Tudo que vivemos juntos nunca irá se apagar. Só por hoje chorei e chorarei pela sua partida. Só por hoje. Porque a partir de amanhã só ficarão as lembranças boas de tudo de bom e de não tão bom que compartilhamos em nossa caminhada juntos: as dores, as desilusões, nosso crescimento e nossas descobertas juntos, nossas confidências, nossas aventuras e desventuras, nossas muitas e muitas alegrias. Obrigada por ter sido meu irmão, por ter me amado e por ter me deixado te amar. Desentendimentos? Sim, nós os tivemos. Como acontece entre irmãos e entre amigos-irmãos. Nossas almas se encontraram, se aproximaram e se completaram. Isso é raro e não tem preço. Sua luz estará sempre em mim. Que Deus o tenha.
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30/12/2015
27/04/2014
21/03/2011
21/02/2011
A minha rosa
12/12/2010
Hoje ganhei flores!
Existem dias que são cheios de significado.Como por exemplo quando uma árvore que você conheceu quase morta, e à qual você se dedicou diariamente por três meses, finalmente abre sua primeira florzinha cor-de-rosa. É como se, ao oferecer a você a florzinha, a árvore dissesse: "Obrigada por acreditar em mim! Eu consegui!"
Hoje foi um desses dias cheios de significado.
24/11/2010
o minicão
Eram 23h e lá estava eu - firme e forte - molhando a grama do quintal. E eis que lá estava ele - firme e forte - me fazendo companhia na escuridão, solidário: o minicão.
Comportadíssimo, não deu um minipasso com suas minipatas pra dentro do meu miniquintal. Embora demonstrasse estar morrendo de vontade de interagir, ele foi muito educado e resistiu bravamente. Só me observou, atento, com seus miniolhos.
Uma coisinha minúscula no meio da noite.
Comportadíssimo, não deu um minipasso com suas minipatas pra dentro do meu miniquintal. Embora demonstrasse estar morrendo de vontade de interagir, ele foi muito educado e resistiu bravamente. Só me observou, atento, com seus miniolhos.
Uma coisinha minúscula no meio da noite.
01/11/2010
04/10/2010
homenagem frente e verso
13/09/2010
I've got the key
10/09/2010
22/08/2010
Sim, nós fizemos a revolução!
Mais de dois dias já se passaram sem que eu conseguisse escrever uma linha sequer para externar - mesmo que fosse só um pouquinho - minha enorme emoção após o evento de inauguração do campus UFSCar em Sorocaba. Acho que ainda estou sob o "efeito Lula".
Eu queria mesmo ter capacidade de escrever um texto bom, para expressar com clareza tudo - ou ao menos parte - daquilo que vi e vivi naquela manhã de 20 de agosto em Sorocaba. São tantos aspectos que poderiam ser abordados... E no fim eu nem sei por onde começar...
Estou vivendo um momento histórico. Tenho plena consciência disso.
Um dia os jovens brasileiros estudarão nas aulas de história do colégio a importância que teve o presidente Lula. A história do Brasil será dividida em duas eras: "antes de Lula" e "depois de Lula".
Assistir ao vivo o presidente ser ovacionado pela plateia - em sua grande maioria estudantes universitários - foi uma sensação indescritível.
Dizem que nos momentos de grande emoção - como à beira da morte, por exemplo -, passa pela nossa cabeça um filme de situações vividas no decorrer de nossa existência e que nos levaram até aquele momento. Afirmo a vocês, sem medo de estar exagerando, que naquelas poucas horas do evento passou um filme na minha cabeça, me lembrando de vários momentos de minha história e da história do nosso companheiro Lula.
Lembrei da campanha de 2002. Da festa da vitória na praça. Da alegria dos militantes que simplesmente não acreditavam que tamanha felicidade - a de eleger o nosso presidente operário - pudesse mesmo ser real, depois de tanta espera.
Lembrei do João Paes (o Joãozinho), descendo de bicicleta a Rua Dona Alexandrina em alta velocidade, com os braços abertos, depois da nossa festa na praça Cel. Salles. Ele queria mesmo era voar. Gritar para o mundo todo ouvir sua felicidade. A imagem mais marcante da felicidade e da realização.
Lembrei da felicidade interior que cada um de nós, militantes petistas, sentimos em cada uma das vezes que nosso presidente era reconhecido internacionalmente por estar mudando o Brasil. Por estar mudando de uma vez por todas a maneira como o restante do mundo enxerga o Brasil. Orgulho.
Lula, em seu discurso do dia 20, disse que parece ironia do destino que justamente o presidente tão julgado por não possuir diploma em curso superior tenha sido o responsável pela maior expansão do ensino público superior no Brasil. Lembrou das dificuldades que enfrentou para implementar as suas ideias que fizeram o milagre acontecer (como o ProUni e o ReUni, por exemplo) e até mesmo das dificuldades que enfrentou para ser eleito pela primeira vez.
Contou do desafio que foi fazer com que as pessoas mais pobres acreditassem que alguém igual a elas (no caso, ele) seria capaz de fazer um governo que começasse a distribuir melhor a imensa riqueza que nosso país produz. A dificuldade em convencer as pessoas para que acreditassem nelas mesmas. E, se elas acreditassem em si, poderiam acreditar nele também. Convenceu. E hoje nós todos colhemos os frutos de sua luta apaixonada por esse ideal maravilhoso.
É só o começo do iceberg. Ainda temos muito por mudar, por avançar.
Lula nos disse, olhando em nossos olhos durante seu discurso, que só precisamos acreditar em nós mesmos para fazer as mudanças que queremos acontecerem. Todos os dias!
Aqueles jovens ouviram seu presidente. Aplaudiram-no. Aclamaram-no. Riram com suas piadas e com seu jeito carinhoso de discursar.
Naquela cerimônia não se ouviram vaias, nem protestos. Fiquei imaginando que aquele ato mais parecia um comício - onde todos que assistem são cabos eleitorais e apoiadores e que, portanto, só aplaudem! - não, definitivamente aquilo não parecia uma cerimônia oficial, onde sempre há quem queira legitimamente reivindicar algo de seu presidente, aproveitar a proximidade da autoridade para gritar suas insatisfações, se fazer ouvir.
Aquelas pessoas que ali estavam fizeram um silêncio absoluto para ouvir seu presidente. Esse silêncio só era interrompido por aplausos e gritos de incentivo. Um povo agradecendo seu presidente, se emocionando com ele, se despedindo dele a pouco mais de 4 meses de terminar seu mandato.
Chorei. Muita gente chorou. Choro agora novamente, somente pela emoção de escrever este texto confuso. Choro pelo turbilhão de emoções que esse episódio me proporcionou, e que estão aqui dentro de mim pra sempre.
Pensei, naqueles momentos, no que deve significar para ele, o presidente Lula, essa satisfação de ser aclamado pelo seu povo. De encerrar seu mandato com aprovação popular recorde, de ter a certeza de que cumpriu sua missão. E de saber que seu povo sentirá saudades dele...
Quando abracei o presidente Lula, em sua chegada para o evento, senti que abraçava o meu companheiro Lula. Aquele que ajudei a eleger, que ajudei a sustentar no governo durante todos esses anos e que por tantas vezes a elite golpista tentou derrubar. Não consegui pensar em mais nada para dizer a ele naquele breve momento em que o tive diante de mim, olhando diretamente para mim e retribuindo meu sorriso. Nada poderia expressar a imensa HONRA que tenho em meu coração e em minha ALMA. A gratidão que tenho a Deus, nosso Pai, por poder ter vivido esse momento histórico.
Só consegui dizer ao presidente: "Bom dia" e, logo depois, um tímido, mas muito verdadeiro "muito obrigada". E pensei comigo: "obrigada por tudo!"
Quando tudo acabou, as autoridades se dispersaram e o presidente se foi, olhei para um colega que estava ao meu lado, com olhos marejados como os meus, e disse o que se passava naquele momento pela minha cabeça: "É. Nós fizemos a revolução".
25/05/2010
25/04/2010
17/02/2010
10/02/2010
A vida é bela!
28/01/2010
23/01/2010
a última lição do nosso amigo Zé Luiz
Durante o velório e enterro do nosso amigo e companheiro Zé Luiz, fiquei pensando em várias coisas.
Observei a enorme quantidade de pessoas que foram até lá, para prestar uma última homenagem a ele, para se despedir, ou mesmo para tentar se convencer de que realmente era o Zé quem tinha morrido.
Eu fui uma dessas pessoas que custaram a acreditar. Acho que até agora não me convenci direito, sabiam? Para falar a verdade, quando estávamos todos lá reunidos, na quinta à noite, esperando a chegada do corpo, eu tinha uma sensação estranha e quase surreal: parecia que o Zé ia chegar dali a pouco, vivo, sorrindo, brincando, soltando uns palavrões e fazendo piada, como tantas outras vezes aconteceu em outras situações em que estávamos reunidos e ele chegou e se juntou a nós. Infelizmente essa foi só uma sensação surreal que tive. Infelizmente o Zé não chegou lá vivo e serelepe como sempre foi. O Zé nos pregou uma peça. Se foi pra sempre e vai deixar muitas saudades.
E enquanto eu fiquei lá, lembrando junto com amigos muitas histórias que vivemos junto com o negão, observei a enorme quantidade de gente que simplesmente mudou sua rotina e desfez seus compromissos para poder estar ali. Foi tanta gente que quis comparecer, que foi necessário mudar o corpo de dentro da sala onde estava sendo velado para o saguão do prédio do velório. E mesmo o saguão ficou lotado e as pessoas se acotovelavam para caber naquele espaço que se tornou tão pequeno. Foi a primeira vez que vi isso acontecer.
E, além de nós - familia e amigos que sempre estivemos por perto - vieram também pessoas da comunidade que conviveram com o Zé. Gente que não o conhecia muito bem, mas o admirava. Gente que sempre brigava com ele pelas confusões e rolos que ele aprontava, mas que gostava muito dele e sabia que a bondade que ele tinha era muito maior do que as trapalhadas todas. Anônimos e pessoas bem conhecidas. Altas autoridades estiveram presentes. Gente importante e ocupada. Gente que mora longe. Todo mundo quis estar ali.
E eu concluí, vendo gente que pensa tão diferente estar junto por causa de uma única pessoa, vendo essas pessoas tão ocupadas adiarem todo o inadiável para estarem ali nos últimos momentos do corpo físico do Zé entre nós, concluí que o que importa realmente nessa vida são as relações que temos com as pessoas. A nossa entrega sincera a tudo e a todos. Foi exatamente isso que o Zé fez durante toda sua vida: se entregou com paixão aos seus ideais, à convivência com sua família e seus amigos, à realização de seus compromissos, de seus trabalhos, de seus sonhos. Tudo isso sem a menor frescura: com a maior simplicidade e autenticidade. Sim, o Zé sempre foi autêntico: sempre foi ele mesmo em qualquer situação, pouco se importando se iria agradar ou não. Ele deixou sua marca, e a multidão em seu último adeus é uma prova de que ele estava certo. Mais uma lição que ele nos ensinou.
Um belo exemplo que fica guardado dentro de nosso coração para sempre.
Hoje a tristeza da perda é muito grande, mas com certeza as boas lembranças de tudo de intenso que foi o Zé em nossa vida farão com que ele esteja sempre presente entre nós.
Vai com Deus, Zezinho.
Obrigada por tudo.
Observei a enorme quantidade de pessoas que foram até lá, para prestar uma última homenagem a ele, para se despedir, ou mesmo para tentar se convencer de que realmente era o Zé quem tinha morrido.
Eu fui uma dessas pessoas que custaram a acreditar. Acho que até agora não me convenci direito, sabiam? Para falar a verdade, quando estávamos todos lá reunidos, na quinta à noite, esperando a chegada do corpo, eu tinha uma sensação estranha e quase surreal: parecia que o Zé ia chegar dali a pouco, vivo, sorrindo, brincando, soltando uns palavrões e fazendo piada, como tantas outras vezes aconteceu em outras situações em que estávamos reunidos e ele chegou e se juntou a nós. Infelizmente essa foi só uma sensação surreal que tive. Infelizmente o Zé não chegou lá vivo e serelepe como sempre foi. O Zé nos pregou uma peça. Se foi pra sempre e vai deixar muitas saudades.

E enquanto eu fiquei lá, lembrando junto com amigos muitas histórias que vivemos junto com o negão, observei a enorme quantidade de gente que simplesmente mudou sua rotina e desfez seus compromissos para poder estar ali. Foi tanta gente que quis comparecer, que foi necessário mudar o corpo de dentro da sala onde estava sendo velado para o saguão do prédio do velório. E mesmo o saguão ficou lotado e as pessoas se acotovelavam para caber naquele espaço que se tornou tão pequeno. Foi a primeira vez que vi isso acontecer.
E, além de nós - familia e amigos que sempre estivemos por perto - vieram também pessoas da comunidade que conviveram com o Zé. Gente que não o conhecia muito bem, mas o admirava. Gente que sempre brigava com ele pelas confusões e rolos que ele aprontava, mas que gostava muito dele e sabia que a bondade que ele tinha era muito maior do que as trapalhadas todas. Anônimos e pessoas bem conhecidas. Altas autoridades estiveram presentes. Gente importante e ocupada. Gente que mora longe. Todo mundo quis estar ali.
E eu concluí, vendo gente que pensa tão diferente estar junto por causa de uma única pessoa, vendo essas pessoas tão ocupadas adiarem todo o inadiável para estarem ali nos últimos momentos do corpo físico do Zé entre nós, concluí que o que importa realmente nessa vida são as relações que temos com as pessoas. A nossa entrega sincera a tudo e a todos. Foi exatamente isso que o Zé fez durante toda sua vida: se entregou com paixão aos seus ideais, à convivência com sua família e seus amigos, à realização de seus compromissos, de seus trabalhos, de seus sonhos. Tudo isso sem a menor frescura: com a maior simplicidade e autenticidade. Sim, o Zé sempre foi autêntico: sempre foi ele mesmo em qualquer situação, pouco se importando se iria agradar ou não. Ele deixou sua marca, e a multidão em seu último adeus é uma prova de que ele estava certo. Mais uma lição que ele nos ensinou.
Um belo exemplo que fica guardado dentro de nosso coração para sempre.
Hoje a tristeza da perda é muito grande, mas com certeza as boas lembranças de tudo de intenso que foi o Zé em nossa vida farão com que ele esteja sempre presente entre nós.
Vai com Deus, Zezinho.
Obrigada por tudo.
17/10/2009
16/10/2009
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