27/06/2013

Relíquia

"Uma palavra escrita é a mais fina das relíquias".
Henry David Thoreau


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03/06/2013

I hope you don´t mind that I put down in words...

Eu choro mesmo. Em peça, em filme, em show, em casamento, em festinha de aniversário de criança, em comercial de chinelo na TV... Quem me conhece, sabe. Se eu me emocionar, eu choro. E se eu tentar conter o choro, aí é que eu choro mais ainda. Não tem jeito.
O fato é que este final de semana foi marcado por espetáculos muito emocionantes pra mim. No sábado a maravilhosa peça do Nelson Baskerville - Luis Antonio Gabriela. Forte, contundente, arrasadora. Eu saí deformada do teatro, de tanto que eu chorei.
Não há como não se comover com a história e com a beleza da peça. Imagino que o elenco também deve se emocionar muito ao encarnar as personagens e carregar o peso dessa catarse coletiva. E eles dão conta do recado: fazem isso primorosamente.
A música de Elton John, This Song, nunca mais será a mesma pra mim depois de ter visto essa peça.

19/05/2013

O que se tem, o que não se tem, o que se deseja

Deus faz com que as coisas aconteçam na nossa vida no momento mais adequado. Pode observar.
Diante de nós são apresentadas situações que nos desafiam. Para que façamos o melhor uso da oportunidade, aproveitando o que a gente TEM e o que a gente NÃO TEM a nosso favor.
Observe. Perceba. Depois me diga se não é uma grande verdade.
E dessa forma, ao constatarmos isso, diminui muito nossa ansiedade diante da oportunidade de tentar conquistar nossos objetivos, pois já sabemos que tudo acontecerá no tempo certo. E o tempo certo é o de Deus, não o nosso.
É preciso manter-se com calma e serenidade, foco e disciplina. Sem a nossa dose de esforço nada "cairá do céu". Aproveite ao máximo as vantagens do que você tem e do que você não tem. Mude sua vida para melhor. Agora.


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10/05/2013

Biscates e baratas - não necessariamente nessa ordem.

Sim, um dia hei de fazer um ensaio sociológico sobre a biscate. Esse ser desprezível que ocorre em todas as esferas da nossa sociedade. Do Limbo ao Olimpo, do Luxo ao Lixo, lá está ela: a biscate.
É incrível como a biscate nunca se constrange de ser vulgar e oferecida. Ela se esconde detrás da máscara sonsa e não escolhe lugar nem companhia pra manifestar sua biscatice. Quem se constrange são as pessoas que estão próximas, ao presenciar tamanho descaramento.
Eu, particularmente, se pudesse, esmagaria com a sola do meu sapato, pessoalmente, como se fora uma barata asquerosa, cada biscate que cruzasse o meu caminho.
Aliás, ao escrever esta última frase me veio um insight: estou certa de que, após a guerra nuclear derradeira, ao contrário do que se pensava até agora, não serão apenas as baratas a sobreviver nesse nosso mundo. Não, senhores!! Lhes digo que sobreviverão as baratas e as biscates!! Farão companhia umas às outras, em perfeita harmonia.
E serão felizes para sempre, se alimentando do esgoto, que é de onde elas nunca deveriam ter saído.


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03/05/2013

Nas rotatórias da vida


Olha, gente, eu já vi coisas esquisitíssimas no meio da rua aqui em São Carlos. E todas as vezes foi em rotatórias.
A primeira foi um sapo esmagado, lá na rotatória do Cristo. Fiquei com tanto nojo que até gritei dentro do carro, sozinha. Por pouco não consigo desviar - imagina meu carro sujo de meleca de sapo esmagado?! Eca. Mil vezes eca.
Tempos depois, este ano, bem naquela época em que o quilo do tomate tava valendo quase o quilo do filé mignon, eis que um dia tô indo fazer a unha e quase atropelo, na rotatória da Educativa, um saco cheio de tomate. Fiquei sem entender nada. A minha manicure ponderou que aquilo podia até ser uma pegadinha do Sérgio Mallandro - se era, ainda bem que eu não caí. Imagina só pagar esse mico na televisão? Parar o carro numa rotatória pra catar um saco de tomate? Bobagem. Ainda bem que não fiz isso.
E hoje, quando tava voltando do trabalho na hora do almoço, eis que passo perto de um teclado de computador, bem no meio da rua, na rotatória do Cardinalli. Até pensei em parar pra recolher, visto que meu teclado no trabalho tá em péssimas condições de uso. Mas ia dar muito trabalho fazer isso, ainda mais no horário de pico em que eu passei por lá: milhares de carros passando.
Foi aí que me vieram à lembrança esses episódios anteriores de coisas estranhas caídas, todas em rotatórias. Será que só eu reparei nisso?
Mistérios da vida cotidiana. Se todo mundo prestasse atenção nesses detalhes bobos do dia a dia, certamente daria pra narrar histórias interessantíssimas.
Melhor começar a ficar atenta a tudo que pode aparecer por aí, nas rotatórias da vida.

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16/04/2013

Amores eternos

Tão bom falar com amigos sinceros - aqueles com quem a gente sabe que SEMPRE poderá contar, em qualquer situação - e simplesmente deixamos que passe tanto tempo sem esse contato...
Por que? Por que nos privamos de situações que nos fazem tão bem...? Um simples telefonema, uma dezena de minutos de conversa que aquecem tanto o coração e... Pasmem! Quando notamos, fazia 2 anos que não nos falávamos. Absurdo.
Sinto-me estúpida diante desse tipo de situação. Sim, estupidez é - palavra. Eu tenho tempo para me estressar todos os dias, e não arranjo tempo para manter contato com quem amo e que me faz tanta falta? Autosabotagem. A gente, sem perceber, se priva do que é mais caro nessa vida. O que realmente faz diferença.
Hoje falei com minha amiga Maria - por uma doce iniciativa dela - e me senti renovada por poder partilhar com ela um pouquinho da minha vida, e por saber notícias da vida dela também. Estranho como nossas vidas vão tomando rumos tão diferentes, mas a afinidade continua lá intocada: total liberdade para falar de todos os assuntos, total confiança para confessar todas as coisas.
E de repente me vi embebendo-me de sua presença, de seu carinho, de sua amizade. E o bem que isso me fez, não tem preço.
É amor verdadeiro. E tem que ser cultivado. Sempre.



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08/04/2013

God talks to me

Eu ontem levei mais um daqueles chacoalhões que Deus costuma dar, e que só quem aguça a percepção é capaz de captar.
Em resumo: embora eu seja uma pessoa feliz e realizada, não estou totalmente contente com a pessoa em que tenho me tornado nos últimos tempos. Não condiz com o que sempre fui, com o que sempre acreditei. Não fecha com o meu verdadeiro EU, que afinal foi quem me trouxe até aqui. Me sinto mal com isso.
Já estou cansada de agir impulsivamente e me arrepender da minha ação 5 minutos depois. Como fazer pra controlar a explosão? Como fazer para frear o impulso que machuca quem mais amo e depois me deixa morrendo de culpa?
O chacoalhão que levei me disse que devo procurar ajuda. Que não devo me enganar pensando que sou capaz de sair dessa sozinha.
Disse ainda: não tenha medo. Faça o que tem que ser feito, pois, se fizer com amor, no final tudo dará certo.
E disse também que a roda da vida gira rapidamente, mas que as coisas que realmente tocam nosso coração sempre retornam para nós, tempos depois, para nos darem a chance de refletirmos sobre o que estivemos fazendo da nossa vida nesse período em que a roda girou.
Não sei bem por onde começar. Mas uma coisa é certa: vou tentar.


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07/04/2013

Medo


"Eu tinha medo de não ser suficiente. Mas eu era".
Marley Corbatt, no filme "a little bit of heaven"

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