28/08/2011

sensualidade

(...) Entretanto, quando ouvimos falar em sensualidade, a maioria de nós pensa em sexo, acreditando um ser sinônimo do outro. Não é correto, ainda que haja alguma verdade nesse pensamento, pois a sensualidade certamente pode ser considerada como um ingrediente essencial para uma experiência sexual mais rica. No entanto, enquanto sensualidade parece ser parte essencial do sexo bom, a sexualidade não representa a única esfera da expressão sensual. Sensualidade é muito mais abrangente. Ela começa com a consciência e abarca todos os nossos sentidos.

Ter um approach mais sensual nos leva a ter uma vida mais satisfatória e plena. Se você conseguir canalizar adequadamente seu estado mental, você poderá tornar qualquer experiência em uma experiência sensual. Comer um chocolate, apreciar uma refeição, meditar ou observar a sua própria respiração ou a de alguém. Dançar, sentir o cheiro de flores, olhar para o rosto da pessoa amada. Qualquer coisa!

A sensualidade envolve uso dos sentidos, mas vai além, pois quando você traz a experiência para o nível da consciência e da intuição, aquele momento transcende a sensação. Sensualidade é uma forma de permitir que a paixão e a reverência entrem em sua vida – uma vida que passa a ser mais gratificante e apreciada, até mesmo nos momentos mais difíceis. (...)
(Eugenio Mussak, "Uma experiência sensual", Revista Vida Simples nº 109, setembro de 2011)

27/08/2011

Rica e feliz

Dias atrás escrevi - já nem lembro onde nem quando, entre tantos posts, notas, tuites da vida - que a felicidade também está em nós quando nos percebemos importantes na vida de alguém.
Parece tão óbvio, mas não é. Não é mesmo. Digo isso porque não estou me referindo àqueles momentos em que os amigos ou familiares nos abraçam, nos beijam, nos felicitam por alguma data especial etc.
Claro, isso também constitui nossa felicidade. Mas não é sobre isso que estou me referindo agora.
Me refiro à sensação de completude que experimentamos ao descobrirmo-nos importantes na vida de alguém que amamos em momentos inusitados, ou seja, quando nem sequer poderíamos supor estarmos sendo lembrados ou reconhecidos.
Ou - também - me refiro a quando realmente nos sentimos importantes e participantes em algum acontecimento valoroso - que pode inclusive passar desapercebido a outrem.
Exemplifico pra tentar ser um pouquinho menos confusa:
A felicidade, o orgulho e a emoção que senti ao encontrar meu nome na lista de agradecimentos do CD do meu amigo André de Souza. Nunca fiz nada que a meu ver justificasse essa deferência. Me senti verdadeiramente feliz ao perceber que a minha amizade por ele -sincera e desinteressada - estava sendo eternamente agradecida ali, naquele registro em uma obra de arte. Chorei. No trabalho. No meio da tarde. Jamais poderei retribuir à altura a sensação de plenitude que vivi ali naquele momento.
Outro exemplo: Dia desses dois amigos antigos - do comecinho da década de 90 - e que há uns bons anos não tinham contato entre si, se reencontraram por meio da minha página do Facebook.
Eu sempre fui amiga dos dois, mas naquela época em que éramos jovenzinhos estudantes do Álvaro Guião, os dois eram, entre si, MELHORES amigos. Convivi com a melhor-amizade deles: eram cúmplices, confidentes, amigos-irmãos desses que se leva pra casa e se apresenta à mãe, com quem se divide o último pedacinho do chocolate favorito etc.
Pois bem, por esses desígnios incompreensíveis da vida, os dois seguiram seus caminhos, se realizaram pessoal e profissionalmente, cresceram - mas afastados.
E eis que se reencontram, por meio de uma postagem na minha página do Facebook.
Fiquei ali, abobada, rindo sozinha ao assistir ao reencontro dos dois. Me emocionei.
Eu não consigo descrever a minha felicidade: me senti realmente importante. Me senti um elo. Me senti extremamente bem.
E é esse sentimento sublime que dá real sentido à nossa vida. Nos faz sentir úteis e importantes. Isso eu chamo de felicidade.
Há pessoas que passam a vida tentando "se realizar" por meio do carro do ano, do emprego que dá status, poder e visibilidade, do sapato de grife, da bolsa que custa um salário mínimo… Estão perdendo tempo deixando de prestar atenção em pequenos fatos tão mais simples, e que proporcionam um sentimento de felicidade e realização tão mais verdadeiros.
Serão sempre pobres, por mais bonitas que sejam suas casas e suas roupas.
Pobres e infelizes.

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Curiosidade não é amizade

Eu não questiono, não interpelo ninguém. Não fico esmiuçando fatos da vida de meus amigos, querendo saber de tudo tim tim por tim tim.
Não, não é falta de interesse. Sou uma ótima ouvinte - quem me conhece, sabe. Sou interessada, preocupada. Me arrisco até a dar algum conselho, quando é o caso. É discrição, simplesmente, o que me faz não perguntar tanto.
Na minha opinião, se um amigo quiser - se ele sentir desejo e confiança - ele vai se abrir com a gente. Ele vai compartilhar com a gente seus pensamentos, suas expectativas, alegrias e angústias. Ele falará por si: não preciso ficar interrogando.
Eu respeito o desejo de silêncio das pessoas. Não me intrometo.
A minha vida toda venho buscando cultivar em mim esse, que julgo ser um bom hábito. Queria que mais pessoas agissem dessa forma. Infelizmente essa característica está cada vez mais rara. Parece que a curiosidade vem antes do respeito e da atenção: tem gente que quer mesmo é saber de todos os detalhes, quer acompanhar a vida alheia em todos os lances, como se fosse a novela da Globo. Tem gente que é louca pra dar um pitaco na vida dos outros, com a desculpa de que "amigo, que é amigo, tem mesmo é que opinar". Não percebem que, para ser amigo de verdade, basta estar ali ao lado: presente e disponível. Não precisa ficar questionando, remexendo na ferida, traçando diagnósticos precisos sobre a vida do outro - muitas vezes o outro só quer mesmo é mudar de assunto. Será tão difícil perceber isso?
Não perco a esperança: vou continuar tentando dar o exemplo. E torço para que essa sementinha brote pelos campos em que eu for passando.


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20/08/2011

Inevitável

É tão fácil eu ficar irritada e decepcionada com as pessoas… Ao mesmo tempo, é tão difícil ter controle disso…
Eu não deveria me irritar nem a metade das vezes - porque conhecendo bem as pessoas, dá pra prever as presepadas - mas mesmo assim eu me pego remoendo meus momentos de fúria raivosa. Por quê?
Não acho uma resposta definitiva, infelizmente. Mas perco (invisto?) algum tempo pensando nisso.
Às vezes acho que é porque eu tenho fé nas pessoas. Lá no meu íntimo eu acredito que as pessoas são capazes de evoluir. E daí, quando elas repetem o comportamento que me irritou vezes anteriores, eu me irrito de novo, e duplamente: me irrito com a atitude em si e também comigo mesma, por ter criado uma expectativa de evolução que não vingou. E eu já prometi a mim mesma não fazer isso - de ficar esperando dos outros atitudes que eu teria no lugar delas. Prometi e não cumpro. E isso me irrita. Muito.
Essa semana de novo aconteceu isso. Várias vezes. Com várias pessoas. E minha cabeça quase explodindo de irritação. E as pessoas lá, nem se tocando da barbárie.
Um dia eu aprendo. Quem sabe?

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19/08/2011

15/08/2011

Até a surda muda!

Estive pensando nos últimos dias… tudo muda.
Nosso corpo muda.
Nosso rosto muda.
Nosso estado de ânimo diante das coisas, pessoas e situações… muda.
Nossos sentimentos mudam.
Até mesmo alguns valores mudam.
Algumas decisões que julgávamos imutáveis mudam - e nos deixam boquiabertos porque mudaram.
E as amizades? Mudam! Algumas com o tempo se aprofundam tanto que se transformam mesmo "na forma mais sublime do amor", como diz aquela canção. Outras, de tão frágeis, acabam minguando e caem no esquecimento. E a gente se descobre bem ao descobrir mais leve quando se dá conta disso - afinal, aquilo não nos faz a menor falta! Há também aquelas amizades que permanecem vivas e verdadeiras - por vários fatores, como a distância por exemplo, não são mais tão presentes, mas a gente sabe que, aconteça o que acontecer, podemos contar com elas sempre.
Fico pensando o quanto nós - queiramos ou não - mudamos ao longo dos anos…
Às vezes me assusto quando percebo algumas mudanças em mim...
Será que me tornei, ao longo de minha caminhada terrena, uma pessoa melhor? Será que uma pessoa pior?
O fato é que podemos - e devemos - fazer o exercício diário das tentativas das boas mudanças em nós e em tudo que nos cerca.
E também podemos - e devemos - aproveitar ao máximo as coisas e situações que nos fazem felizes no presente. Simplesmente pelo fato de elas poderem ter mudado para sempre quando menos estivermos esperando.
Carpe diem, meus caros.
Porque até a surda muda.


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13/08/2011

Mundo cruel

Ver um amigo chorando me parte o coração.
Não poder fazer nada para ajudá-lo, me parte mais um pouco o coração.
Me colocar no lugar dele e ter exatamente a dimensão da dor que o está fazendo chorar… me dilacera de vez o coração.
Mundo cruel.


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08/08/2011

explodindo

Sim, eu sei. Eu não posso ser tão nervosa. Eu não posso me irritar com tanta facilidade. Eu não posso responder rispidamente às pessoas. Estou bastante ciente disso.
Acontece que tem dias em que parece que a minha paciência (aquela que eu não tenho faz tempo!) é testada O TEMPO TODO.
É difícil. Não é fácil.
Não sei até quando esse "teste" vai durar. O que eu preciso fazer, pra acabar com ele? Ter um infarto? Perder o meu emprego por ser grosseira com alguém?

07/08/2011

Calor ridículo no meio do inverno.

É o seguinte: eu acho ridículo esse calor que está fazendo hoje. Ridículo! Estamos no inverno. I N V E R N O. Quer que eu desenhe?
Que a falta de respeito impera no mundo, isso eu já tinha notado. Agora… desrespeitar até estação do ano…? Me poupe, heim? Francamente!
Tudo bem, vai vir algum engraçadinho argumentando que 'vivemos num país tropical' e blá blá blá... Mas eu moro na região SUDESTE. Praticamente subtropical, tá ligado?
Pra mim esse calor em pleno 7 de agosto não passa de palhaçada. Coisa de quem não sabe brincar.
E vou morrer protestando - se não morrer de calor antes, claro.


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