31/12/2011

Vai dar tudo certo

Claro que a gente teme. Dá um friozinho na barriga e a pergunta ressoa no pensamento, cruel: "E se não der certo?". Mas o otimismo fala mais alto. Afinal, tudo sempre deu certo. Tudo sempre se resolveu da melhor maneira possível: ainda que, por vezes, no momento em que se resolvia, não entendêssemos que aquela fosse a melhor forma… Deus tem o controle de tudo. Ele é justo. Sábio. Preciso. Ele fará o correto. Eu creio. Vai dar tudo certo. - Posted using BlogPress from my iPhone

Um 2012 magnífico!

Não terei oportunidade de abraçar todas as pessoas de quem gosto e lhes desejar pessoalmente, ao vivo e a cores, que tenham um 2012 magnífico. Se eu assim pudesse fazer, lhes desejaria, de todo meu coração: "1. Saúde o bastante para trabalhar com prazer; 2. Força para lutar contra as dificuldades e superá-las; 3. Capacidade de admitir os próprios erros e se perdoar; 4. Paciência para perseverar até atingir o objetivo; 5. Caridade para ver algo bom no próximo; 6. Amor para ser útil às pessoas; 7. Fé para transformar em realidade as coisas divinas; 8. Esperança para afastar os temores acerca do futuro". Goethe, em "Oito requisitos para se ter uma vida plena" Feliz Ano Novo! Sejam felizes, sem medo ou receio. - Posted using BlogPress from my iPhone

Feiúra emotiva

O último dia do ano é o dia em que fico mais feia. Eu me emociono muito fácil com as mensagens e lembranças dos amigos, com a presença da família. Eu me remeto mentalmente a todos os momentos importantes do ano que está acabando. É automático. E o resultado é que, basicamente, eu choro o dia inteiro. Não dá pra conter. Não dá pra disfarçar. É emoção borbulhante, que nem vinho espumante. A cara inchada um tanto descabelada. Essa é a minha imagem de encerramento. Desde sempre. - Posted using BlogPress from my iPhone

27/12/2011

Sonhos, sonhos são

Aprendi que a gente sempre deve contar pras pessoas, com a maior quantidade de detalhes possível, os sonhos que a gente tiver com elas. Por mais que pra nós o sonho não faça o menor sentido, pode ser que para a pessoa com quem sonhamos faça. Pode ser que, sem ao menos imaginarmos, joguemos um papel de "canal" para fazermos chegar aos nossos amigos alguma resposta que eles estejam esperando. Resposta de Deus, do além, do universo… Uma resposta. Eu raramente me lembro dos meus sonhos. Houve inclusive uma época de minha vida em que eu acreditava que sonhava pouco. Depois fui percebendo que, na realidade, eu sonho bastante. O que me falta é memória para recordar os enredos dos sonhos. Nessa semana sonhei com um amigo e, imediatamente ao acordar, relatei a ele o sonho. Segundo ele, fez sentido para sua vida aquele sonho que, para mim, parecia apenas um sonho engraçado. De agora em diante, sempre que possível, vou passar a mensagem adiante. E que sirva da melhor maneira possível, segundo a vontade de Deus. - Posted using BlogPress from my iPhone

22/12/2011

Tempo de celebração

Fim de ano é uma época muito boa por muitos motivos. Entre eles: o espírito de confraternização se espalha pelo ar. Um clima de "querer encontrar quem se gosta" fica latente. É até difícil de dar conta de ir a todos os encontros com amigos, festinhas, happy hours... Fica-se exausta de tanto festejar. Tempo bom. - Posted using BlogPress from my iPhone

27/11/2011

O inferno

O INFERNO É O EXCESSO DO BEM
Fabrício Carpinejar
Folheava com admirável assombro um livro de gravuras sobre o inferno. Mundaréu agonizando castigos indescritíveis. Vítimas de chicotes, fogueiras e arreios. Mulas de pedra e dor. Um mar de cotovelos e joelhos estalando no precipício. Os pais me emprestaram as pinturas para ficar com medo de pecar e só aumentaram a minha curiosidade. Não levei a sério. Se fosse verdade, o masoquista faria reserva do caldeirão. Discordo que o inferno seja a privação do que gostamos. A renúncia do que não valorizamos. O inferno é o que a gente ama, mas em excesso. Lembro da torta de nozes. Era apaixonado, comia uma fatia por noite durante anos. Botava guardanapo na gola para naufragar a barba no creme. Hoje não suporto o cheiro. Tortura seria me colocar dentro de uma vitrine repleta do doce. O mesmo ocorreu com a panelinha de coco, o alfajor, o chocolate em barra.
Alegria em demasia é tristeza. Quem repete três vezes seu prato predileto tem rosto de velório. O paraíso é o bocado, o gole gostoso, o pouco intenso. Deixar o que se deseja para depois e nunca deixar o desejo. As mulheres reivindicam homens românticos. Pedem escandalosamente um perfil gentil, amável, cordial, obediente, misto de agenda (capaz de lembrar todos os aniversários e datas comemorativas) e diário (que escreva poemas e preencha cartões floreados). Na hora em que encontram o sujeito sonhado, querem distância. Consideram a figura grudenta, gosmenta, tediosa. Resmungam que é muito submisso (se você vem sendo chamado de fofo pela namorada está a um passo do despejo)
Os homens procuram mulheres com irrefreável apetite sexual. Para ter sexo a cada turno. Sem enxaqueca, trabalho e preocupações familiares. Caso pudessem, adotariam arquitetura de motel no quarto com retrovisores na cama. Pois quando se deparam com uma ninfomaníaca viram monges. Usam pijamas listrados. Decidem discutir a preliminar. Forram a cabeceira com dicionários. Revelam traumas de infância. Torna-se insuportável trepar a cada quinze minutos e não terminar um pensamento inteiro. Não é mais questão de virilidade, é de sanidade. A transa depende da lembrança para renovar a imaginação. Qualquer cinéfilo que assista a 12 horas de filmes fugirá da tela em branco. Qualquer médico que fique 36 horas de plantão desistirá de suas mãos. O exagero do bem enjoa. O exagero do prazer é o inferno.

***Fabrício Carpinejar, é poeta, cronista, professor e jornalista. Para conhecê-lo melhor, acesse http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/


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19/11/2011

Amor real

"Numa conversa de café, um amigo confessou a dificuldade de encontrar a mulher de sua vida. Quem sabe até a encontrou, mas não é igual a merecê-la ou suportá-la. Ninguém tem mais paciência para tolerar um amor real. Prefere um amor dentro de sua realidade".
Fabrício Carpinejar, em "Retrato Pintado do Casal" - no livro Mulher Perdigueira


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14/11/2011

A linguagem e seus porquês

Minha cabeça de linguista (por mais que eu não faça questão de sê-lo!) ficou refletindo sobre esse poema por longos 20 minutos.
Tudo que merece 20 minutos de reflexão, merece ser recortado e colado em um lugar seguro, onde se possa voltar para rever, eventualmente.

RAZÕES ADICIONAIS PARA OS POETAS MENTIREM
(Hans Magnus Enzensberger)
tradução: Kusrt Scharf e Armindo Trevisan

Porque o momento
no qual a palavra feliz
é pronunciada,
jamais é o momento feliz.
Porque quem morre de sede
não pronuncia sua sede
Porque na boca da classe operária
não existe a palavra classe operária.
Porque quem desespera
não tem vontade de dizer:
“Sou um desesperado”.
Porque orgasmo e orgasmo
não são conciliáveis.
Porque o moribundo em vez de alegar:
“Estou morrendo”
só deixa perceber um ruído surdo
que não compreendemos.
Porque são os vivos
que chateiam os mortos
com suas notícias catastróficas.
Porque as palavras chegam tarde demais,
ou cedo demais
Porque, portanto, é sempre um outro,
sempre um outro
quem fala por aí,
e porque aquele
do qual se fala
se cala.


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12/11/2011

Xô, vampiros emocionais

Por mais difícil que seja, temos que nos esforçar diuturnamente para afastar de nós os vampiros emocionais.
Temos o dever de ser felizes todos os dias. Temos o dever de não nos deixar contaminar pelo baixo astral e pela depressão crônica daquele amigo que vai passar a vida choramingando pelos cantos a própria miséria.
Não é possível que Deus tenha nos dado a vida, a felicidade e a capacidade de reconhecê-la, esperando que as desperdicemos ao lado de pessoas negativas e que sempre vão achar o copo metade vazio.
Não! Devemos aproveitar a metade cheia do copo! Fazer com ela um brinde à vida, que é tão boa e passa tão rápido.
Não nos deixemos submergir pelo abraço fatal do afogado. Não temos esse direito.


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06/11/2011

Ouvindo o leve sussurrar

Sussurros de Deus.
Aquilo que às vezes chamamos de "intuição".
Ao longo da vida tenho aprendido a ouvi-los, prestar atenção neles e, quando possível, seguir suas orientações.
Não raro tenho gratas surpresas ao fazer isso.


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04/11/2011

Escolhendo melhor a cada dia

Há frases que eu ouvi quando menina e que ficaram para sempre cravadas em mim.
Incrível como, volta e meia, elas ressurgem no meu pensamento, diante de alguma situação da vida em que se encaixam perfeitamente.
Uma dessas frases é "Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você".
Não sou capaz de me lembrar quando foi a primeira vez que ouvi essa frase - aliás, sequer sou capaz de me lembrar se a ouvi, a li, ou a vi. Só sei que, desde que fui apresentada a ela, nunca mais nos separamos.
Vira, mexe e… me deparo com alguma situação em que ela se enquadra. Então eu paro, penso, e vejo o quanto ela está mesmo correta.
São as nossas próprias escolhas que vão pavimentando a estrada diante de cada um de nossos passos. Sim, depende de nossas escolhas se cada trecho de chão à nossa frente será de terra batida, de asfalto, de ladrilhos coloridos… se a estrada será contínua, cheia de paradas, reta ou cheia de curvas… se durante a viagem prestaremos atenção às paisagens à nossa volta, sentindo o perfume das flores, ou se simplesmente andaremos de cabeça baixa, reparando nas pedras do caminho e nos espinhos das rosas. Tudo, tudo depende das nossas escolhas, ou seja, depende de nós. Depende de nossa atitude de cada dia - e de cada minuto - diante da nossa vida.
Quantas e quantas vezes percebi isso no meu caminho pela minha vida. Quantas e quantas vezes vi pessoas queridas tropeçando nas pedras que elas mesmas colocaram sob seus pés, por meio de escolhas que fizeram. E as vi chorando - se lamentando - praguejando contra o cruel destino, sem perceberem que foi alguma escolha errada, alguma aposta equivocada, que as levaram até ali.
Não adianta tentar alertar ninguém: é cada um que deve ter a percepção de seu poder diante da vida: cada um tem que se dar conta de que pode - e deve - tomar as rédeas de sua vida e arcar com as consequências de suas escolhas.
Temos que choramingar menos, e nos responsabilizar mais por nossas escolhas.
Hoje, vi um conhecido mais uma vez se fazer de vítima de sua própria vida. Uma atitude autodestrutiva que ele escolheu para nortear sua vida, pois parece que sente-se reconfortado se perceber que alguém tem pena dele e de seu destino desafortunado, em que nada jamais será como ele mereceria!
Me compadeci, como sempre, mas não vou opinar. Me compadeço não pelos maus bocados que ele passa, mas por sua cegueira que teima em não perceber que a responsabilidade de continuar nesse ciclo de erros é dele próprio. Ele não toma nenhuma atitude proativa para alterar o que o incomoda: fica torcendo pra que tudo se altere sozinho, como que num passe de mágica. Talvez nem se lembre que até nos passes de mágica é necessária a proatividade, pois a mágica não se faz sozinha: é preciso dizer as palavras mágicas!
Mas, como eu ia dizendo, não vou opinar. Não farei isso porque ao fazê-lo me sentiria invadindo a individualidade de alguém - e não invadir individualidades foi, sim, uma escolha que fiz conscientemente para a minha vida!
Diante dessa situação assistida hoje, lembrei-me novamente da frase. Resolvi postar sobre ela - quem sabe alguém que precise muito dela a veja aqui no meu blog e se inspire?
Fui procurar pelo autor da frase na web e - como eu já imaginava - surgiram várias autorias possíveis. De William Shakespeare (!?) a Steve Beckman. Lembrei então de outra de minhas frases eternas ("A poesia não é de quem faz, é de quem precisa", essa de Pablo Neruda e igualmente verdadeira e recorrente na vida da gente). Pensei comigo que não deve ser só a poesia que tem esse desapego autoral, mas todo e qualquer texto que possa vir a ter serventia para alguém.
Então, seja de quem for, está registrada, aqui, a bela frase:
"Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você"
Vá em frente! Adote-a você também. Pratique diariamente o exercício de fazer escolhas melhores para sua vida! Você mesmo vai se agradecer por isso.

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Mestres em adivinhar e calar

Que coisa! Olha o que eu achei no livro Nietzsche para Estressados, do Allan Percy:
Amigos deveriam ser mestres em adivinhar e calar: não se deve querer saber tudo Como a verdadeira amizade se fundamenta na admiração e no respeito mútuos, as palavras de Nietzsche destacam a discrição como uma característica necessária entre amigos. Grandes vínculos se quebraram pela insistência de uma das partes em fiscalizar a outra. No momento em que deixamos de ser companheiros para assumir um papel paternalista, algo se rompe na amizade. A naturalidade dá lugar à dominação e se estabelece um jogo de poder que não beneficia em nada a relação. No âmbito das confidências, é importante que cada indivíduo tenha a liberdade de decidir quanta intimidade quer compartir com os demais. Ultrapassar esse limite nos transforma em invasores e pode acabar causando desentendimentos. Um pensamento do escritor e filósofo Albert Camus, que curiosamente também é atribuído a Maimônides, reflete muito bem sobre o segredo da amizade: Não caminhe na minha frente, porque talvez eu não possa segui-lo. Não caminhe atrás de mim, porque talvez eu não possa guiá-lo. Caminhe ao meu lado e seremos amigos.
Tem tudo a ver com a reflexão que fiz algum tempo aqui no blog! :)

02/11/2011

Mês supersônico

Outubro passou a jato. Um mês que durou dois dias… aposto que essa pressa toda foi só porque era o mês das minhas tão esperadas férias.
Mas tudo bem: muitas coisas importantes foram feitas. Outras tantas foram encaminhadas.
E assim seguimos, bola pra frente.


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16/10/2011

Esclarecimentos

Alguns simples esclarecimentos para aqueles que adoram cuidar da minha vida:
- Não, não estou 'caçando homem'. Estou feliz na minha condição de solteira, aproveitando bastante a minha própria companhia e a minha liberdade;
- Não, não estou procurando 'ser aceita'. Eu passei por essa fase quando tinha uns 15 anos. Agora já estou em outra;
- Não, não estou querendo emagrecer. Eu estou satisfeita com minha aparência, meus exames médicos estão todos em ordem, eu faço exercícios físicos quando estou a fim - e não por obrigação -, eu como tudo que tenho vontade sem culpa e tomo coca cola zero simplesmente porque gosto mais dela do que da normal. Deu pra entender?;
- Não, não quero me esforçar pra ser simpática. Eu sou isso aí mesmo que eu mostro. Não faço média, não faço tipo, não tenho frescura. Se você gosta de mim assim ou não, o problema é seu - eu não estou interessada na sua opinião;
Basicamente é isso.
Favor não encher o meu saco e não me fazer perder meu precioso tempo com bobagens.
Grata.



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12/10/2011

Solidão saudável

Eu sou uma pessoa muito amorosa, carinhosa, sociável.
Faço amizade fácil.
Me apego muito facilmente a pessoas.
Desenvolvo laços sinceros e sólidos de amizade.
A esses amigos gosto de me dedicar muito. Gosto de estar com eles, de tê-los por perto. De planejar programas com eles. De dividir com eles experiências, sentimentos, emoções e acontecimentos - dos mais corriqueiros aos mais especiais.
Gosto do convívio familiar, com pais e irmãos.
No relacionamento a dois, também costumo me entregar totalmente, não ter segredos. Dividir, partilhar.
Mas há momentos em que preciso da solidão.
Há momentos em que tudo que eu quero e preciso é ficar quieta no meu canto. Sem agito, sem conversa, sem ficar respondendo perguntas ou dando explicações. Fazer as coisas do meu jeito - ou simplesmente não fazê-las: deixar pra depois.
Quando fui me dando conta disso, vida afora, fui percebendo que as mais preciosas pra mim são as pessoas que sabem respeitar essa minha necessidade de solidão.
Como são os meus pais - minha mãe, especialmente.
Como são alguns (poucos) amigos que têm essa sensibilidade e esse respeito.
Gente que não tenta me obrigar a ir a algum lugar quando eu não estou a fim.
Gente que não fica me interrogando mil "por quês" quando eu digo que não quero fazer alguma coisa.
Respeito.
É tudo que eu busco atualmente.
É tudo que a humanidade precisa.
E está tão difícil de encontrar…

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Água nossa de cada dia

"A mídia fez crer que água engarrafada é mais saudável. Isso aumentou o consumo: em 2008 foram vendidos 241 bilhões de litros no mundo, mais que o dobro da quantidade de 2000. Gastamos muito com a compra, aumentamos o lixo com a pet descartada, mas o produto nem sempre tem a qualidade anunciada. Algumas marcas contêm minerais não encontrados na água de torneira. Outras equivalem à água tratada e filtrada".
(Comer, Amar, Viver - Revista Claudia, outubro de 2011)


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09/10/2011

contrato

“Amizade é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis porque um monge, um solitário, pode não ser ruim e viver sem conhecer a amizade. Virtuosas porque os maus não atraem mais que cúmplices. Os voluptuosos carreiam companheiros na devassidão. Os interesseiros reúnem sócios. Os políticos congregam partidários. O comum dos homens ociosos matém relações. Os príncipes têm cortesãos. Só os virtuosos possuem amigos.” (Voltaire, Dicionário Filosófico, 1764)

Autoestima

Precisamos amar a nós mesmos para sermos capazes de nos tolerar e não levar uma vida errante
Aqui estão cinco passos para aumentar a autoestima: 1) Viva para si mesmo, não para o mundo. As pessoas que não sabem amar a si mesmas buscam constantemente a aprovação alheia e sofrem quando são rejeitadas. Para quebrar essa dinâmica, devemos admitir que não podemos satisfazer a todos. 2) Fuja das comparações. Elas são uma importante causa de infelicidade. Muita gente tem qualidades e atributos que você não tem, mas você também possui virtudes que não estão presentes nos outros. Para de olhar parao lado e trabalhe na construção do seu próprio destino. 3) Não busque a perfeição. Nem nos outros nem em si mesmo, já que a perfeição não existe. O que existe é uma grande margem para melhorar. 4) Perdoe seus erros. Especialmente os do passado, pois já não se podem ser contornados nem têm qualquer utilidade. Aprenda com eles, para não repeti-los. 5) Para de analisar. Em vez de ficar pensando no que deu errado, é muito melhor agir, porque isso permite aperfeiçoar suas qualidades. Movimentar-se é sinal de vida e de evolução. (Allan Percy em "Nietzsche para Estressados", capítulo 11)

Viva o chocolate

Adolescentes costumam atribuir as espinhas ao consumo desenfreado de chocolates. Quanta injustiça. "Não há evidências de que chocolate faça mal à pele", diz Ellen Marmur (dermatologista americana e autora de Simple Skin Beauty - sem versão em português). Na realidade, seu consumo facilita o fluxo de sangue para os tecidos, mantendo a pele nutrida e brilhante, e protege contra os danos causados pelo sol, graças ao alto percentual de flavonoides. Tais benefícios são proporcionados apenas pela versão amarga, com 70% de cacau ou mais. Maneire na quantidade: 30 g por dia, equivalentes a um bombom, são suficientes. (Revista Women's Health Brasil, outubro de 2011)

Inspire-se

Adorei. Toda mulher deveria ler sempre, pra se inspirar.

50 escolhas inteligentes para abrir seus caminhos

Intuir
Dê ouvidos a sua intuição: ela nada mais é do que a memória meio enevoada das suas experiências emocionais anteriores, daquilo que você já viveu, sentiu, conheceu. Por isso costuma funcionar tão bem.


Assumir suas escolhas
“Aprenda a escolher e a se responsabilizar por suas decisões”, diz a psicóloga e terapeuta sexual Ana Canosa. “Nada atrapalha tanto o amadurecimento pessoal quanto responsabilizar o outro pelo que deu errado.” Avalie suas opções e reflita antes – mas decida!

Dizer sim...
Não importa se é no primeiro encontro; o importante é saber diagnosticar o que está em jogo. “No amor não há boas regras. Há boas ou más percepções do tipo de necessidade masculina”, ensina o psicanalista Alberto Goldin.

...e também dizer não
Se este ainda não é o seu mantra, comece a repetir já: “Tenho que dizer não para tudo o que me agrida ou faça com que me sinta subjugada”. Seja menos dramática e chorosa, lutando por seus direitos de maneira focada e objetiva. Deixe o drama para os momentos realmente dolorosos.

Valorizar o silêncio
Por mais que você adore pessoas e convívio humano, faça coisas sozinha de vez em quando. Assim você aprende a lidar com os próprios pensamentos, medos, ansiedades... “E descobre que pode ser uma ótima companhia para si mesma!”, diz Ana Canosa.

Acolher o amor e, às vezes, só sexo
Enquanto o sexo é uma escolha individual, amor é compromisso com o outro. Você até pode querer juntar as duas coisas, mas não transe somente por amor ao outro. Busque seu prazer sexual, lembrando que experimentar sexo sem amor pode ser bem interessante para aprender a focar puramente no seu gozo.

Abrir-se para o erotismo
Para conectar-se ao sexo em tempos de tanta dispersão, explore o erotismo disponível em revistas, livros e imagens. Tenha pelo menos dois livros de contos ou quadrinhos eróticos na cabeceira da cama. Quando bater aquela sensação de que o sexo é só mais uma tarefa do dia, leia uma dessas histórias e inspire-se.

Dar uma chance ao outro
No amor, no trabalho ou na vida pessoal. Generosidade faz bem a quem pratica e a quem recebe.

Revelar o seu interesse
Afinal, como define o psicanalista Alberto Goldin, uma mulher realmente interessada é muito interessante.

Ousar (mesmo!)
Pelo menos uma vez ou outra, seja ousada no sexo. Vista-se poderosamente com corpete, salto alto e peruca (por que não?). Faça strip-tease, transe na escada de incêndio, deixe alguém de boca aberta! Você se sentirá sedutora.

Aliar-se a outras mulheres
Tenha amigas com quem possa desfrutar intimidade, buscar consolo, compartilhar experiências e aprendizados. Não cultive a rivalidade feminina, tão estimulada pela cultura, e opte por vínculos verdadeiros. Você perceberá que todas passamos por apuros semelhantes e poderá fazer grandes descobertas.

Fazer muito mais sexo
“O sexo desencadeia algumas das sensações mais intensas e maravilhosas da nossa vida”, afirma o psicólogo Ailton Amélio. Além disso, está ao alcance de todos. Não precisa ser comprado nem é necessário pagar royalties para tê-lo. “No entanto, poucas pessoas tiram todo o proveito que poderiam.”

Simplesmente escutar
Nos primeiros encontros, o mais inteligente é escutar. “Os homens adoram falar, e uma mulher que sabe ouvir com atenção, cuidado e interesse ganha muitos pontos”, acredita o psicanalista Alberto Goldin. Com as amigas, marque almoços individuais e estreite a cumplicidade.

Renovar
Tente ser uma pessoa aberta ao novo e ao diferente; não use sempre o mesmo “mapa” para ir de um ponto a outro na vida. Abra seus horizontes. Isso diz respeito a parceiros também. Se o atual não a satisfaz em algum aspecto, seja honesta consigo mesma e conquiste coragem para trocar.

Mexer-se
Pare de buscar métodos milagrosos ou instantâneos para manter a forma e exercite-se! Escolha uma atividade que lhe dê prazer. Pode ser dançar (mesmo sozinha, em casa, desde que com constância e assiduidade, 30 minutos diários, por exemplo). Prefere caminhar, mas tem preguiça? Recrute um amigo. Arrume um cachorro. Mas vá!

Comemorar
Festeje cada conquista de sua vida, recordando todo o esforço que empenhou. Monte uma caixa com objetos, recortes ou lembranças das vitórias e olhe sempre – especialmente quando tudo parece cinza.

Comprar somente o que lhe agrada
E não o que acredita que impressione os outros. Assim você fica mais feliz, encontra o próprio estilo e ainda contribui para a sustentabilidade do planeta ao adotar o consumo responsável.

Investir na beleza essencial
Postura, atitude e charme compõem o tipo de beleza que se mantém com o passar dos anos. Em um mundo competitivo, em que prevalece a exigência da juventude eterna, é fácil esquecer que algumas características pessoais são tão importantes quanto a estética.

Ser inteira
Não busque no parceiro um complemento do que falta em você: encontre em si mesma aquilo que acredita estar faltando (ou persiga como meta até conseguir!). Afinal, a história da cara-metade é muito antiga e chata. O parceiro deve ser (assim como você para ele) um agregador, alguém para compartilhar coisas boas e tristes.

Ter opinião
Nada é mais triste do que conversar com alguém que não tem o que dizer. A repetição de frases feitas ou de ideias onipresentes na mídia não prende a atenção de ninguém. Permita-se exprimir o que genuinamente pensa, mesmo que vá na contramão do senso comum. Assim você despertará mais atenção, até no trabalho.

Rejeitar as fofocas
É certo que fica mais difícil quando o nome que está na roda é o seu. Mas lembre-se de que os fuxicos costumam vir principalmente de pessoas em momento de pouca riqueza interior (para ser sutil...). Deixe-as falar e ocupe-se de outras coisas.

Arriscar-se
Pode ser em pequenas coisas do dia a dia, como pedir um prato novo no restaurante, ou no trabalho, ao assumir uma tarefa nova. Independentemente do resultado, a gratificação será a coragem de experimentar. Dispense o mediano, que anda de mãos dadas com a mediocridade. Torne sua biografia mais interessante.

Revitalizar-se
O psicólogo Anderson Zenidarci alerta que costumamos adoecer fisicamente para denunciar dores emocionais. O que fazer então? Expressar livremente nossos sentimentos, mesmo os mais dolorosos. “Quando não sabemos ou não conseguimos, o corpo faz isso de forma automática”, acredita Anderson.

Dar-se um presente
Seja carinhosa com você mesma, oferecendo-se momentos de calor e bem-estar. Ao comprar para si algo que adorou, peça à vendedora para embrulhar para presente e abra como se fosse uma surpresa.

Pôr os pés no chão
Sonhar é bom quando nos ancoramos no real, construindo estruturas sólidas para realizar. Caso contrário, gerará frustração, ou seja, expectativas não realizadas. Brad Pitt pode até ser seu homem ideal, mas busque modelos mais próximos do seu círculo de convivência se quiser de fato ter um parceiro.

Mudar de estratégia
Se as conquistas pessoais não vêm, apesar dos esforços, analise melhor suas ações. Os obstáculos que enfrentamos dão pistas de posturas ou caminhos equivocados. Em vez de lamentar-se, veja os fracassos também como forma de aprendizagem e lapidação pessoal. Repense e busque outra tática.

Cercar-se da diversidade
Cada amigo é um universo que se apresenta ao nosso contato. O diferente é interessante, pois expõe um novo ângulo para enxergar os fatos da vida. Amigos de todas as idades, crenças, etnias e profissões só nos enriquecem.

Tomar a iniciativa
Não tenha medo de romper com os próprios padrões e surpreender – principalmente a si mesma. Quem disse que você não pode vestir aquele tomara que caia ou aquela cor vibrante da moda? Ponha a autocrítica um pouco na gaveta e não tenha medo de marcar presença pela autenticidade.

Ser múltipla
“Nelson Rodrigues que me desculpe, mas as mulheres não são apenas santas ou demônios. Têm várias facetas, detalhes e ‘balangandãs’...”, diz o psicólogo Anderson Zenidarci. É a senha para viver sem culpa a personagem do dia sabendo que ela está longe de ser falsa – é, isso sim, uma das expressões de você mesma.

Ser frágil
Se não assumimos nossas fraquezas abertamente, por receio da exposição, ficamos com a falsa impressão de que esses sentimentos são feios e apenas nossos. Começamos a nos sentir inferiores. Pode ser o contrário. Ao deixarmos de lado a fantasia de super-heroínas, readquirimos a beleza do humano.

Deixar que ele pague o jantar
Se o objetivo for oferecer a ele uma oportunidade de mostrar-se autoconfiante ou generoso.

Conhecer-se
É a forma fundamental de amor a si mesma. Você decide como conseguir isso: pode ser por meio da psicoterapia, de conversas com pessoas amigas e até de meios artísticos.

Persistir
Às vezes os desafios parecem se avolumar à nossa frente de tal forma que temos vontade de desistir de nossas metas. O esforço, o combate ao desânimo e à falta de fé e a retomada da esperança diante dos obstáculos dependem de uma vontade íntima que todas podemos encontrar.

Comunicar-se bem
Uma das mais poderosas comunicadoras do planeta, a americana Oprah Winfrey, sugere deixar de lado a criptografia cibernética e evitar abreviaturas e contrações. No contato profissional, além de resultar em mensagens mais elegantes, será mais fácil ser levada a sério.

Estar com sua família
Vida moderna é quase sinônimo de isolamento. O pai e a mãe fazem hora extra e cursos de especialização profissional, os filhos pequenos têm agenda de gente grande, os adolescentes estão com a galera o tempo todo. Assim, quase ninguém se vê mais em casa. Crie estratégias para melhorar seu tempo em família.

Fazer mais amigos
Não sabe como? Ou é muito tímida para puxar conversa na academia? Considere a possibilidade de se matricular em um curso diferente, como gastronomia, degustação de vinhos ou cerâmica.

Valorizar a autoestima
O psicólogo Ailton Amélio da Silva sugere fazer uma lista dos próprios méritos para, depois, ler e refletir sobre eles várias vezes por dia. Que tal também rever aquelas conclusões pessimistas que você tirou a seu respeito no passado? É bastante provável que a maioria delas não tenha se concretizado.

Dividir as tarefas em casa
Não significa apenas o trivial, “você lava, eu enxugo”. A psicóloga Cecília Russo Troiano, em seu livro Vida de Equilibrista (Cultrix), observa que os bilhetes escolares – e a atribuição de orientar os filhos – sempre são dirigidos às mães, embora ambos cheguem tarde em casa.

Trabalhar sem culpa
Toda mãe que se desdobra também em profissional já experimentou esse sentimento ao menos uma vez na vida (ou ininterruptamente, durante muitos anos). Pense então que, lá na frente, seu pequeno irá se orgulhar muito do seu trabalho e da sua versatilidade.

Descomprimir
Sabe por que os homens gostam tanto de futebol e de tomar uma cervejinha com os amigos depois do escritório? Porque é uma tremenda válvula de escape após a pressão no trabalho. Encontre a sua forma de se divertir: pode ser uma baladinha inocente com as amigas ou uma massagem.

Ser profissional
Isso significa muitas coisas: não estar vestida para matar no casual day da empresa; isolar problemas particulares do ambiente de trabalho; distinguir uma crítica pessoal de outra profissional; ser imparcial com a melhor amiga se ela também for colega de trabalho.

Desconectar
Tenha momentos sagrados para estar com as pessoas que ama: desligue-se da tecnologia e do movimento urbano. Se puder, desfrute o contato com a natureza, que pode devolver equilíbrio ao corpo e à mente e, ainda, acender o instinto sexual.

Ser verdadeira
Quando você tinha uns 4 ou 5 anos, sua mãe decretou que mentira tem perna curta. Lembra? A regra continua valendo na vida adulta.

Ser feliz
Não um dia, no futuro, quem sabe... Escolha ser feliz hoje, agora mesmo, enquanto lê esta revista e pensa que logo mais vai poder abraçar seu filho, sua mãe querida ou seu parceiro. Ou que talvez possa comprar um sorvete para aplacar o calor deste prenúncio de verão. Escolha ser feliz nas pequenas coisas, no dia a dia, todos os dias.

Ter vida pessoal
Bons profissionais se valorizam e sabem da importância de cultivar interesses pessoais. Estar disponível no trabalho não é o mesmo que se tornar o burro de carga oficial do departamento. E provavelmente não será dessa maneira que você conseguirá uma promoção ou aumento.


Ter um grande objetivo
“O comprometimento com a vontade, o pensamento e a ação para chegar a uma meta produz o envolvimento e a energia necessários para que o propósito seja cumprido”, diz a psicoterapeuta Raïssa Cavalcanti. Não tenha medo de sonhar grande.

Adotar o “pronto, falei!”
Quem é íntima das tuitadas sabe que esse é um dos tags mais utilizados. Geralmente vem seguido de rápidos desabafos e declarações excessivamente honestas. Faz um bem inacreditável. Pois não precisa ser só na internet. Você também pode exercitar o “pronto, falei!” no seu cotidiano.

Ser seletiva
Muita gente se pergunta como fulano ou sicrano conseguiu milhares de “amigos” nos sites de relacionamentos. Salvo raras exceções, esses pretensos populares estão mais interessados em colecionar números do que confidentes. Que tal só adicionar quem de fato lhe interessa?

Reciclar-se
A vida é um processo contínuo de trocas, aprendizado e descobertas. Deixe para trás, sem dó, o que não faz mais sentido ou deixou de ser importante. Pode ser um vestido que não serve mais, uma pessoa que a desrespeitou de alguma forma, uma atitude com a qual você não se identifica mais.

Sorrir
O que você pensou em fazer deu errado; foi olhar para o bonitão da mesa ao lado e tropeçou... Sorria! Encare com bom humor os pequenos percalços e você vai ver como cresce o fôlego para suas verdadeiras conquistas.

(da revista Claudia edição de outubro de 2011)


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08/10/2011

Foque no seu objetivo

"As pessoas mais felizes e realizadas são as que sabem aonde querem chegar e têm metas. Podemos alcançar nossos objetivos de forma mais ou menos eficaz, mas o fato de termos vivido em função de algo acrescenta um valor inestimável à nossa existência.
(...)Como diz o Corão: 'A Deus não importa o que você foi, mas o que será a partir desse momento.'
Para ver com clareza e atuar de forma coerente, precisamos de algo parecido com um roteiro pessoal".
(Allan Percy, em "Nietzsche para Estressados")

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05/10/2011

Quem canta seus males espanta

Vim cantando "champagne supernova" do Oasis, aos berros, enquanto dirigia, e me lembrei do tanto que eu gosto de Oasis, e do tanto que faz bem cantar aos berros uma música que a gente gosta.
Quem canta seus males espanta.


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03/10/2011

40th feelings

"… hoje encontro mais prazer em ficar em casa, ler um livro, fazer bordado ou receber amigos para jantar do que sair para baladas ou planejar viagens rumo a algum lugar exótico".
(Patrícia Franzini, sobre fazer 40 anos)
Eu, com 36, já sei exatamente do que ela está falando.

02/10/2011

bobagens

"Quando se é muito jovem, se pensa e se faz muita bobagem, e a primeira delas é achar que é preciso um homem - namorado, marido ou namorido - para ser feliz". (Danuza Leão, em "Horário Nobre", Revista Claudia Outubro de 2011)

25/09/2011

Eu vou conseguir

Sim, meu fim de semana foi bom.
Um mergulho dentro de mim mesma.
Pensei muito. Li muito. Encontrei algumas respostas.
Ainda faltam outras tantas respostas de perguntas que me afligem nesse momento.
Mas eu hei de encontrá-las no tempo certo. Tenho certeza disso.
O que importa é que toda a minha estrada começa novamente a se iluminar.
Já enxergo mais longe na minha estrada, que antes estava escura pra minha vista.
E vou seguir nela, devagar, cabeça erguida e espírito confiante. Coração e mente abertos para colher todas as respostas durante a caminhada.
Eu vou conseguir.


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Comer e amar

"Alimento e emoção estão muito ligados. Somos apresentados ao mundo através da alimentação. A primeira relação é entre mãe e filho, então, é fundamental como a mãe alimenta seu bebê. Se está tranquila, a criança percebe que é bem recebida. Aprende que aquele alimento vem com o gosto do gostoso. Essa emoção ligada ao comer vem da própria história de fragilidade do ser humano, que precisa de mais tempo para alcançar a independência que os outros animais. E é essa maior dependência que resulta na complexidade das nossas emoções". (Vivien Bonafer Ponzoni, psicóloga, psicodramatista e terapeuta de família e de casal. Em "Nos tempos de criança", Revista Vida Simples, outubro de 2011),

24/09/2011

qualidade de vida

"Aliás, o que é qualidade de vida? Ter tempo para ouvir o canto dos passarinhos e ler? Ter tempo para pensar em problemas nos quais não pensaria se tivesse que acordar cedo, encarar um horário? Às vezes você acha que felizes são os que não têm escolha". (Danuza Leão, em "A tal da maturidade", Revista Claudia, setembro de 2011)

É pedir demais?

É simples assim:
Uma mulher tem uma semana exaustiva no trabalho, não vê a hora de encerrar o expediente na sexta-feira.
Ok, depois do expediente da sexta ela vai ter aula: ao invés de ir descansar ela vai ter mais um turno de cansaço.
Tudo bem, ela resolve se permitir sair do trabalho, findo o expediente, e ir ao McDonalds comer um Cheddar McMelt - que ela adora - e batatas fritas com suco de maracujá.
Chega ao restaurante, faz a encomenda e se senta num cantinho do salão, para aproveitar aqueles momentinhos de paz antes de ir pra aula.
E eis que começa o circo de horrores.
Numa mesa a uns 15 metros de distância, um jovem casal com 4 crianças incrivelmente mal educadas perturba todo o ambiente. Eles não conseguem pronunciar nenhuma palavra que não seja um grito, uma agressão ao sossego de qualquer pessoa que também estava no mesmo ambiente - mesmo que a 15 metros de distância. "Por que essas crianças gritam tanto?", penso, e logo deduzo, pela simples observação, a resposta à pergunta que eu mesma recém formulara: as crianças gritam porque os pais também gritam: entre eles e ao se dirigirem às crianças. Eles não sabem falar num volume que se aproxime do razoável entre seres humanos normais. Eles só sabem gritar.
Incomodam todo mundo no ambiente.
Estorvam.
Irritam.
Por que, meu Deus? Qual a necessidade disso?
Juro que eu só queria um pouco de paz: um pouco de sossego para lambuzar os meus palitos de batata frita no creme de Cheddar derretido do meu sanduíche quentinho. É pedir muito?
Alguém vai dizer: nossa, que estressada! Afinal são só crianças!
Pois eu vou responder: sim, são só crianças descontroladas, indisciplinadas, mal educadas, insuportáveis. Deveriam estar enjauladas. Quiçá no Afeganistão.
Penso na música Cotidiano 2 do Vinícius: "Aí a criançada toda chega / E eu chego a achar Herodes Natural".
Penso em como meus pais me educaram para me comportar como gente nos lugares públicos. Por que será que essa moda acabou?
Eu só queria o meu direito a ter sossego.
É pedir demais?


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22/09/2011

Beleza é só um detalhe

Muito mais do que a beleza, a forma física, o status… descobri que o que me atrai mesmo num homem é a inteligência. Cavalheirismo inteligente, delicadeza no trato, humor afiado… É isso que me atrai, atualmente.
Muito mais do que pela beleza, o que me faz realmente sentir valorizada e motivada no trabalho é quando sinto minha competência e minha dedicação valorizadas. Porque usar um bom perfume e sorrir pras pessoas é fácil. Mais complexo é sentir o peso da responsabilidade nas costas com elegância. E isso é bem mais gratificante, também.


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15/09/2011

Os galhos secos

Hoje tive uma conversa com uma grande amiga, sobre o quanto nós duas não gostamos daquele tipo de gente que:
1) inveja tudo que vê;
2) copia descaradamente, só que do jeito "mais baratinho";
3) depois que vê o resultado tosco - da cópia baratinha - não dá o braço a torcer, e fica tentando convencer todo mundo (tentando convencer a si mesmo?) de que a cópia tosca ficou bem melhor que o original;
4) quando é pra ganhar algo de alguém, aí não admite que seja "do mais baratinho": aí tem que ser do bom e do melhor;
5) Não tem vergonha de ser assim (às vezes chego a pensar que até acha bonito).
Eu acho tão irritante esse tipo de comportamento… E peço tanto a Deus pra nunca ficar assim…
Eu antes ficava irritada e nervosa com esse tipo de ocorrência.
Com o tempo fui percebendo que o meu nervosismo, além de não me ajudar em nada a diminuir o problema (o comportamento dessa gente) ainda por cima só me fazia sofrer ainda mais. Fui percebendo, afinal, que esse tipo de gente - pobre de espírito - não merece minha amizade, minha consideração … e nem sequer o meu nervosismo!
E passei então a canalizar tudo de bom que eu tenho a oferecer - o melhor de mim - a quem realmente merece: a quem tem por mim sentimentos verdadeiros, me respeita e me faz bem.
Cortar os galhos que não frutificam, pra que os outros galhos cresçam mais fortes e saudáveis. É simples assim, como o contato com a natureza nos ensina.
E foi sobre isso que pensamos hoje à tarde, minha amiga e eu.


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14/09/2011

Impaciência

Tem horas que eu não vejo graça em nada. Parece que nada me empolga.
E nessas horas eu sou impaciente. E a minha impaciência se transforma em intolerância. E a minha intolerância transborda em grosserias, que machucam as outras pessoas. E me machucam também, por consequência.
Difícil.


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12/09/2011

Peter Pan

Triste. Simplesmente triste.
Queria que o nó na garganta, o aperto no peito passassem.
Por que é tão difícil ter que fazer escolhas e tomar decisões mesmo quando já se é adulta?
Aliás, por que é tão difícil ser adulta?
Fosse criança pra sempre e viveria feliz, sem neuras, sem dramas, sem responsabilidades com a felicidade própria e com a alheia.
Quero ir pra terra do nunca.


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07/09/2011

Quarta feliz

Feriadinho gostoso.
Uma quarta-feira com cara de sábado.
O dia tá lindo lá fora: céu azul ensolarado.
Acordar sem pressa, ir com minha mãe comprar flores, ir regar as minhas flores, passar na padaria (adoro padaria!), ficar tranquila em casa ouvindo passarinhos cantando e lendo uma revista novinha. Não ter que ligar o computador pra NADA.
Isso que é vida!
Acho que toda quarta-feira deveria ser feriado.


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05/09/2011

Amizades que valem ouro

Tem amigas que fazem a diferença na vida da gente. A gente passa meses sem se ver ou se falar, mas quando se encontra, a amizade é tão verdadeira (no sentido de "sincera" da palavra "verdadeira"), que é como se aquela amiga houvesse mesmo estado ao nosso lado ontem à tarde, trocando confidências.
Obrigada, Senhor, por me presentear com excelentes exemplares dessas amigas. E por me permitir reconhecê-las e desfrutar de sua amizade e presença.
Stela Martins é assim. Quero sempre tê-la por perto.


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Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar. (Cora Coralina)

28/08/2011

sensualidade

(...) Entretanto, quando ouvimos falar em sensualidade, a maioria de nós pensa em sexo, acreditando um ser sinônimo do outro. Não é correto, ainda que haja alguma verdade nesse pensamento, pois a sensualidade certamente pode ser considerada como um ingrediente essencial para uma experiência sexual mais rica. No entanto, enquanto sensualidade parece ser parte essencial do sexo bom, a sexualidade não representa a única esfera da expressão sensual. Sensualidade é muito mais abrangente. Ela começa com a consciência e abarca todos os nossos sentidos.

Ter um approach mais sensual nos leva a ter uma vida mais satisfatória e plena. Se você conseguir canalizar adequadamente seu estado mental, você poderá tornar qualquer experiência em uma experiência sensual. Comer um chocolate, apreciar uma refeição, meditar ou observar a sua própria respiração ou a de alguém. Dançar, sentir o cheiro de flores, olhar para o rosto da pessoa amada. Qualquer coisa!

A sensualidade envolve uso dos sentidos, mas vai além, pois quando você traz a experiência para o nível da consciência e da intuição, aquele momento transcende a sensação. Sensualidade é uma forma de permitir que a paixão e a reverência entrem em sua vida – uma vida que passa a ser mais gratificante e apreciada, até mesmo nos momentos mais difíceis. (...)
(Eugenio Mussak, "Uma experiência sensual", Revista Vida Simples nº 109, setembro de 2011)

27/08/2011

Rica e feliz

Dias atrás escrevi - já nem lembro onde nem quando, entre tantos posts, notas, tuites da vida - que a felicidade também está em nós quando nos percebemos importantes na vida de alguém.
Parece tão óbvio, mas não é. Não é mesmo. Digo isso porque não estou me referindo àqueles momentos em que os amigos ou familiares nos abraçam, nos beijam, nos felicitam por alguma data especial etc.
Claro, isso também constitui nossa felicidade. Mas não é sobre isso que estou me referindo agora.
Me refiro à sensação de completude que experimentamos ao descobrirmo-nos importantes na vida de alguém que amamos em momentos inusitados, ou seja, quando nem sequer poderíamos supor estarmos sendo lembrados ou reconhecidos.
Ou - também - me refiro a quando realmente nos sentimos importantes e participantes em algum acontecimento valoroso - que pode inclusive passar desapercebido a outrem.
Exemplifico pra tentar ser um pouquinho menos confusa:
A felicidade, o orgulho e a emoção que senti ao encontrar meu nome na lista de agradecimentos do CD do meu amigo André de Souza. Nunca fiz nada que a meu ver justificasse essa deferência. Me senti verdadeiramente feliz ao perceber que a minha amizade por ele -sincera e desinteressada - estava sendo eternamente agradecida ali, naquele registro em uma obra de arte. Chorei. No trabalho. No meio da tarde. Jamais poderei retribuir à altura a sensação de plenitude que vivi ali naquele momento.
Outro exemplo: Dia desses dois amigos antigos - do comecinho da década de 90 - e que há uns bons anos não tinham contato entre si, se reencontraram por meio da minha página do Facebook.
Eu sempre fui amiga dos dois, mas naquela época em que éramos jovenzinhos estudantes do Álvaro Guião, os dois eram, entre si, MELHORES amigos. Convivi com a melhor-amizade deles: eram cúmplices, confidentes, amigos-irmãos desses que se leva pra casa e se apresenta à mãe, com quem se divide o último pedacinho do chocolate favorito etc.
Pois bem, por esses desígnios incompreensíveis da vida, os dois seguiram seus caminhos, se realizaram pessoal e profissionalmente, cresceram - mas afastados.
E eis que se reencontram, por meio de uma postagem na minha página do Facebook.
Fiquei ali, abobada, rindo sozinha ao assistir ao reencontro dos dois. Me emocionei.
Eu não consigo descrever a minha felicidade: me senti realmente importante. Me senti um elo. Me senti extremamente bem.
E é esse sentimento sublime que dá real sentido à nossa vida. Nos faz sentir úteis e importantes. Isso eu chamo de felicidade.
Há pessoas que passam a vida tentando "se realizar" por meio do carro do ano, do emprego que dá status, poder e visibilidade, do sapato de grife, da bolsa que custa um salário mínimo… Estão perdendo tempo deixando de prestar atenção em pequenos fatos tão mais simples, e que proporcionam um sentimento de felicidade e realização tão mais verdadeiros.
Serão sempre pobres, por mais bonitas que sejam suas casas e suas roupas.
Pobres e infelizes.

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Curiosidade não é amizade

Eu não questiono, não interpelo ninguém. Não fico esmiuçando fatos da vida de meus amigos, querendo saber de tudo tim tim por tim tim.
Não, não é falta de interesse. Sou uma ótima ouvinte - quem me conhece, sabe. Sou interessada, preocupada. Me arrisco até a dar algum conselho, quando é o caso. É discrição, simplesmente, o que me faz não perguntar tanto.
Na minha opinião, se um amigo quiser - se ele sentir desejo e confiança - ele vai se abrir com a gente. Ele vai compartilhar com a gente seus pensamentos, suas expectativas, alegrias e angústias. Ele falará por si: não preciso ficar interrogando.
Eu respeito o desejo de silêncio das pessoas. Não me intrometo.
A minha vida toda venho buscando cultivar em mim esse, que julgo ser um bom hábito. Queria que mais pessoas agissem dessa forma. Infelizmente essa característica está cada vez mais rara. Parece que a curiosidade vem antes do respeito e da atenção: tem gente que quer mesmo é saber de todos os detalhes, quer acompanhar a vida alheia em todos os lances, como se fosse a novela da Globo. Tem gente que é louca pra dar um pitaco na vida dos outros, com a desculpa de que "amigo, que é amigo, tem mesmo é que opinar". Não percebem que, para ser amigo de verdade, basta estar ali ao lado: presente e disponível. Não precisa ficar questionando, remexendo na ferida, traçando diagnósticos precisos sobre a vida do outro - muitas vezes o outro só quer mesmo é mudar de assunto. Será tão difícil perceber isso?
Não perco a esperança: vou continuar tentando dar o exemplo. E torço para que essa sementinha brote pelos campos em que eu for passando.


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20/08/2011

Inevitável

É tão fácil eu ficar irritada e decepcionada com as pessoas… Ao mesmo tempo, é tão difícil ter controle disso…
Eu não deveria me irritar nem a metade das vezes - porque conhecendo bem as pessoas, dá pra prever as presepadas - mas mesmo assim eu me pego remoendo meus momentos de fúria raivosa. Por quê?
Não acho uma resposta definitiva, infelizmente. Mas perco (invisto?) algum tempo pensando nisso.
Às vezes acho que é porque eu tenho fé nas pessoas. Lá no meu íntimo eu acredito que as pessoas são capazes de evoluir. E daí, quando elas repetem o comportamento que me irritou vezes anteriores, eu me irrito de novo, e duplamente: me irrito com a atitude em si e também comigo mesma, por ter criado uma expectativa de evolução que não vingou. E eu já prometi a mim mesma não fazer isso - de ficar esperando dos outros atitudes que eu teria no lugar delas. Prometi e não cumpro. E isso me irrita. Muito.
Essa semana de novo aconteceu isso. Várias vezes. Com várias pessoas. E minha cabeça quase explodindo de irritação. E as pessoas lá, nem se tocando da barbárie.
Um dia eu aprendo. Quem sabe?

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19/08/2011

15/08/2011

Até a surda muda!

Estive pensando nos últimos dias… tudo muda.
Nosso corpo muda.
Nosso rosto muda.
Nosso estado de ânimo diante das coisas, pessoas e situações… muda.
Nossos sentimentos mudam.
Até mesmo alguns valores mudam.
Algumas decisões que julgávamos imutáveis mudam - e nos deixam boquiabertos porque mudaram.
E as amizades? Mudam! Algumas com o tempo se aprofundam tanto que se transformam mesmo "na forma mais sublime do amor", como diz aquela canção. Outras, de tão frágeis, acabam minguando e caem no esquecimento. E a gente se descobre bem ao descobrir mais leve quando se dá conta disso - afinal, aquilo não nos faz a menor falta! Há também aquelas amizades que permanecem vivas e verdadeiras - por vários fatores, como a distância por exemplo, não são mais tão presentes, mas a gente sabe que, aconteça o que acontecer, podemos contar com elas sempre.
Fico pensando o quanto nós - queiramos ou não - mudamos ao longo dos anos…
Às vezes me assusto quando percebo algumas mudanças em mim...
Será que me tornei, ao longo de minha caminhada terrena, uma pessoa melhor? Será que uma pessoa pior?
O fato é que podemos - e devemos - fazer o exercício diário das tentativas das boas mudanças em nós e em tudo que nos cerca.
E também podemos - e devemos - aproveitar ao máximo as coisas e situações que nos fazem felizes no presente. Simplesmente pelo fato de elas poderem ter mudado para sempre quando menos estivermos esperando.
Carpe diem, meus caros.
Porque até a surda muda.


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13/08/2011

Mundo cruel

Ver um amigo chorando me parte o coração.
Não poder fazer nada para ajudá-lo, me parte mais um pouco o coração.
Me colocar no lugar dele e ter exatamente a dimensão da dor que o está fazendo chorar… me dilacera de vez o coração.
Mundo cruel.


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08/08/2011

explodindo

Sim, eu sei. Eu não posso ser tão nervosa. Eu não posso me irritar com tanta facilidade. Eu não posso responder rispidamente às pessoas. Estou bastante ciente disso.
Acontece que tem dias em que parece que a minha paciência (aquela que eu não tenho faz tempo!) é testada O TEMPO TODO.
É difícil. Não é fácil.
Não sei até quando esse "teste" vai durar. O que eu preciso fazer, pra acabar com ele? Ter um infarto? Perder o meu emprego por ser grosseira com alguém?

07/08/2011

Calor ridículo no meio do inverno.

É o seguinte: eu acho ridículo esse calor que está fazendo hoje. Ridículo! Estamos no inverno. I N V E R N O. Quer que eu desenhe?
Que a falta de respeito impera no mundo, isso eu já tinha notado. Agora… desrespeitar até estação do ano…? Me poupe, heim? Francamente!
Tudo bem, vai vir algum engraçadinho argumentando que 'vivemos num país tropical' e blá blá blá... Mas eu moro na região SUDESTE. Praticamente subtropical, tá ligado?
Pra mim esse calor em pleno 7 de agosto não passa de palhaçada. Coisa de quem não sabe brincar.
E vou morrer protestando - se não morrer de calor antes, claro.


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31/07/2011

estupidez

É assim: você vê uma revista de decoração na banca, com a seguinte chamada de capa:
PEQUENOS ESPAÇOS
Móveis dobráveis, empilháveis, estreitos... Eles resolvem qualquer parada, ótimos para ocupar lugares difíceis.

Aí você compra a revista e descobre, perplexa, que um sofá de 1,20 x 0,66 x 0,78m (deve acomodar meia bunda) custa R$8.125,00. Uma estante que "cabe em qualquer vão" (0,43 x 0,31 x 2m) custa R$3.290,00. E assim por diante.
Gente, acorda!
Se eu tivesse essa grana, eu compraria um imóvel maior e ia na saccaro comprar móveis tamanho gente normal.
Fala sério, tem gente que não saca o óbvio.

30/07/2011

Ingenuidade

"A ingenuidade é um poder terapêutico. Nada pode ser mais traumático e mais libertador dos costumes. É um instante definitivo e raro no relacionamento. Quando confiamos que será diferente, que somos eleitos por uma constelação de símbolos e casualidades, quando desistimos das armas e das reservas para nos apresentarmos absolutamente disponíveis e vulneráveis. Não há mentiras e formalidades, frases espirituosas e comentários sarcásticos. Há apenas uma burrice infindável, o beiço e a intenção de se entregar para uma mulher, seja como for.
Pena que a ingenuidade tem que acabar mal. Caso contrário, não é ingenuidade, é sabedoria".
(Fabrício Carpinejar em "Reunião Dançante")



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27/07/2011

Posso x Quero

A vida é mesmo um eterno desencontro entre desejo e possibilidade.
Há uns cinco dias eu torcia para que uma coisa NÃO acontecesse.
Neste exato momento eu rezo muito para que essa mesma coisa SIM aconteça.
Seria tão mais fácil se aprendêssemos simplesmente a calibrar o que a gente deseja com as possibilidades de cada momento…
É ou não é?


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Prós e contras

Quando eu fico irritada pelo ataque de hormônios, por um lado é bom porque eu me sinto bem mais produtiva no trabalho. O problema é o nervoso que eu passo, a impaciência, a impulsividade…
Hoje foi um dia assim.


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22/07/2011

Me detenho com os melhores...

Recebi da minha querida amiga Claudia, como presente de aniversário.
Não resisti, quis guardar aqui pra sempre e também compartilhar com todo mundo.
Enjoy!

"quando me dedico aos amigos, também não me distraio de mim mesmo, nem me entretenho com aqueles que alguma circunstância ou causa oficial nascida dos assuntos públicos me reuniu, mas me detenho com os melhores. A eles, em qualquer lugar, em qualquer século que tenham existido, dirijo o meu espírito." Sêneca, Aprendendo a viver. Das Boas Companhias, Cap. LXII.

20/07/2011

Feliz Dia do Amigo

Somente quem tem a dádiva de possuir um verdadeiro amigo é que pode vislumbrar o significado da palavra FELICIDADE. A vocês, meus tesouros, o meu muito obrigada por fazerem parte de minha vida. Desejo um excelente DIA DO AMIGO!
"Se Deus me intimasse a optar entre o Hélio Pellegrino e a humanidade, eu daria a seguinte e fulminante resposta: – “Morra a humanidade!”. E se fosse, não o Hélio, mas o Paulinho Mendes Campos, diria do mesmo jeito e com a mesma ênfase: – “Morra a humanidade!”. E, com isso, ficaria claro que, para mim, o amigo é o grande acontecimento, e repito: – só o amigo existe e o resto é paisagem. Os “outros” teriam assim uma estrita e secundária função paisagística".
Nelson Rodrigues

17/07/2011

O tesouro do conhecimento

Fiquei feliz ao experimentar a sensação de "fronteiras abertas", visitando a lojinha "top free books" da iBooks agora há pouco:
Se eu quiser baixar "The Art Of War", do Sun Tzu - em inglês, eu posso.
E os "Poemas", de Edgar Allan Poe - em Espanhol? Ou mesmo o "Quijote" original, do Cervantes? Também posso…
Ah, mas acho que eu prefiro o "Edgar Allan Poe's complete Poetical Works" - em inglês… Tudo bem, eu posso.
"Pride and Prejudice" de Jane Austen - em inglês?? Claro que eu posso…
OK, mas e se eu quiser ler "L'Homme Qui Rit" de Victor Hugo - em francês??? Tudo bem, eu também posso...
O verdadeiro PODER, meus amigos, a verdadeira sensação de independência, de autonomia… nos vem com o conhecimento.
É um bem precioso, de valor incalculável.
E - a melhor parte? - o conhecimento, qto mais se lho compartilha, mais se lho amplia para si.
Saber disso também é uma joia. Que bom.





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16/07/2011

vergonha alheia

A disciplina de Metodologia e Técnicas de Pesquisa do curso de GORH - terminando hoje - me ensinou muito em termos teóricos, mas também me fez aprender muito em termos "paralelos".
Eu já tinha ouvido aquela máxima que diz que "somente os inteligentes compreendem a ironia". Sempre concordei com essa máxima, aliás. Mas, nessa disciplina, praticamente tive uma oficina sobre essa assertiva.
O Prof. Roberto é extremamente inteligente e irônico. Na minha sala tem várias pessoinhas burrinhas e faladeiras.
O Prof. em várias oportunidades usou da ironia para ver se "enquadrava" as cocotinhas que ficam levantando toda hora, conversando durante a aula, atendendo telefone celular, saindo antes da hora...
Mas elas, como não entendem ironias, nem tomaram conhecimento. Riram, acharam que o Prof. não lhes estava chamando a atenção, mas sim uma "piadinha". E o desrespeito - ao professor, aos colegas e à inteligência e bom senso como instituições - seguiu, intocado.
Vi pessoas sendo chamadas de burras (não literalmente, mas por meio de fina e bem construída ironia), e rirem achando que o Prof. apenas estava brincando com elas, criando uma intimidade. Me vem um relincho aos ouvidos. Imaginário, mas poderia não ser.
Triste. Vergonhoso.
Como é duro conviver em sociedade.
Tomara que um dia eu desenvolva paciência para lidar com esse tipo de situação. Porque a maior prejudicada, com tudo isso, sou eu mesma. Porque me irrito e me estresso com isso, mas os que cometem o desrespeito, nem tomam conhecimento do ridículo da situação.

15/07/2011

Relax and let's have fun

"O estresse não nasce das circunstâncias externas, mas da interpretação que fazemos delas. Talvez o segredo da felicidade seja deixar de nos preocuparmos com fatores e estatísticas que não dependem de nós e nos divertirmos mais".
(Allan Percy em "Nietzche para estressados")

19/06/2011

A grama do vizinho é sempre mais verde

A gente observa certas coisas que acontecem na nossa frente, pela vida afora, e fica pensando: "Puxa vida, há pessoas a quem são dadas tantas oportunidades interessantes, e elas simplesmente não aproveitam..."
Isso é muito triste, e - ao mesmo tempo - preocupante.
Será que eu também rejeito oportunidades boas que me são oferecidas?
Será que alguém também me observa calado(a) e pensa: "Por que essa daí não aproveita essa bruta oportunidade que está diante dela?"
Será que estamos todos deixando nossa boas oportunidades passarem, simplesmente por praticarmos a eterna mania humana de cobiçar o que é do próximo? A grama do vizinho é sempre mais verde. Será mesmo? Sempre vai ter um vizinho achando a minha grama mais verde que a dele, com certeza.
Viver é uma coisa complexa.

06/06/2011

indignação seletiva

A língua portuguesa e a indignação seletiva

 

            Li recentemente uma matéria na revista CartaCapital que falava da "indignação seletiva" que vira-e-mexe invade coração e mente das hostes oposicionistas no Congresso Nacional. Aliás, a mesma que surge na abordagem que a nossa mídia hegemônica historicamente tem oferecido aos mesmos problemas. Tudo, claro, não passa de uma estratégia de luta pelo poder.

 

            Basta lembrar alguns episódios da nossa história recente para perceber que é assim mesmo que caminha nossa frágil democracia. Protagonistas do governo FHC, por exemplo, como Luiz Carlos Mendonça de Barros, André Lara Rezende, Pérsio Arida, Armínio Fraga, Gustavo Franco, Tereza Grossi – que teriam ficado milionários depois que saíram do governo – não mereceram, nem de perto, principalmente da grande mídia, o tratamento com o qual tem sido agraciado o ministro Palocci.

 

Ou ainda: qual o tratamento dado pela mídia ao ex-governador tucano do Ceará, Tasso Jereissati, quando foi condenado ano passado pela Justiça Federal a ressarcir o Banco do Nordeste em R$ 7 bilhões – valor este equivalente aos danos sofridos pelo Banco "em decorrência de atos fraudulentos" durante seu governo? Tudo passou em brancas nuvens.

 

Atenção: o ministro Palocci tem de prestar contas à sociedade? Claro que tem! Porém, ao Congresso Nacional cabe 'levantar a lebre', o que já foi feito. Não cabe a ele "fazer justiça", papel reservado à Justiça Federal. Abordo apenas os dois pesos e as duas medidas da oposição e da mídia, cujo objetivo fundamental é um só: desgastar e demonizar o governo Dilma. Em síntese, a tática da oposição é paralisar o Congresso e não deixar o governo governar. O povo? Ora, o povo!

 

            A mesma tática foi utilizada recentemente a propósito do livro Por Uma Vida Melhor, de Heloisa Ramos, distribuído pelo MEC para a rede pública. Repete-se aqui o mesmo script da reação preconceituosa e conservadora contra políticas do governo Lula, mais sintonizadas com os interesses maiores do nosso povo, como a da política externa, que não era subalterna aos EUA, e a do Programa Bolsa Família.

 

            Alexandre Garcia, por exemplo, no Bom dia Brasil, e a Globo News, investiram precioso tempo em desinformar. A impressão que dá, é a de que ninguém leu o livro que a revista Veja defenestrou. E todos ficam a repetir os argumentos da revista. Houve até quem pedisse a cabeça do ministro Haddad. O inacreditável, é que a autora do livro sequer foi convidada para se defender.

 

            A grande mentira, propalada à mão-cheia, é que o livro "ensina e enaltece erros de português". Não, ele apenas cita exemplos de como é falado o português popular, coloquial, não acadêmico: "…quando escrevemos um bilhete a um amigo, podemos ser informais, porém, quando escrevemos um requerimento, por exemplo, devemos ser formais utilizando a norma culta". Por isso Heloisa Ramos não fala de erros e acertos, mas sim de "adequação" e "inadequação" da língua. E está absolutamente correta!

 

            Corroboram, os versos de Oswald de Andrade:

 

"Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro".

 

Axé!

 

 

Emerson Leal – Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de S. Carlos.

EEmail: depl@df.ufscar.br

JUN/2011

20/05/2011

para inspirar o dia

"I find hope in the darkest of days, and focus in the brightest. I do not judge the universe."
- His Holiness the Dalai Lama

17/05/2011

a empada e a saudade

Cheguei em casa e encontrei a empadinha de palmito, quentinha, que minha mãe guardou pra mim. Adoro empada. Enquanto saboreava, encantada, e sentia a massinha podre se esfarelando a cada mordida - exatamente do jeito que tem que ser - me lembrei do Zé Luiz.
Lembrei do Zé e da promessa que ele me fez de me dar uma empada de palmito.
Promessa que ele nunca cumpriu - e pela demora, virou piada.
E ele morreu sem cumprir a promessa.
"Negão fdp", penso.
E, imediatamente ao pensar nisso - ainda mordendo a empada - me dá um aperto de saudade do amigo, bem lá no fundo do peito.
E penso: ele deve estar dando aquela risada dele - aquela inconfundível, em que os olhos dele sumiam, de tanto que as bochechas subiam - deve estar rindo muito me vendo pensando na empada que ele nunca me deu, me vendo com a boca cheia de empada e pensando "Negão fdp".
Quem mandou morrer, fdp? Quem?

15/05/2011

erros

E de repente a gente percebe um amigo repetindo os mesmos erros que a gente, e fica com aquela vontade quase maternal de impedir...
Só que a vida não é assim...
Infelizmente, tem coisas que a gente só aprende vivendo na própria pele as consequências de nossos atos...
Infelizmente ou felizmente?
Afinal, experiência é importante também...
E assim caminha a humanidade.

07/05/2011

os 10 mais do mundo - perfumes

A Claudia de maio trouxe um ranking dos dez perfumes femininos mais vendidos no mundo.
São eles:
1)No 5, Chanel
2)Coco Mademoiselle, Chanel
3)J'adore, Dior
4)Light Blue, Dolce & Gabbana
5)Angel, Thierry Mugler
6)Pleasures, Estée Lauder
7)Chance, Chanel
8)Trésor, Lancôme
9)Allure, Chanel
10)Eternity, Calvin Klein
Fatos interessantes:
Dos 10, eu tenho dois, que amo de paixão (J'adore e Trésor).
Dos 10, 4 são da Chanel. Fiquei impressionadíssima com isso.
A marca Estée Lauder não é comercializada no Brasil. Por que será?

22/04/2011

o que é melhor?

Ou isto ou aquilo
(Cecília Meireles)
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

música clássica é pra todos

"Regente da orquestra da Paraíba, Marcos Arakaki tem uma curiosa visão sobre a música clássica. A seu ver, ela está sempre em nosso cotidiano - basta prestarmos atenção. Vivaldi já foi usado em propaganda de sabonete. Algumas estações de trem da capital paulista deixam música clássica como som ambiente. E filmes como 2001 - Uma Odisseia no Espaço usaram em sua abertura trechos famosos desse tipo de música.
Arakaki conclui: "Isso causa o mesmo efeito da frase 'Ser ou não ser, eis a questão'. Quase todos já ouviram a sentença. Um grupo não sabe quem a pronunciou. Outros sabem que foi escrita por Shakeaspeare. Outros conhecem especificamente a peça Hamlet. E há até aqueles que conseguem se lembrar do momento exato em que o protagonista diz a frase". A verdade é que todas essas pessoas têm algo em comum. Elas tiveram a oportunidade de ouvir uma frase rica em significado. E o processo não foi doloroso ou complicado. Foi tão natural quanto ouvir uma boa música".
(Bruno Moreschi, na excelente matéria "Só clássico - sem preconceito" na Revista Vida Simples de abril de 2011)

silêncio e paz

"Em um mundo onde a privacidade é rara, e o cotidiano cada vez mais agitado, ter momentos de silêncio e paz se tornou mais do que necessário. Ser discreto não significa isolamento ou solidão. É, sim, saber estar ou não disponível. É escolher, sobretudo, quando calar. Falar menos pode fazer bem".
(Carlos Minuano, na Vida Simples de abril)

21/04/2011

e viva o poder de adaptação!

Se há uma coisa que admiro, é meu poder de adaptação.
Veja bem: essa semana de trabalho que acabou ontem, embora curta - só três dias úteis -, foi bem tensa e cansativa. Eu mal via a hora de chegar o feriadão! E eis que ele chegou, finalmente.
E quando eu estava lá, me refastelando na minha cama sem ter hora obrigatória para levantar, SURPRESA: sou despertada às 8h30 pelos homens que meus pais contrataram para colocar uma calha no telhado de casa, e que estavam fazendo um auê bem na minha janela. Aff.
Sabe o que eu fiz? Me adaptei ao converseiro e às batucadas de calha, dormi de novo e só acordei 11h30. Até sonhei!
Eu não sei se isso foi porque a semana foi muito tensa e eu estava muito cansada, mas o fato é que fiquei feliz em não ter que interromper meu sono de beleza - e certamente ficar num mau humor do cão em decorrência disso.
Viva a adaptação!

03/04/2011

carpe diem

"Melhor é aceitar!
E venha o que vier!
Quer Júpiter te dê ainda muitos invernos,
quer seja o derradeiro este que ora desfaz nos rochedos hostis ondas do mar Tirreno,
vive com sensatez destilando o seu vinho e,
como a vida é breve,
encurta a longa esperança.
De inveja o tempo voa enquanto nós falamos:
trata, pois, de colher o dia,
o dia de hoje,
que nunca o de amanhã merece confiança".
(Quinto Horácio Flaco, em Livro de Odes I)

Inteligência guardada não serve pra nada

"Ser inteligente não é suficiente, é necessário usar a inteligência para produzir benefício. Aliás, a inteligência é reconhecida exatamente pelo seu uso, e não por sua simples existência. Você certamente conhece alguém considerado inteligente por sua memória, seu conhecimento ou sua capacidade lógica que, apesar disso, coleciona uma série de insucessos e erros cometidos em sua vida prática. Alto QI é como argila de boa qualidade, precisa ser trabalhada para se transformar em obra de arte, senão continua sendo apenas isso, argila de boa qualidade. Inteligência é energia potencial. Habilidade é energia cinética."
(Eugenio Mussak - Na revista Vida Simples de abril de 2011)

02/04/2011

saudade de um tudo que não há mais

Então vamos brincar de uma coisa muito legal que é "faz de conta".
Faz de conta que eu voltei pra 2002, com meu corpinho de 27 anos, com o brilho de minha inocência, no auge de minha coragem e com aquele brilho da luz de minha plena vontade de descobrir o mundo, a vida e as pessoas.
E diante daquele clima mágico e propício, eis que ofereço, para o meu amor-artista - a sempre "estrela do meu bem querer" -, a canção que conheci em 2011 e que me fez lembrar dele, de nós e de tudo que representou na minha vida o sentimento que tive por ele:
"Le Toi Du Moi
(Carla Bruni)
Je suis ton pile
Tu es mon face
Toi mon nombril
Et moi ta glace
Tu es l’envie et moi le geste
Toi le citron et moi le zeste
Je suis le thé, tu es la tasse
Toi la guitare et moi la basse
Je suis la pluie et tu es mes gouttes
Tu es le oui et moi le doute
T’es le bouquet je suis les fleurs
Tu es l’aorte et moi le coeur
Toi t’es l’instant moi le bonheur
Tu es le verre je suis le vin
Toi tu es l’herbe et moi le joint
Tu es le vent j’suis la rafale
Toi la raquette et moi la balle
T’es le jouet et moi l’enfant
T’es le vieillard et moi le temps
Je suis l’iris tu es la pupille
Je suis l’épice toi la papille
Toi l’eau qui vient et moi la bouche
Toi l’aube et moi le ciel qui s’couche
T’es le vicaire et moi l’ivresse
T’es le mensonge moi la paresse
T’es le guépard moi la vitesse
Tu es la main moi la caresse
Je suis l’enfer de ta pécheresse
Tu es le Ciel moi la Terre, hum
Je suis l’oreille de ta musique
Je suis le soleil de tes tropiques
Je suis le tabac de ta pipe
T’es le plaisir je suis la foudre
Tu es la gamme et moi la note
Tu es la flamme moi l’allumette
T’es la chaleur j’suis la paresse
T’es la torpeur et moi la sieste
T’es la fraîcheur et moi l’averse
Tu es les fesses je suis la chaise
Tu es bémol et moi j’suis dièse
T’es le Laurel de mon Hardy
T’es le plaisir de mon soupir
T’es la moustache de mon Trotski
T’es tous les éclats de mon rire
Tu es le chant de ma sirène
Tu es le sang et moi la veine
T’es le jamais de mon toujours
T’es mon amour t’es mon amour
Je suis ton pile
Toi mon face
Toi mon nombril
Et moi ta glace
Tu es l’envie et moi le geste
T’es le citron et moi le zeste
Je suis le thé, tu es la tasse
Toi la putain et moi la passe
Tu es la tombée moi l’épitaphe
Et toi le texte, moi le paragraphe
Tu es le lapsus et moi la gaffe
Toi l’élégance et moi la grâce
Tu es l’effet et moi la cause
Toi le divan moi la névrose
Toi l’épine moi la rose
Tu es la tristesse moi le poète
Tu es la Belle et moi la Bête
Tu es le corps et moi la tête
Tu es le corps. Hummm !
T’es le sérieux moi l’insouciance
Toi le flic moi la balance
Toi le gibier moi la potence
Toi l’ennui et moi la transe
Toi le très peu moi le beaucoup
Moi le sage et toi le fou
Tu es l’éclair et moi la poudre
Toi la paille et moi la poutre
Tu es le surmoi de mon ça
C’est toi qu’arrives des mois si ?
Tu es la mère et moi le doute
Tu es le néant et moi le tout
Tu es le chant de ma sirène
Toi tu es le sang et moi la veine
T’es le jamais de mon toujours
T’es mon amour t’es mon amour"



Porque nessa vida, compay, tem coisas e tem pessoas que nos marcam pra sempre. E, mais do que isso, que nos transformam - no melhor sentido da palavra.

28/03/2011

como é que pode?

Só gostaria de entender como é que pode uma mulher que já decidiu ficar sozinha de repente no meio de um encontro de trabalho olhar para um homem praticamente desconhecido e pensar "com esse eu faria um filho". E se pegar pensando em como seria o tal filho: "teria ele o nariz arrebitado da mãe ou os olhos verdes do pai?"
Se alguém souber como é que pode, por favor me explique.
Obrigada.

26/03/2011

então vc ainda não sabe?

"Então você ainda não sabe que quanto mais um homem afirma, menos se deve acreditar?"
De Amolfo (interpretado por Oscar Magrini) para Inês, na bela peça "Escola de Mulheres" de Molière, que vi hoje numa montagem de Roberto Lage.

25/03/2011

lembrança

Coisa bem esquisita essa tal de lembrança.
Tem horas em que ela é tudo que se tem - e é tão boa! Aquece o coração, arranca um sorriso da boca da gente. Uma delícia!
Outras vezes ela também é tudo que se tem e - talvez por isso - fere fundo o peito da gente, arranca uma lágrima do olhar. Uma lástima!
Delícia... Lástima... O que afinal a lembrança é?
É tudo isso e ao mesmo tempo é nada disso.
A lembrança é um registro da nossa trajetória, uma marca da nossa caminhada.
Infelizes os que não tem lembranças - mesmo as tristes.
Lembrar é mais do que recordar.
Lembrar é uma arte!

23/03/2011

chiquices

"Estou falando por mim e, como não sou tão esquizofrênico, até concordo um pouco comigo".
(Chiquinho, em momento filosófico)

22/03/2011

a língua

'Segredo' de linguista, revelado com exclusividade para você, que dorme no ponto: para aprender uma língua estrangeira, você tem que se forçar a estar em contato com ela. Veja filmes, ouça músicas, veja tevê, leia revistas na língua alvo. Coloque seu orkut para falar com você na língua almejada.
Você vai ver o milagre acontecer diante de seus olhos.

20/03/2011

estou bem do jeito que estou

Pode até demorar, mas a gente acaba enxergando as coisas.
E, quando isso acontece, a gente vê que nada ocorre por acaso.
Ao observar um casal com quem convivo - e que está junto há mais de 30 anos - percebo que eu realmente não nasci para esse tipo de relação.
Depois de 30 anos de convivência, eu sei que não teria paciência para perguntas idiotas, para ter que repetir TUDO o que falo porque a outra pessoa não entende, para fingir que não me incomodo com certas atitudes (menores, mas asquerozas) do dia a dia, etc.
Eu gosto do meu estar sozinha.
Eu gosto de, quando tenho vontade, sair por aí sem ter que dar satisfação a ninguém. Ou NÃO sair por aí sem ter que dar satisfação a ninguém.
Quando estou de saco cheio, gosto de estar em silêncio, comigo mesma, sem ninguém matracando na minha cabeça.
Tenho necessidade desses momentos de recolhimento.
Alguém há de ponderar: mas e para todos os outros momentos? Aqueles em que a gente tem necessidade de ter alguém por perto?
Bom, para todos os outros, existe a família primeira da gente - pais, irmãos, sobrinhos, primos. Existem os bons amigos que a gente vai conhecendo no caminho. Amigos que estão dispostos a fazer companhia, a rir junto, a dormir junto diante da TV numa tarde preguiçosa de domingo. E, o melhor de tudo: depois desse convívio cada um volta pro seu casulo, com suas manias, sem provocar a intolerância alheia - aquela que a convivência diária é mestra em desenvolver.
O que a gente precisa mesmo é ter serenidade para aceitar. Com serenidade a gente percebe: foi melhor assim. Sempre!

inquietude

"O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca..."
Ode ao Gato - Pablo Neruda

10/03/2011

o demônio da seriedade

"Quando vi o meu demônio eu o encontrei sério, rigoroso, profundo e solene: era o espírito da gravidade. Por ele todas as coisas afundam"
(Nietzsche)

08/03/2011

Sonho de um carnaval

Sonhar não custa nada. Ainda mais no Carnaval!



Sonho de um carnaval
Chico Buarque/1965

Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta-feira sempre desce o pano

Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão e hoje nem lembra não
Quarta-feira sempre desce o pano
Era uma canção, um só cordão
E uma vontade
De tomar a mão
De cada irmão pela cidade

No carnaval, esperança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente grande saiba ser criança


É isso aí.

07/03/2011

Coisas a se inventar

Adorei isso!
Clique na imagem para ampliar

Fonte: Revista Women's Health - Edição 28 - Fevereiro de 2011

Tudo vai passando, passando...

É chavão, mas é verdade: Tudo passa.
Mesmo aquilo em que a gente se agarra bravamente, para que não passe nunca: mesmo isso passa!
Quando você cai em si, tudo aquilo que era tão real, tão presente, tão forte... tudo não é mais que uma lembrança. Passou!
Eu sou muito apegada às coisas e às pessoas. Geralmente, quando alguém se afasta de mim, eu demoro a aceitar a perda, fico rememorando cada lembrança boa, e mesmo me apego às lembranças materiais que aquela pessoa me deixou: um presente dela, mesmo um objeto que eu mesma comprara, que estava presente em nossa convivência e que me faz lembrar a época em que ainda havia a proximidade.
Pois bem, de tempos em tempos me surpreendo ao perceber que aquele objeto ficou velho, que precisa ser jogado fora e substituído por outro. Me surpreendo quando percebo: 'Nossa, não tenho mais quase nada que eu usava na época em que ainda estava com fulano!' E, por mais bobo que isso possa parecer, é nessas horas que reflito e percebo: tudo passa! Por mais que não se queira, tudo passa e tudo se renova! A blusa fica desbotada, a calça começa a descosturar, a bolsa cai de moda... Tudo é trocado por outro item mais novo, mais útil, mais atual.
Da mesma forma com os sentimentos: tudo que se sentia de mais doce, de mais insubstituível... Tudo adquire um ar ultrapassado. O lado ruim daquela pessoa vem mais à tona: a gente passa a pensar mais nas desvantagens que se tinha ao estar com aquela pessoa e, surpreendentemente, se pega pensando: "ainda bem que passou!"
E é nesse eterno alternar de ciclos que vamos construindo nossa vida. Pode ser que nos tornemos mais amargos no decorrer da caminhada, afinal cada decepção nos faz uma marca difícil de apagar... Mas o fato é que, ao deixar as velharias passarem, renovamos o espaço para receber as coisas boas que virão.
E isso faz um bem danado.

06/03/2011

poesia para uma tarde de chuva



Canção Postal
(Lô Borges / Ronaldo Bastos)
Quando alguém passar
E perguntar por mim
Não esqueça de dizer
Até amanhã, até amanhã, até amanhã...
Não esqueça de sorrir
Como eu tentei sorrir
Quando alguém lembrar
O que fui, o que sou, o que sei...
Diz pros amigos que eu ainda sei dançar
Deixa o mundo virar para sempre...
No fundo do pomar
Estrelas no lençol
Eu quero ver você, ter você,
Ser você, amar você...
Quando você ouvir
Essa canção que eu fiz
Não esqueça de sonhar
Até amanhã, até amanhã, até amanhã...

05/03/2011

argumentos desnecessários

A revista Women's Health de fevereiro trouxe uma matéria entitulada "53 razões para fazer sexo".
Achei um pouco desnecessária essa matéria.
Para mim já basta uma única razão para fazer sexo: fazer sexo é bom demais, não é não?

27/02/2011

qualquer semelhança...

Você teria vontade de comprar uma sobremesa que viesse numa embalagem praticamente igual à de um detergente tira manchas? Não, né? Pois eu também não. Me pareceu meio bizarra essa semelhança. Marqueteiros, admitam: foi um erro crasso esse, não?

23/02/2011

comida sem frescura

Por recomendação do meu amigo Fabiano, li a matéria abaixo e ADOREI!
Eu acho que todo metido a besta de plantão deveria ler, para parar de encher o saco alheio no sagrado momento das refeições.
hehehe
Aliás, quem já leu alguns dos posts desse meu blog, sabe que eu sou uma pessoa que - cada vez mais! - abomina a frescura, em qualquer área da vida. Frescura é uma coisa que deveria ser abolida. Esse verbete deveria inclusive ser retirado dos dicionários.
A matéria em seu site original segue linkada nos créditos.
Enjoy!


Arrogância gastronômica causa a volta da comida sem frescura

IARA BIDERMAN de São Paulo
(Folha Equilíbrio)

Para você que come caviar e sonha com miojo. Ou que sonha com caviar, mas não aguenta mais ouvir coisas como uma-incrível-técnica-que-um-bistrô-em-Paris usa para servir as ovas. Para você que tem preguiça de discutir a metafísica da abobrinha.
Enquete: Você já cansou do papo gourmet?
Esta história é para você.
Comida boa, todo mundo gosta. Mas o problema é que, para o gourmet, não basta comer: tem que contar.
"O gourmet nunca esquece o nome do morto. E enquanto o come, faz menção expressa a ele, seja javali ou alcachofra, e lembra de outros assassinatos e devorações anteriores, porque o prazer de comer deve vir acompanhado da memória de festins passados."
A descrição acima foi feita em 1990 pelo escritor espanhol Manuel Vásquez Montalbán (1930-2003), autor de "Contra los Gourmets" (sem tradução para o português).
Ótimo se prazer e palavrório se complementam, o último prolongando o primeiro. Mas, de lá para cá, muitas trufas brancas rolaram, e o pessoal se esqueceu de que o verbo não substitui a carne (ou o peixe ou o frango.
"Com a modernização da culinária e a hipervalorização da alta gastronomia, as pessoas estão ficando cada vez mais 'sofisticadas', mas cada vez mais chatas. Elas discutem o prato em vez de comer", diz André Barcinski, crítico da Folha e assumido "bom garfo".
Goiabada cascão com queijo






SEM FRESCURA

Barcinski é crítico de cinema, não de gastronomia. Mas quando postou em seu blog o "Guia da culinária ogra", surpreendeu-se com a quantidade de leitores solidários e famintos, como ele, por comida sem frescura.
A reação do público cansado do papo-gourmet, seja ao vivo ou pela TV, também é sentida pelo ator Paulo Tiefenthaler, que encarna o apresentador Paulo de Oliveira, do seriado "Larica Total" (Canal Brasil).
A série, que parte para a terceira temporada, é uma sátira aos programas de culinária tradicionais e aos chavões da gourmelândia.
Na proposta do programa "nada de faisões, trufas ou fungos australianos (...) nem outras raridades psico-sofisti-palhaçadas de carinho." A culinária de guerrilha é feita de "clássicos" como yaksobra, sushi de feijoada e bolinho de miojo.
Após a estreia do programa, no final de 2008, Tiefenthaler conta que começou a ser parado na rua por todo o tipo de gente querendo dar a sua receita trash.
"Acho que as pessoas começaram a sair do armário. Me dizem que se sentem aliviadas vendo o programa, perdem a vergonha de não serem 'chiques'."
Mas a tropa de resistência aos modismos gastronômicos ainda terá de comer muito feijão e arroz até se impor.
"Estou escrevendo um cardápio para cliente e tenho que pôr 'tartelete de alho-poró mimoso'. Não posso sugerir: 'massinha com creme de milho'. Vê que humilhação tenho que passar?", diz Nina Horta, colunista da Folha e dona do bufê Ginger.
Segundo ela, apesar de uns poucos grandes cozinheiros ("no máximo 0,5%") fazendo comida nova e gostosa, os experimentos e supostas sofisticações já deram o que tinham que dar, para a maioria das pessoas.

JAVALI COM BLUEBERRY

"Essa comida não é minha nem de ninguém. Você já entrou na casa de sua vizinha e viu ela comendo javali com molho de blueberry e agrião doce?", pergunta Nina.
Ela arrisca uma teoria: "Parece que o sexo ficou uma coisa complicada, então, em vez de conversar sobre homem ou mulher, ficam falando de comida."
Nina não tem certeza se as pessoas preferem risoto com funghi chileno colhido na primavera a transar, mas está quase certa que muitos gostam é de se exibir.
Ela conta que, depois de entrar no Facebook, quase começou uma briga. O motivo foi um comentário na rede: "Alguém escreveu [no Facebook]: 'Que vontade de comer um peito de pato tomando um Chablis na beira do Sena'. Ai, que preguiça...".
Silvia Guimarães Couto, do restaurante Da Silvinha, se incomoda com esse papo. "Comida foi feita para você se alimentar e curtir. Mas fica todo mundo querendo ser francês e complicar. Já me perguntaram 'quem assina' minha comida. E olha que eu sirvo arroz, feijão e farofa."

FOOD VICTIMS

Nina Horta diz estar cansada do que ela chama de "food victims", vítimas das modas gastronômicas.
"Desconfio sempre das modas. A nouvelle cuisine, cheia de frescuras, surgiu na época dos yuppies, que tinham muito dinheiro para gastar. Agora, se as coisas que as pessoas podem comer têm que ser mais baratas, vão começar a glamorizar outros tipos de comida. É um jeito de serem felizes com aquilo que têm."
Desse ponto de vista, a reação ao papo-gourmet não surge apenas porque as pessoas cansaram, mas também porque precisam gastar menos para sustentar o prazer.
A chef Heloisa Bacellar, do restaurante "Lá da Venda", acredita que não é só isso. "Há pessoas cansadas de afetação e arrogância, de gente dizendo que você tem que gostar de algo ou que você não pode gostar de, sei lá, estrogonofe, porque agora virou cafona."
Bacellar lembra que o movimento por "comida de verdade" está crescendo em vários países do mundo.
O problema é começarem a glamorizar demais a dobradinha, e você ser chamado de esnobe e fora de moda só por não gostar de tripas.

UM RESTAURANTE PARA QUEM CANSOU DE SER GOURMET

Características da cozinha ogra segundo o crítico (de cinema, não de culinária) André Barcinski
1 - Não pode ter nome começando por "Chez" ou terminando por "Bistrô"
2 - A comida precisa ocupar ao menos 85% da área total do prato (com preferência para iguarias com um taxa de ocupação de mais de 100% dos pratos, como bifes que caem pelas bordas dos pratos)
3 - Não pode ter "chef" e sim "cozinheiro". Não pode ter "menu", e sim "cardápio"
4 - Algumas palavras estão terminantemente proibidas nos cardápios: "nouvelle", "brûlée", "pupunha", "espuma", "lâmina", "lascas" e "contemporânea"
5 - Os garçons não podem ser modelos, manequins ou atores, com preferência para velhos e feios
6 - Os garçons precisam passar no teste da colherzinha, que consiste em servir arroz com uma só mão, juntando duas colheres, sem derramar um grão sequer
7 - Não pode ficar dentro de shopping center
8 - O teste final: se o garçom, ao ser perguntado "o que é 'El Bulli'?", responder qualquer coisa que não seja "é onde eu sirvo o café", o restaurante está sumariamente eliminado