05/01/2009

à espera de um milagre

Não vou mentir.
Estou à espera de um milagre.

Holocausto em Gaza

HOLOCAUSTO EM GAZA

por Eliakim Araújo


Enquanto a preocupação de Barack Obama neste fim de semana foi a mudança da família para um hotel em Washington, para que as filhas não percam as aulas que recomeçam nesta segunda em todo território norte-americano, e Bush permanece gozando as folgas do período de festas, bandeiras dos Estados Unidos são queimadas em vários pontos do planeta, junto com as de Israel, em protestos contra a incursão terrestre das tropas israelenses na Faixa de Gaza.

Esse vazio do poder no país que, com ou sem crise, é ainda o mais poderoso do planeta e nos demais, cujos líderes se ausentaram para comemorar as festas de fim de ano, pode ter sido estrategicamente escolhido pelo governo israelense para dar início à escalada militar contra os redutos e as lideranças do Hamas.

De Bush, nada se esperava. Em seu periodo à frente da Casa Branca, mostrou-se sempre a favor de soluções bélicas, como aconteceu no Iraque, mesmo que depois tenha declarado que "o maior erro de seu governo foi invadir o Iraque com base em falsas informações de seus órgãos de segurança".

De Obama, entretanto, que conquistou o coração dos americanos durante a campanha presidencial, esperava-se muito mais do que simples declarações a favor de um cessar-fogo. Mas, como prevêem alguns analistas, Obama pouco poderá fazer à frente do governo dos EUA em relação a questões que abalem o corporativismo militar e o poderio dos judeus no setor econômico-financeiro do país.

Questões históricas e religiosas à parte, o atual conflito em Gaza pode ser colocado numa equação simples. De um lado, os defensores dos ataques alegam que a Israel não restava outra alternativa que não fosse a escalada militar para interromper o lançamento dos foguetes do Hamas sobre aldeias no sul do país, mesmo que isso significasse o massacre da população civil local. De outro lado, os que são contra, e aí incluido o presidente Lula, argumentam que a reação israelense é desproporcional aos danos causados pelos foguetes do Hamas.

De fato, o artigo 51 da Carta das Nações Unidas permite o direito de autodefesa às nações que sofram ataques armados de outro país, mas essas ações devem obedecer ao princípio da proporcionalidade. Diante do dispositivo legal, perguntam os que criticam a ação israelense: será que o uso de uma máquina de guerra que conta com os mais modernos tanques, infantaria e artilharia, contra a população desarmada e miserável da Faixa de Gaza é proporcional à agressão dos foguetes do Hamas?

Depois de sete dias de bombardeio aéreo e dois de ataque por terra, que já deixaram cerca de 500 mortos, a maioria inocente, vítimas do caos instalado na região, não se vê aparentemente uma solução imediata para o conflito. A ONU fracassou mais uma vez em sua missão de gerenciar as divergências entre nações. O máximo que fez seu Secretário-Geral, Ban Ki-moon, foi manifestar sua "indignação".

Neste domingo, líderes mundiais de nações como Grã-Bretanha, França, Russia e EUA começaram a se movimentar em busca de um cessar-fogo, enquanto crescem em todo mundo, inclusive nos Estados Unidos, manifestações contra a ação israelense, onde se lêem cartazes com inscrições do tipo: "Holocausto em Gaza", "Genocídio em Gaza" e "Parem com o massacre em Gaza".

O cessar-fogo pode ser assinado e o massacre interrompido. Mas até quando?

Vicky Cristina Barcelona

Quem não viu, ainda dá tempo e vale a pena:

Vicky Cristina Barcelona, o último filme de Woody Allen. Imperdível.
Ainda ficará em cartaz no Cine São Carlos por esta semana e também será exibido no cine do Sesc São Carlos no final de semana de 16/01.

Vale a pena.

04/01/2009

A saudade mata a gente
(João de Barro / Antonio de Almeida)

Fiz meu rancho na beira do rio
Meu amor foi comigo morar
E na rede, nas noites de frio
Meu bem me abraçava pra me agasalhar

Mas agora meu bem foi embora
Foi embora e não sei se vai voltar
E a saudade nas noites de frio
Em meu peito vazio virá se aninhar

A saudade mata a gente, morena
A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente, morena
A saudade mata a gente

Pop Pantanal

Alguém poderia me explicar por que cargas d'água eu tenho um CD chamado "Pop Pantanal", de um artista chamado "Jerry Espíndola"?

estou bem

Eu estou bem. Que bom!
Desde ontem à tarde. Depois que postei aqui, chorei um pouquinho (enquanto postava) e saí para encontrar a Má, o Xandinho, o Eder e o Fabiano. Conversamos bastante, nossas conversas de sempre. Não gastei dinheiro. Voltei pra casa e minha mãe me convidou pra ir com ela e meu pai ao Extra. Fui. Lá encontramos a tia Cecília, Sandra, Roberta e o Edson. Minha mãe me disse que ela e meu pai decidiram me ajudar nesses três primeiros meses. Fiquei feliz com isso (muito mesmo!) porque vi que não estou sozinha. Nada como pai e mãe na vida da gente.
De volta pra casa, fiz minhas coisinhas, brinquei com meu brinquedinho novo de Natal, ouvi minhas musiquinhas.
À noite a Gabi veio aqui. Conversamos bastante. Desabafamos. Ela me contou que está participando da correção das provas de redação do vestibular da UFSCar. Conversamos sobre isso também. Sempre tivemos curiosidade sobre como deveriam acontecer essas correções - e agora nós temos a oportunidade de saber, olha só!
Depois que a Gabi foi embora, rezei, li bastante. Pensei muito.
Ouvi a música do CD Pietá, do Milton Nascimento, "Quem sabe isso quer dizer amor". Essa música me faz MUITO bem. Me dá leveza de espírito.
Li um comentário que a Lucileine fez em um de meus posts.
Li alguns dos meus posts. Fiquei com a sensação de que eu sou muito dramática, às vezes. Mas vi como é válido colocar tudo isso pra fora, mesmo que escrevendo, porque todo esse "drama" me faz mal se ficar só aqui dentro da minha cabeça. Eu coloquei pra fora, e talvez seja por isso que melhorei...
Meu coração está mais calmo, mesmo triste. Me senti em paz.
De tudo que aconteceu ontem, o que terá me deixado me sentir mais em paz? Ter desabafado no meu blog? Ter saído com meus amigos, me divertido sem gastar dinheiro? Nessa última hipótese, ter saído com eles já é uma coisa boa, não ter gasto dinheiro também é ótimo, me mostra que estou firme nas minhas atitudes de ano novo, de me controlar mais. Outra hipótese: ter recebido o carinho dos meus pais, sentido as reais preocupações deles comigo?
Acho que todo o conjunto me fez bem.
Hoje acordei com vontade de aproveitar 2009 pra colocar TUDO da minha vida no lugar.
Eu tenho que me manter calma. É só isso que eu tenho que fazer... Estando calma eu consigo me guiar bem. Estando triste, feliz ou de qualquer outro jeito.

03/01/2009

Outra decisão de ano novo

Já tá decidido que 2009 será o ano em que, finalmente mais controlada e organizada, avaliarei se minha atividade de consultora Natura realmente me dá vantagens comercialmente falando.

Lamentações

Às vezes eu acordo no meio da noite e fico ainda um pouquinho com os olhos fechados, torcendo para, quando abri-los, descobrir que estou ao lado do meu amor, na cama dele, na nossa cama, ou em qualquer outro lugar que dormíamos juntos.
Eu fico uns poucos segundos torcendo pra que isso aconteça, e pra que então eu possa fazer o que sempre fazia quando dormia com ele e acordava no meio da noite: dar um beijinho nele, fazer um carinho na cabeça dele e voltar a dormir em paz, sabendo que estava do lado do grande amor da minha vida e que nada no mundo poderia tirar a minha paz e a minha segurança.
Mas daí eu percebo que infelizmente minha torcida não funciona.
Talvez nunca mais eu esteja ao lado dele, dormindo.
Isso me dói. Muito. Porque eu ainda o amo muito e, por o amar muito, não queria que isso tudo acabasse.
Queria ter uma fórmula mágica pra reverter essa situação.
Mas não tenho.
Peço a Deus que tranquilize meu coração. Que me faça aceitar o que Ele decidir seja melhor pra mim. Mas durante minhas orações - e toda oração é um ato de amor - fico pensando no quanto o amo, no quanto fui feliz enquanto estava com ele, em todos os momentos em que ele me demonstrou o mesmo amor que eu sinto por ele... E fico pensando que não é possível que ele tenha mentido pra mim. Aquele amor todo era muito verdadeiro, não tenho dúvidas disso. E é impossível não me perguntar: quando foi que acabou? Quando foi que ele perdeu a motivação de me amar? O que eu poderia ter feito para salvar aquele amor tão lindo? Também não consigo aceitar que um amor tão lindo e tão forte como o meu fique assim, à toa, sem poder continuar...
Sinto muita falta do meu amor. Muita mesmo.
Queria que ele me desse mais uma chance.
Queria que o coração dele fosse iluminado para que ele percebesse a sinceridade e a intensidade do meu sentimento, a minha vontade e disposição sincera de ser feliz ao lado dele, de fazê-lo feliz, de ir de mãos dadas com ele por toda a vida, atravessando juntos os momentos felizes e os momentos difíceis, sempre um apoiando o outro... Eu penso o quanto era uma pessoa melhor estando ao lado dele, e me questiono será que ele também não era um pouquinho melhor estando ao meu lado... (Mas isso só ele próprio poderia avaliar! Não cabe a mim)
Penso que perdi muito tempo de nossa relação. Deveria ter dito muito mais coisas a ele, mesmo que eu chorasse (porque, como eu choro muito, às vezes deixo de falar o que quero só pra não chorar, porque sei que é chato pra outra pessoa conversar com alguém que só chora o tempo todo!). Pois bem, eu deveria ter dito a ele muito mais vezes da grandeza do meu amor, da importância que ele tem em minha vida, do bem que ele me fazia simplesmente por estar comigo. Deveria ter dito o quanto estava disposta a abrir mão de vaidades, caprichos, egoísmos... tudo pra viver feliz ao lado dele... Deveria tê-lo abraçado e beijado mais. Deveria ter olhado mais pra ele, pros seus olhos, pros seus cabelos, pro seu sorriso...
Subserviência? Pode até ser... Mas o fato é que nem sei e nem quero aprender a "jogar". Se demonstrar sinceramente meus sentimentos for um defeito, eu só tenho a lamentar... E juro que acreditei que tivesse encontrado uma pessoa que fosse capaz de entender a grandeza do meu sentimento sem se assustar com ele.