26/12/2009

pequenas trapalhadas do cotidiano

Dica (óbvia) do dia*:
Nunca tente trocar o refil do seu creme hidratante quando a sua mão estiver cheia de creme hidratante. Isso é coisa de loira, bem entendido? Não vamos nos estressar à toa, compreendido? Ótimo! Good girl.
*Dica gentilmente oferecida por Renata Maria, a atrapalhada

25/12/2009

efêmero

Recebi por email de uma amiga de mais de duas décadas.
Somente uma pessoa tão especial pra compartilhar comigo um texto que, na minha opinião, dispensa qualquer comentário.
A vocês, com muito carinho:

EFÊMERO...
(Letícia Thompson)
Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera,
talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que
temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais.
Algumas, mesmo ainda em botão.
Há sementes que nunca brotam e
há aquelas flores que vivem a vida inteira até que,
pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.
Mas a gente não sabe adivinhar.
A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden
e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor.
E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos.
Perdemos dias, às vezes anos.
Nos calamos quando deveríamos falar;
falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio.
Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso
"porque não estamos acostumados com isso"
e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro
sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece
e continuamos os mesmos, fechados em nós.
Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente.
Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos.
Nos consumimos. Costumamos comparar nossas vidas
com as daqueles que possuem mais que a gente.
E se experimentássemos nos comparar com aqueles que possuem menos?
Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos.
Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás.
E então nos perguntamos: e agora?
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa,
de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa,
de agradecer pelo que temos. Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar,
dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos.
Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor.
Ainda é tempo de voltar-se para Deus
e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.

21/12/2009

Here with me

E de repente ela tocou no rádio. Assim, sem mais nem menos...
Here With Me
(Dido Armstrong / Pascal Gabriel / Paul Statham)
I didn't hear you leave
I wonder how am I still here
And I don't want to move a thing
It might change my memory
Oh I am what I am
I do what I want
But I can't hide
And I won't go
I won't sleep
I can't breathe
Until you're resting here with me
And I won't leave
I can't hide
I cannot be
Until you're resting here with me
I don't want to call my friends
For they might wake me from this dream
And I can't leave this bed
Risk forgetting all that's been
Oh I am what I am
I do what I want
But I can't hide
And I won't go
I won't sleep
I can't breathe
Until you're resting here with me
I won't leave
I can't hide
I cannot be
Until you're resting here
I won't go
And I won't sleep
And I can't breathe
Until you're resting here with me
And I won't leave
I can't hide
I cannot be
Until you're resting here with me
Oh I am what I am
I do what I want
But I can't hide
And I won't go
I won't sleep
And I can't breathe
Until you're resting here with me
I won't leave
I can't hide
I cannot be
Until you're resting here
And I won't go
And I won't sleep
And I can't breathe
Until you're resting here with me
I won't leave
I can't hide
I cannot be
Until you're resting here with me

E eu lembrei, na marra, que as músicas da Dido têm o dom supremo de doer bem lá no fundo.
E eu lembrei que estou ensaiando há quase 1 mês assistir ao filme "simplesmente amor", de cuja trilha essa música faz parte.
E eu lembrei que há algum tempo atrás, num dos dias que seria um turning point da minha vida, também tinha tocado uma música doída dessas... E fiquei muito, mas muito impressionada com isso.
Será que a que tocou hoje é um prenúncio de um turning point?
Ou será que era só pra doer, mesmo?
Só sei que não pude conter uma lagriminha furtiva que correu no meu rosto. De dor, mesmo. Mas foi só uma.

fraqueza x força

Pra começar bem a semana, uma frase para profunda reflexão.
"Os fortes usam as ideias, enquanto que os fracos, as armas.
Os fracos impõem suas verdades, os fortes as submetem ao debate;
os fracos segregam-se em seus feudos, os fortes lutam pela espécie humana."
(Augusto Cury)

19/12/2009

Encerrando mais uma fase

Achei a analogia bem interessante. A mensagem é bem bacana. Quis dividir com todos vocês.
"Saca videogame? Pelo menos no meu tempo - vivi o auge dos ataris, lembra? - cada jogo tinha diversas fases e, a cada fase, o desafio anterior era fichinha perto das novas peripécias. Imagino que hoje, em tempos de jogos online, o enredo desses joguinhos não seja tão diferente, descontando aí a incrível qualidade gráfica que a indústria de entretenimento alcançou nas últimas duas décadas.
Era assim, me acompanhe: o bonequinho quadradinho na tela pulava sobre um jacaré retangular, se agarrava num cipó que era um risco, subia na escadinha pixelada, desviava de um buraco pintado de preto. Aí passava de fase. Descansava? Que nada. Logo apareciam dois jacarés, o cipó estava escorregadio, o chão parecia um queijo suíço, apareciam corvos loucos por uma bicada na cachola... Sem descanso, sem tranquilidade, mas sempre desviando de tudo e tentando acumular preciosos pontinhos.
Nada muito diferente da nossa vida, não lhe parece? Cada ano que passa é uma "fase" deixada para trás. E quem disse que a fase seguinte é sopa no mel? Mas somos sonhadores, e então sempre achamos (com razão) que o próximo ano será ainda melhor. E será. (...)"
(Leandro Samartz, redator-chefe da revista Vida Simples, em sua Carta ao Leitor da edição de dezembro de 2009)

gente sem graça

Essa semana, lendo meu twitter, percebi algo definitivo: poucas coisas são tão deprimentes quanto pessoas naturalmente sem graça querendo ser engraçadas. Sabe aquelas pessoas que não têm graça nenhuma? Que mesmo contando a piada mais engraçada conseguem apenas arrancar sorrisos de piedade dos outros? Pois é... Quando pessoas desse tipo resolvem ser "criativas" e escrever coisas "bem humoradas", é deprimente... E aí, de tão ridículas, elas tornam-se insuportáveis.
Por isso faço aqui um apelo: gente sem graça do meu Brasil, lutem por um mínimo de dignidade própria: calem-se e nos poupem de odiar vocês!!
E tenho dito.

13/12/2009

Era uma vez um país...

Para quem ainda não viu, vale a pena ver e se emocionar.
Para quem já viu, vale se emocionar de novo.
Programa no PT que foi ao ar no último dia 10/12
Clique aqui para ver.

11/12/2009

Caindo máscaras

Essa é para todos que, como eu, já estiveram em Cuba, seguem a Blogueira "cubana-suiça" Yoani Sanchez no twitter e ficam se perguntando - ao segui-la e terem estado em Cuba para se referenciar - como aquele povo pobre, indefeso e sufocado pela opressão (conforme ela descreve) faz pra esconder com tanta eficiência dos turistas tudo que Yoani Sánchez relata.
Sempre achei estranho, porque com todas as pessoas com as quais conversei por lá, nenhuma me deu versão parecida com o que ela relata todos os dias...
É sempre bom ter acesso a dois lados da mesma história.

A blogueira Yoani e suas contradições
Frei Betto
O mundo soube que, a 7 de novembro último, a blogueira cubana Yoani Sánchez teria sido golpeada nas ruas de Havana. Segundo relato dela, “jogaram-me dentro de um carro... arranquei um papel que um deles levava e o levei à boca. Fui golpeada para devolver o documento. Dentro do carro estava Orlando (marido dela), imobilizado por uma chave de karatê... Golpearam-me nos rins e na cabeça para que eu devolvesse o papel... Nos largaram na rua... Uma mulher se aproximou: “O que aconteceu?” “Um sequestro”, respondi. (www.desdecuba.com/generaciony )
Três dias depois do ocorrido nas ruas da Havana, Yoani Sánchez recebeu em sua casa a imprensa estrangeira. Fernando Ravsberg, da BBC, notou que, apesar de todas as torturas descritas por ela, “não havia hematomas, marcas ou cicatrizes” (BBC Mundo, 9/11/2009). O que foi confirmado pelas imagens da CNN. A France Press divulgou que ela “não foi ferida.”
Na entrevista à BBC, Yoani Sánchez declarou que as marcas e hematomas haviam desaparecido (em apenas 48 horas), exceto as das nádegas, “que lamentavelmente não posso mostrar”. Ora, por que, no mesmo dia do suposto sequestro, não mostrou por seu blog, repleto de fotos, as que afirmou ter em outras partes do corpo?
Havia divulgado que a agressão ocorreu à luz do dia, diante de um ponto de ônibus “cheio de gente.” Os correspondentes estrangeiros em Cuba não encontraram até hoje uma única testemunha. E o marido dela se recusou a falar à imprensa.
O suposto ataque à blogueira cubana mereceu mais destaque na mídia que uma centena de assassinatos, desaparecimentos e atos de violência da ditadura hondurenha de Roberto Micheletti, desde 27 de junho.
Yoani Sánchez nasceu em 1975, formou-se em filologia em 2000 e, dois anos depois, “diante do desencanto e a asfixia econômica em Cuba”, como registra no blog, mudou-se para a Suíça em companhia do filho Téo. Ali trabalhou em editoras e deu aulas de espanhol.
Em 2004, abandonou o paraíso suíço para retornar a Cuba, que qualifica de “imensa prisão com muros ideológicos”. Afirma que o fez por motivos familiares. Quem lê o blog fica estarrecido com o inferno cubano descrito por ela. Apesar disso, voltou.
Não poderia ter assegurado um futuro melhor ao filho na Suíça? Por que regressou contra a vontade da mãe? “Minha mãe se recusou a admitir que sua filha já não vivia na Suíça de leite e chocolate” (blog dela, 14/08/2007).
Na verdade, o caso de Yoani Sánchez não é isolado. Inúmeros cubanos exilados retornam ao país após se defrontarem com as dificuldades de adaptação ao estrangeiro, os preconceitos contra mulatos e negros, a barreira do idioma, a falta de empregos. Sabem que, apesar das dificuldades pelas quais o país atravessa, em Cuba haverão de ter casa, comida, educação e atenção médica gratuitas, e segurança, pois os índices de criminalidade ali são ínfimos comparados ao resto da América Latina.
O que Yoani Sánchez não revela em seu blog é que, na Suíça, implorou aos diplomatas cubanos o direito de retornar, pois não encontrara trabalho estável. E sabe que em Cuba ela pode dedicar tempo integral ao blog, pois é dos raros países do mundo em que desempregado não passa fome nem mora ao relento...
O curioso é que ela jamais exibiu em seu blog as crianças de rua que perambulam por Havana, os mendigos jogados nas calçadas, as famílias miseráveis debaixo dos viadutos... Nem ela nem os correspondentes estrangeiros, e nem mesmo os turistas que visitam a Ilha. Porque lá não existem.
Se há tanta falta de liberdade em Cuba, como Yoani Sánchez consegue, lá de dentro, emitir tamanhas críticas? Não se diz que em Cuba tudo é controlado, inclusive o acesso à internet?
Detalhe: o nicho Generación Y de Sánchez é altamente sofisticado, com entradas para Facebook e Twitter. Recebe 14 milhões de visitas por mês e está disponível em 18 idiomas! Nem o Departamento de Estado do EUA dispõe de tanta variedade linguística. Quem paga os tradutores no exterior? Quem financia o alto custo do fluxo de 14 milhões de acessos?
Yoani Sánchez tem todo o direito de criticar Cuba e o governo do seu país. Mas só os ingênuos acreditam que se trata de uma simples blogueira. Nem sequer é vítima da segurança ou da Justiça cubanas. Por isso, inventou a história das agressões. Insiste para que suas mentiras se tornem realidades.
A resistência de Cuba ao bloqueio usamericano, à queda da União Soviética, ao boicote de parte da mídia ocidental, incomoda, e muito. Sobretudo quando se sabe que voluntários cubanos estão em mais de 70 países atuando, sobretudo, como médicos e professores.
O capitalismo, que exclui 4 bilhões de seres humanos de seus benefícios básicos, não é mesmo capaz de suportar o fato de 11 milhões de habitantes de um país pobre viverem com dignidade e se sentirem espelhados no saudável e alegre Buena Vista Social Club.
*Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.