31/10/2007

Destino

"(...) também é deste modo que o destino costuma comportar-se connosco, já está mesmo atrás de nós, já estendeu a mão para tocar-nos o ombro, e nós ainda vamos a murmurar, Acabou-se, não há mais que ver, é tudo igual".
(José Saramago, em "O conto da Ilha Desconhecida")

Massa de manobra

Uma tristeza a situação a que chegou o impasse entre alunos x reitoria lá na UFSCar.
Incrível.
Fiquei triste hoje de manhã, ao ouvir declarações de uma aluna e do reitor na Rádio Intersom.
Eu já estava bem triste, pois tenho acompanhado tudo de longe - as notícias chegam via mailing de ex-alunos e tudo que acontece na "minha" universidade sempre me interessa bastante.
Eu penso: ora, bolas, sempre lutamos para que as universidades públicas acolhessem mais alunos e tivessem mais opções de cursos noturnos, para atender justamente àqueles que mais necessitam, e quando surge uma oportunidade dessas, ao invés de agarrá-la com as duas mãos vamos deixá-la escapar por entre os dedos?
Dá uma sensação de frustração e de impotência. Frustração porque luta-se, luta-se, luta-se... e quando surge uma oportunidade de vitória, age-se como um grupo de pessoas que está "batendo a cabeça entre si mesmos". Impotência porque se os próprios alunos, que se dizem tão engajados mas que não vêem que estão sendo usados como massa de manobra pelos funcionários da universidade, é porque estamos muito mal mesmo.
Explico: pela primeira vez temos reeleito um governo democrático popular no Brasil, afinadíssimo com a chapa que está eleita para a reitoria na UFSCar. Afinadíssimo com os interesses que sempre tivemos, enquanto cidadãos de esquerda, enquanto cabeças pensantes das universidades, enquanto idealistas. O governo e a direção das IESs são, pela primeira vez, parceiros. Trabalham juntos. Trilham a mesma direção.
Aí surge um grupo de pessoas - um amigo jornalista da cidade os definiria como a "turma do quanto pior, melhor" - pessoas que, só pelo gostinho de serem de uma chapa de oposição, só pelo gostinho de militarem na oposição, acabam "dando um tiro no próprio pé" e tentando boicotar um projeto sério, como é o REUNI, sem sequer o terem lido, sem sequer saberem no que implicará.
Isso porque, pelo que consta, houve diversas oportunidades e instâncias de discussão e informação, em que toda a comunidade universitária foi convidada a participar, opinar, debater e auxiliar na confecção da proposta.
Enfim, eu poderia ficar aqui escrevendo "um tratado" sobre tudo o que eu acho, mas no momento só tenho a intenção de externar minha TRISTEZA.
Tristeza pelos nossos jovens que se deixam manipular acreditando que estão fazendo um belo papel.
Pobrezinhos! Deveriam ao menos respeitar a luta de tanta gente séria que os precedeu, ao invés de rasgarem todas as bandeiras de luta.
Queria que percebessem o quanto são egoístas, pois estudam em uma universidade pública de qualidade e querem impedir, com seus atos, que muitos outros jovens tenham a mesma oportunidade que lhes foi oferecida.
Uma pena!

Sobre as amigas irmãs

Ah, as amigas irmãs!
Que seres de luz são elas!

Só quem já teve ou tem uma amiga irmã pode ter a noção disso que estou tentando dizer: amigas irmãs são criaturas iluminadas e que iluminam a vida da gente!
Gostaria de ter discernimento para compreender de onde sai essa percepção que amigas irmãs têm, esse "quê" de sexto sentido, ou de intuição, que faz com que elas venham falar conosco justamente nos momentos em que mais precisamos delas. Que faz com que elas, mesmo sem saber, apareçam na hora H, mesmo que a gente nem se abra com elas naquele momento - elas podem chegar, falar uma piadinha boba e sair, mas só o fato de nos lembrarem que existem nos fazem desanuviar o espírito, respirar fundo e retomar o pique.
Eu sou abençoada, não me canso de dizer. Possuo amigos ótimos e possuo também minhas amigas irmãs.
Irmãzinhas que me entendem exatamente do jeito que eu sou, me amam com meus inúmeros defeitos e minhas poucas virtudes. Me respeitam. Me fazem feliz.
Esse texto é uma declaração de amor a todas elas.
Queridas, não sei o que seria de minha vida sem vocês!

A casa da gente

Recebi da Tetê, e achei bárbaro.
Resolvi compartilhar com todo mundo.
(Hoje estou com o espírito generoso! rsrs)




A casa da gente

"Não há lugar como o lar", sentenciou Dorothy no finalzinho de "O Mágico de Oz". E você não precisa ter sido tragado por um tufão, ido parar em uma terra além do arco-íris, ter conhecido seres estranhos como um homem feito de lata ou um leão covarde, nem ter passado por diversos perigos para concordar com a garota de maria-chiquinhas. Porque a casa da gente é realmente o melhor lugar do mundo.

Na casa da gente é possível dormir e acordar quando bem entender. Ninguém vai achar ruim se a gente quiser assistir ao filme "A Invasão das Lulas Cósmicas" às três da madrugada, porque na casa da gente quem manda é a gente mesmo. E se a gente quiser puxar o rádio-relógio da tomada quando ele despertar às sete da matina, tudo bem. Seu chefe ligou perguntado do atraso? Inventa que a cozinha amanheceu debaixo d'água e você precisou chamar o encanador. A casa da gente, além de refúgio, também ajuda na hora das desculpas.


Na casa da gente é possível ser autêntico. Ali podemos andar descabelados, usando aquele camisetão furado e aquela calça de pijama de flanela cheia de ursinhos. Ali podemos chorar no último capítulo da novela das seis. Na casa da gente não tem essa de manter as aparências. Você pode até falar para todo mundo que gosta muitíssimo de ópera alemã do período barroco só para botar uma banca. Mas na casa da gente tudo bem colocar o CD "O Melhor de Sidney Magal" no repeat, e ainda sair dançando "Me Chama que Eu Vou" com a vassoura.

Na casa da gente é possível dar vazão ao lado criativo. Uma bela manhã acordarmos de saco cheio da parede amarelinha, por exemplo. Podemos pintá-la de roxo no mesmo dia sem precisar de autorização. Podemos mudar o sofá de lugar e botar a cabeceira da cama debaixo da janela sem ter alguém que fale que isso é errado, ou que desse jeito vamos pegar friagem. Na casa da gente dá para começar vários projetos, como uma mesa de tampo de mosaico e uma reforma na velha cômoda da vovó. E também dá para não terminar nenhum deles.

Na casa da gente é possível exercitar a preguiça. Se o controle remoto cair no vão da cama e você não estiver com vontade de esticar o braço, relaxe. Pode continuar assistindo ao pastor tirar o demônio do corpo da mulher, ninguém está vendo mesmo. Se o queijo venceu há três meses e já está quase criando pernas e abrindo a geladeira sozinho, não tem problema. Um dia você lembra de jogá-lo fora. E se você não quiser arrumar a sua cama por três dias seguidos, tudo bem também. Aliás, na casa da gente está liberado farelo de bolacha no lençol.

Na casa da gente é possível receber pessoas. O amigo ligou precisando urgentemente de uma conversa ao vivo? Pode mandar entrar, ainda que seja fora do horário de visita. Até porque na casa da gente não tem essa de horário de visita. Sexta à noite dá para fazer uma festa de última hora quando a sessão de cinema em que você ia acabou lotando. Cinco minutos no telefone é o suficiente para a casa da gente começar a encher. E se você quiser ficar dez dias sozinho, sem ver qualquer ser humano na frente, ok. A casa da gente também pode ser a caverna da gente.

Na casa da gente é possível ser cozinheiro. Se você está morto de vontade de comer feijão, dá para fazer feijão ainda que você não tenha a mais remota idéia de como. Basta botar os grãos na água, ligar o fogo e ver o que acontece. Não precisa seguir receita, porque quem come suas criações é você mesmo, e você não vai dedurar a si próprio para os outros. E se o feijão não der certo, na casa da gente sempre vai ter um Miojo sabor galinha caipira no fundo do armário. Pilotar o fogão não está nos planos? Ninguém vai reclamar se você viver de disk-pizza.

Na casa da gente é possível desistir. Tipo quando a gente compra uma bicicleta ergométrica crente que vai fazer exercícios diários e finalmente perder aqueles quilinhos a mais e, no segundo dia de uso da geringonça, percebe que ela vai é criar teias de aranha na garagem. Ou quando a gente decide fazer uma pequena horta de temperos variados, compra vasos, adubo e até plaquinhas fofas com "salsinha" e "alecrim" escritos, mas a empolgação dura pouco e na semana seguinte, lá pelo sexto dia sem molhar a horta, já está tudo morto. Não tem fiscal da natureza na casa da gente.

Na casa da gente é possível ser feliz. Ganhar carinho do gato quando todo mundo parece estar de mal. Comer brigadeiro de panela vendo a décima reprise de "Namorada de Aluguel" quando não existe companhia para o cinema. Ficar enrolado no cobertor quadriculado de franjas quando chove e faz muito frio lá fora. Comprar apenas uma almofada florida e barata quando a grana para aquela reforma completa da sala de estar ainda está curta. Andar de pantufa de coelhinho quando os demais dizem que você já passou da idade. Abrir a porta, tirar os sapatos, se jogar no sofá e respirar aliviado quando tudo o que você quer na vida é exatamente isso.

Ah, a casa da gente. Talvez Dorothy não soubesse o quanto ela estava com a razão.

Escrito por Vivi Griswold no Blog "Garotas que dizem Ni"

30/10/2007

Cadê ela?

Do jeito que a coisa anda, essa semana é capaz de a sexta-feira "passar batida" por mim e eu nem sequer tomar conhecimento da existência dela...

Última flor do Lácio

Momento educativo-cultural do blog.
Afinal de contas relembrar e aprender nunca é demais!

Enjoy!




De boca aberta

Afinal, como se fala Roraima, recorde e gratuito?
A estranheza surge principalmente quando as moças do tempo anunciam as previsões do dia seguinte: vai fazer sol em “Roráima”. Ou será em “Rorãima”?
Até algumas décadas atrás, parecia não haver dúvida: era “Rorãima” que se aprendia na escola e se pronunciava em quase todo o Brasil.
A partir de determinado momento, no entanto, as autoridades e a população roraimense passaram a seguir a prática dos índios da região. Os macuxis, taurepangues, ianomâmis e uapixanas, principais tribos do norte do país, chamam a região de “Roráima”, com som aberto, por terem impossibilidade de articular sons nasais.
É um fenômeno semelhante ao de algumas partes do Brasil em que, por influência indígena, se diz, por exemplo, “gránde”, em vez de grande, “bacána”, em vez de bacana, “bánána”, em vez de banana etc.
Como essa pronúncia não é a do restante do país, cria-se uma falsa impressão de “erro”, quando o que se tem são meras variações.
Ex-correspondente do jornal O Estado de S. Paulo em Boa Vista, o jornalista Plínio Vicente informa que os professores Dorval Magalhães e José Ferreira pesquisaram o assunto, e seus estudos dos costumes indígenas locais foram decisivos para a adoção, no estado, da pronúncia “Roráima”. Chegou-se até a cogitar, na Assembléia Legislativa roraimense, a votação de uma lei que oficializasse essa maneira de falar.
Como proceder, então? Do ponto de vista formal do idioma, a pronúncia “Rorãima” parece ser a predominante, mesmo porque na língua portuguesa as vogais que antecedem m e n adquirem, normalmente, o som nasal dessas consoantes. É o que ocorre em andaime (“andãime”), paina (“pãina”), Bocaina (“Bocãina”), Rifaina (“Rifãina”), polaina (“polãina”), plaina (“plãina”), comezaina (“comezãina”), Elaine (“Elãine”) etc.
O dicionário Houaiss não se define sobre o assunto, mas observa: “No início do século 20, a pronúncia ainda alternava Roraíma/Rorãima/Roráima”. Já o Aurélio, no verbete “roraimense”, toma partido e inclui, entre parênteses, a indicação ãi.
De qualquer maneira, é preciso levar em conta a respeitável opinião do filólogo Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras. Para ele, a presença de m ou n na sílaba seguinte pode ou não nasalar as vogais anteriores, o que autoriza tanto a forma “Roráima” como “Rorãima”. A conclusão é a de que quem quiser seguir a tendência regional pode falar em “Roráima”. E quem ficar com a preferência nacional deve dizer “Rorãima”.
Seria bom se esse fosse o único problema do gênero no idioma. As pessoas que acompanham o noticiário da TV e do rádio, porém, podem, com toda a justiça, hesitar entre as pronúncias “recórde” e “récorde”. Vale lembrar, no caso, que a palavra, originária do latim, consolidou-se no francês (recorder) e foi importada pelo inglês, idioma no qual sofreu aclimatação. Por isso, não há nada a estranhar que se diga “récorde” em inglês e “recórde”, como os dicionários registram, em português.
Um pouco diferente é o caso de quatro vocábulos terminados em uito na língua portuguesa. Por mais que se ouçam “gratuíto” e “gratuítamente” até nos anúncios oficiais, não há engano possível: é gratuito e gratuitamente (“úi”) que se deve enunciar. Mas nem sempre os desvios de pronúncia são tão facilmente explicáveis. Por exemplo, “biótipo” virou “biotipo” na linguagem popular, enquanto outras palavras da família são, por exemplo, “protótipo” e “estereótipo”. A oscilação de pronúncia já aparece em monotipo, fenotipo, genotipo e logotipo, alternativas populares das eruditas fenótipo, genótipo, logótipo e monótipo. Só para concluir: o gás, para você, é “neon” ou “néon”? O Aurélio só registra a grafia tradicional, néon, mas o Houaiss e o Vocabulário da Academia Brasileira de Letras já autorizam o uso de neon. Menos mal para nós que os dicionários também se atualizem. ©

Autor: Eduardo Martins (Jornalista, autor do "Manual de Redação e Estilo", de "O Estado de São Paulo", e dos "Resumões de Língua Portuguesa", entre outros livros)

Texto publicado na Revista da Cultura - edição 02 - setembro de 2007

24/10/2007

Convite SESQUICENTENÁRIO DE SÃO CARLOS

Tá chegando a hora...


PROGRAMAÇÃO 3 E 4 DE NOVEMBRO:

3/11 - Inauguração do Hospital Escola Municipal Prof. Dr. Horácio Carlos Panepucci
Local: Rua Luiz Vaz de Camões, 111 – Vila Celina
Horário: 10h

3/11 - Apresentação da Esquadrilha da Fumaça
Local: Estádio Municipal Prof. Luiz Augusto de Oliveira
Horário: 16h

3/11 – Apresentação da Banda dos Fuzileiros Navais
Local: Estádio Municipal Prof. Luiz Augusto de Oliveira
Horário: 17h

3/11 – Apresentação da Banda Faber-Castell – Regência Robertinho Mori
Local: Pátio da Catedral
Horário: 19h30

3/11 – Show “SESC/SP Homenageia São Carlos” com cantor Jorge Benjor
Local: Av. São Carlos (região da Catedral)
Horário: 21h

3/11 – Show da virada com a Banda Doce Veneno
Local: Av. São Carlos (região da Catedral)
Horário: 23h

3/11 – Queima de fogos
Local: Av. São Carlos (região da Catedral)
Horário: 0h

4/11 – Alvorada festiva
Fogos e repique de sinos das igrejas
Horário: 6h

4/11 – Bênção do bolo de aniversário da cidade e apresentação da Banda da Faber-Castell
Local: Praça da Catedral
Horário: 8h

4/11 – Hasteamento das Bandeiras
Local: Praça Coronel Salles
Horário: 8h30

4/11 – Desfile Cívico Comemorativo aos 150 anos de São Carlos
Local: Av. São Carlos
Horário: 9h

4/11 – Inauguração do Paço Municipal – Edifício Sesquicentenário e deposição de documentos na Cápsula do Bicentenário
Local: Rua Episcopal,1.575
Horário:11h30

4/11 – Apresentação do Coral Multicanto
Local: Fazenda Pinhal
Horário: 15h

4/11 – Procissão de São Carlos Borromeu e traslado da imagem pela família Arruda Botelho
Local: saída da Capela da Fazenda Pinhal com destino ao Palacete Conde do Pinhal - Rua Conde do Pinhal, 2.017
Horário: 15h30

4/11 – Recepção da imagem histórica de São Carlos Borromeu pelo Prefeito Municipal Newton Lima Neto
Local: Palacete Conde do Pinhal
Horário: 16h30

4/11 – Procissão de São Carlos Borromeu segue até a Catedral de São Carlos. A imagem será recebida por autoridades eclesiásticas, civis e militares
Local: Catedral de São Carlos
Horário: 16h40

4/11 – Missa solene em homenagem ao Sesquicentenário de São Carlos celebrada pelo Bispo Diocesano D. Paulo Sérgio Machado
Local: Catedral de São Carlos
Horário: 17h

4/11 – Apresentação dos grupos da Escola Livre de Música “Maestro João Sepe”
Local: Pátio da Catedral
Horário: 19h30

4/11 – Show dos 150 anos com a dupla sertaneja “Rud & Robson”
Local: Av. São Carlos (região da Catedral)
Horário: 21h