoa que amamos... E por uma bobagem ínfima...
Sempre fui defensora do "nunca se arrepender de nada", mas hoje admito: me arrependi, sim! Mesmo porque também sempre fui defensora do "respeitar o espaço do outro sempre" e foi exatamente contra isso que acabei agindo: invadi o espaço de uma pessoa. E logo de uma pessoa que sempre me respeitou, sempre entendeu minhas crises de manha e insegurança, sempre me compreendeu e me amou, sempre confiou em mim.
Hoje sou uma pessoa arrependida e com um nó enorme na garganta.
Se pudesse voltar o tempo, uma só vez, com certeza escolheria voltar para desfazer isso, entre todas as outras coisas que já fiz até hoje.
Não adianta pedir perdão, porque a culpa sempre vai assombrar: a sensação de decepcionar muito alguém (e sem ter má intenção!) é horrível.
Espero que Deus possa iluminar meu caminho e me tornar uma pessoa melhor a cada dia.
Pois Ele sabe o quanto prezo pelo respeito ao próximo, e o quanto me esforço para melhorar minhas atitudes. Infelizmente não sou perfeita, mas peço hoje humildemente a Deus que as minhas imperfeições não firam outros - especialmente os que mais amo e que mais carinho me dão no dia a dia.

14/10/2007

A alegria sábia

"(...)Eu viro resolutamente as costas a todos os pregadores de castidade, a todos os apóstolos de abstinência, que proíbem o que ignoram. Corro o risco. Detesto os puritanos, os que estão permanentemente infelizes com a alegria dos outros, os mesquinhos, os insensíveis, os hipócritas. Os que fingem acreditar que basta sair sem guarda-chuva para parar a tempestade. Tenho até a impressão de que a verdadeira sabedoria, se é que ela existe, passa obrigatoriamente pela alegria e pelo prazer.(...)"

Jean Claude Carrière, no livro "Fragilidade", da Editora Objetiva