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26/08/2012

Adversário não é Inimigo

Já postei essa frase aqui, mas, dado o ano eleitoral e, dado o comportamento infantil de alguns que teimam em tratar adversário político como inimigo, não custa repeti-la:
"Quando o amigo deixa de sentar com o amigo por causa da política, é porque o país está pronto para a carnificina". Nelson Rodrigues
De minha parte, continuarei respeitando meus amigos como sempre fiz, independentemente de sua ideologia política.
Da mesma forma, exijo que tenham por mim respeito. Exijo respeito não só dos adversários, mas também dos amigos partidários (graças a Deus, poucos deles) que nessas horas sentem-se no direito de julgar com quem você pode ou não pode se relacionar, em nome do que eles entendem por política.
A quem ainda não percebeu, um aviso (se for preciso, faço um desenho): Não me dobro a esse tipo de pensamento.
Findo o processo eleitoral, todos voltaremos a se simples cidadãos da mesma sociedade. Conviveremos em todos os ambientes que frequentamos.
Não cultivemos ódio e intolerância, pois disso o mundo já está cheio e não precisa de mais nenhuma gota sequer.
O mundo precisa é de respeito e civilidade. O mundo precisa é de nosso bom senso.
Sejamos exemplo.
E tenho dito.
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20/07/2011

Feliz Dia do Amigo

Somente quem tem a dádiva de possuir um verdadeiro amigo é que pode vislumbrar o significado da palavra FELICIDADE. A vocês, meus tesouros, o meu muito obrigada por fazerem parte de minha vida. Desejo um excelente DIA DO AMIGO!
"Se Deus me intimasse a optar entre o Hélio Pellegrino e a humanidade, eu daria a seguinte e fulminante resposta: – “Morra a humanidade!”. E se fosse, não o Hélio, mas o Paulinho Mendes Campos, diria do mesmo jeito e com a mesma ênfase: – “Morra a humanidade!”. E, com isso, ficaria claro que, para mim, o amigo é o grande acontecimento, e repito: – só o amigo existe e o resto é paisagem. Os “outros” teriam assim uma estrita e secundária função paisagística".
Nelson Rodrigues

29/08/2009

EUA

"(...)E que figura trágica é a nação americana. Sabemos que se trata do maior país do mundo, e do mais forte, e do mais culto. Afirma-se: - "É o único país moderno do século XX". Tudo isso está mais do que sabido e confirmado. E, no entanto, não há ninguém mais derrotado na Terra.
(...)Já disse não sei quem (talvez eu mesmo) que os Estados Unidos têm medo de tudo e mais ainda da própria força.(...)"
(Nelson Rodrigues em A chanchada histórica, 18/11/1971)

23/08/2009

eu também acho

Por isso que eu gosto do Nelson. Ele me entendia. É isso aí, gente! É exatamente isso!!
"(...) no cinema, como no romance, no teatro, como na novela, o problema do personagem é muito mais do espectador ou leitor do que do personagem. O personagem apenas finge, ao passo que o espectador sofre o impacto, o espectador vive a morte da heroína, até as duas últimas lágrimas de paixão e de vida. (...)"
(Nelson Rodrigues em Adeus à Sordidez, 17/07/1971)

19/07/2009

a mulher e a feminilidade

"(...)Não sei se sabem, mas a mulher tem vários inimigos pessoais. Um deles, e dos mais cruéis, são os grandes costureiros. É claro que os pequenos também. Mas dou um destaque especial aos costureiros célebres, que inventam modas, que milhões de mulheres seguem, em todos os idiomas, com uma docilidade alvar. A única coisa que os move, e os inspira, é a intenção evidente e obsessiva de extinguir toda e qualquer feminilidade.
Imagino o escândalo do leitor: - "Mas por quê, ora pinóia?" ("pinóia é a gíria finada que acabo de exumar). Aí está um mistério nada misterioso. O autor dos vestidos vê a mulher como a rival que o há de perseguir, do Paraíso ao Juízo Final. E, por isso, o empenho com que trata de transformar a mulher numa figura cômica.
Como são desinteressantes as mulheres que se vestem bem. E o pior é que os costureiros, com diabólico engenho, atingem em cheio os seus objetivos. Realmente, nunca a mulher foi menos amada. Outro dia, remexendo nos meus velhos papéis, descobri uma crônica de dois anos atrás, em que eu próprio escrevia: - "Nunca a mulher foi tão pouco mulher, nunca o homem foi tão pouco homem". O raciocínio é simples: - se a mulher é menos mulher, o homem será menos homem.
Há sim, de um sexo para o outro, um tédio recíproco, que já não permite nenhum disfarce. Eu disse, certa vez, que a lua-de-mel começa depois da lua-de-mel. Hoje, diria que a lua-de-mel acaba antes da lua-de-mel. Por outras palavras: - não há mais lua-de-mel.(...)"
(Nelson Rodriges, em "Inimiga Pessoal da Mulher", 17/04/1971, compilada no livro "O Reacionário")

14/06/2009

amor eterno

"(...)Danuza Leão quer saber se eu, que acredito num amor primeiro, único e último, se eu conheço algum. Resposta: - não há amor que não seja eterno. E os que acabam? Os que acabam não têm nada a ver com amor. Algum idiota da objetividade perguntará: - "E a morte?". O amor continua para além da vida e para além da morte. Não importa que se ame errado: - tampouco importa que a vida seja uma flora de equívocos. A simples esperança do amor eterno impede que o homem apodreça à nossa vista. E a mulher falhada, frustrada, morre esperando o amor que não veio. (...)"
Nelson Rodrigues em "Quem extravasa ódio?"(24/10/1970)

27/05/2009

sexo x amor (por Nelson Rodrigues)

Simples assim.

"(...) Mas quero resumir aqui, para o próprio Gilson Amado, as minhas objeções contra a educação sexual. Antes de mais nada, ela desumaniza o homem e desumaniza o sexo. No dia em que o sujeito perder a infinita complexidade do amor, cairá automaticamente de quatro, para sempre. Sexo como tal, e estritamente sexo, vale para os gatos de telhado e os vira-latas de portão. Ao passo que no homem o sexo é amor. Envergonha-me estar repetindo o óbvio. O homem começou a própria desumanização quando separou o sexo do amor. Um dia farei um teste com o admirável Gilson Amado. Iremos para uma esquina. E ele verá que todos passam de cara amarrada, exalando a mesma e cava depressão. São as vítimas do sexo sem amor. Tão simples enxergar o óbvio ululante. Devia ser não educação sexual, mas educação para o amor, simplesmente para o amor. E o homem talvez aprendesse a amar eternamente."
Nelson Rodrigues em "Sexo é para vira-latas" (21/04/1970)

obsessivo

"(...)Todo grande homem tem que ser, obviamente, obsessivo. Não sei se me entendem. Mas o "grande homem" é a soma de suas ideias fixas. São elas que o potencializam.(...)"
Nelson Rodrigues em "Sexo é para vira-latas" (21/04/1970)