18/02/2012

Férias?

Estava lendo a crônica "Férias. Férias?", da Danuza Leão (http://mideraia.blogspot.com/2012/02/ferias-ferias.html) e cheguei à conclusão de que sou um animal de luxo, mesmo. Tipo um gato de madame - daqueles bem felpudos, sabem?
Digo isso porque, só de me imaginar vivendo algumas situações descritas no texto - o mosquito na perna, o calor, a microcasa no meio do nada e abarrotada de gente faminta - só de me imaginar nesse contexto, me canso.
Lembrei da foto que vi ontem, no facebook: os milhares de carros cheios de idiotas se acotovelando para chegar na praia superlotada. Fazer o quê? Cada um se diverte a seu modo. Até sendo tonto.


Férias para mim é um hotel de luxo com pensão completa. Chuveiro quente. Ar condicionado gelado. Dinheiro no bolso para fazer passeios e provar os sabores que se quiser, na hora que der na telha.
O resto é sacrifício. Não tem nada a ver com férias.

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13/02/2012

Mudanças de rota

De vez em quando é bom acordar e repensar sobre o rumo que a nossa vida vai tomando.
Sempre é tempo de corrigir rotas.
Mergulhei no fundo de mim, no lamaçal dos meus piores defeitos. Vejo que perdi o controle e deixei escapar de mim características boas do meu temperamento.
Mudei de ideia. Quero tudo de volta. Amanhã mesmo começo a recuperar tudo isso que é meu, que eu não queria mais e que agora eu quero.
A vida serve pra gente tropeçar, levantar, erguer a cabeça e seguir, tirando as melhores lições de cada tropeço.
Sempre é tempo.
Ainda bem.

12/02/2012

Do amor

"Do amor Não falo do AMOR romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com AMOR. Chamam de AMOR esse querer escravo, e pensam que o AMOR é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o AMOR já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado. Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta. A virtude do AMOR é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O AMOR está em movimento eterno, em velocidade infinita. O AMOR é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do AMOR nos domine? Minha resposta?
O AMOR é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o AMOR será sempre o desconhecido, a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do AMOR é a de um ser em mutação. O AMOR quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do AMOR depende dessa interferência. A morte do AMOR é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos, e nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim. Não, não podemos subestimar o AMOR não podemos castrá-lo. O AMOR não é orgânico. Não é meu coração que sente o AMOR. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O AMOR faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O AMOR brilha. Como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o AMOR grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do AMOR, se estivermos também a devorá-lo. O AMOR, eu não conheço. E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o AMOR a navega. Morrer de AMOR é a substância de que a Vida é feita. Ou melhor, só se Vive no AMOR. E a língua do AMOR é a língua que eu falo e escuto". Moska, no encarte de seu álbum "Eu falso da minha vida o que eu quiser", de 2001

04/02/2012

Satisfação

Andei vasculhando meu blog, a fim de encontrar um texto para compartilhar com uma amiga, e me deparei com muitos posts meus, antigos. Mais precisamente, reli escritos de 2009. Um ano em que não só meu sentimento, mas minha própria alma estava à flor da pele, sangrando a céu aberto, para quem quisesse ver.
Impressionante a força da palavra, minha gente! Um tempo guardado o texto e, quando o relemos, nos surpreendemos com nossa própria escrita.
Percebi que eu sempre acho que eu escrevia melhor no passado: que meu texto, com o passar dos anos, está ficando mais pobre… Ao reler os textos de 2009, pensei que meus textos de hoje não são tão caprichados. Será só impressão minha? Saudosismo, talvez? Irei eu futuramente ler esse post de agora e achá-lo bem melhor do que um contemporâneo, à época?? God only knows.
O importante é constatar, com essa experiência de hoje, que não devo parar nunca de escrever. Me faz um enorme bem colocar nas linhas os meus pensamentos - mesmo os mais bobos. E me faz um bem ainda maior deparar com eles depois de um tempão, e me emocionar comigo mesma.
Satisfação.

03/02/2012

Solidão não tem que ser triste

Vejo muitos associando "solidão" a "infelicidade".
Discordo. Não são estados indissociáveis.
Felizes dos que já descobriram - e já adotaram para suas vidas - a solidão como forma de melhor se entender, de se analisar, de se refletir e de se conhecer profundamente.
Eu ousaria dizer que ninguém consegue atingir o equilíbrio emocional se não aprender a ficar só e, assim, melhorar-se. Se não aprender a tirar bom proveito de seus momentos de solidão. Se não aprender a criar oportunidades para estar só, aproveitando sua própria companhia. É impossível progredir verdadeiramente sem a possibilidade de recolher-se. Quem não consegue suportar sua própria solidão (apreciar sua própria companhia, estando só), não poderá estranhar se seus amigos não o(a) suportarem no convívio!
"Nenhum homem é uma ilha". Concordo com o inglês John Donne, afinal é por meio de nossa socialização que damos sentido à nossa existência. Amo estar com meus amigos e com minha família. São eles que me inspiram e me completam.
Mas garanto que não seria completamente feliz se não tivesse meus momentos de completa solidão, de sublime paz comigo mesma.
Cada vez mais me certifico disso: às vezes somos, nós próprios, nossa melhor e mais confiável companhia.

28/01/2012

Mestre

“O que é a tolerância? É o apanágio da humanidade. Somos todos cheios de fraquezas e de erros; perdoemo-nos reciprocamente as nossas tolices, tal é a primeira lei da natureza.” (VOLTAIRE)
E foi assim que o Prof. Alex Bertoldi encerrou a última aula da disciplina de Relações Interpessoais no curso de Especialização em Gestão Organizacional e Recursos Humanos, hoje.
Durante os últimos 3 finais de semana, fomos convidados a refletir profundamente sobre as nossas relações, nossas posturas diante dos outros e de nós mesmos. Nossas posturas diante da vida.
"Somos os únicos responsáveis por nossa felicidade e nosso bem estar. Temos que parar de ficar procurando desculpas e culpados".
"Não existe pessoa errada. Existe relacionamento construído de forma errada".
Com esses e outros pensamentos igualmente provocativos, fomos alertados quanto à necessidade urgente de tomarmos em nossas mãos definitivamente o protagonismo de nossas vidas.
Foi uma disciplina que deixará saudades. Levaremos para sempre o sentimento bom que tivemos nessas semanas… foi um mergulho dentro de nós mesmos, uma reflexão sobre a qualidade que queremos para nossas relações - e a responsabilidade que temos sobre isso.
"Relacionamento só se aprende fazendo". Sim, Prof. Alex! É uma grande verdade! Felizes dos que tem coragem de se entregar a relacionamentos, de verdade, para aprender que, numa relação, devemos ver refletido no outro o que há de melhor e de pior em nós. E, diante dessa descoberta, sermos capazes de melhorarmos como seres humanos sempre. Sem medo de errar, cair, levantar, seguir em frente ou mudar de rumo. Tolerar os defeitos dos outros, pois, afinal, também precisamos de tolerância.
Na última atividade da disciplina, hoje, toda turma interagiu e dissemos uns aos outros qual a imagem que cada um nos passa. Foi muito interessante esse exercício, pois pude dizer aos colegas como suas posturas refletem na nossa convivência em sala de aula e, ainda melhor que isso, pude ouvir dos colegas como eles me enxergam: experiência emocionante e surpreendente que me fez e fará refletir muito. Ouvi, por exemplo, que as pessoas me vêem ponderada, organizada, coerente. Que sou sincera para expressar minhas opiniões, não importando a situação em que esteja. Que sou respeitável por expor minhas vivências, ajudando o grupo a compreender melhor os conteúdos , por meio de meus exemplos. Adjetivos e características que eu mesma talvez jamais pensasse em usar para me descrever, mas que são a forma como as pessoas com quem convivo me vêem. Me emocionei com isso - e quase não consegui conter as lágrimas.
Não pude conter, no entanto, - por mais que tentasse -, as minhas lágrimas de emoção com as palavras de despedida do professor. Sinceramente emocionado, ele nos disse que "só sentimos tristeza por aquilo que foi importante em nossa vida". Referia-se à nossa despedida. Referia-se ao relacionamento que firmamos: os alunos e o professor, os leigos e o psicólogo, os alunos cheios de conflitos e o professor cheio de conflitos.
Você fará falta, Prof. Alex. Não é sempre que uma pessoa consegue nos fazer mergulhar em nós, fazer com que a gente remexa em recantos internos que muitas vezes queremos deixar lá, intocados, para encarar a realidade do que somos de melhor e de pior - e, ainda assim, consegue se sentir querido e respeitado por todos. Seja feliz na sua jornada, professor. Certamente você deixou sua marca nas vidas de mais essa turma de alunos. E sempre será lembrado com carinho e muito respeito. Não como "mais um professor", mas como o verdadeiro professor, que mostra aos alunos o caminho da luz. Que mostra que essa luz está, não nos outros, mas em cada um de nós.
Continue inspirando as pessoas que tiverem o privilégio de cruzar o seu caminho.
Você é um verdadeiro MESTRE. No melhor sentido da palavra. - Posted using BlogPress from my iPhone

25/01/2012

Napoleão e seus soldados

Pra quem acha que conversa de boteco não leva a nada, veja a seguir a pérola de sabedoria ofertada pelo Oridinho às voltas da mesa do Bar do Toco, ontem à noite.
Dizem que Napoleão classificava seus soldados em 4 tipos: 1. Os inteligentes com iniciativa ; 2. Os inteligentes sem iniciativa ; 3. Os ignorantes sem iniciativa ; e 
4. Os ignorantes com iniciativa. Aos inteligentes com iniciativa, Napoleão dava as funções de cmt gerais… estrategistas ; Aos inteligentes sem iniciativa, Napoleão deixava-os como oficiais a receberem ordens superiores… para cumpri-las com diligência ; Aos ignorantes sem iniciativa, Napoleão os colocava à frente da batalha – buchas de canhão… como dizemos ; e Os ignorantes com iniciativa, Napoleão odiava e não queria em seus Exércitos. Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer besteiras enormes e depois dissimuladamente, tentar ocultá-las. Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, fala o que não deve, até envolve-se com quem não deve e depois diz que não sabia. Um ignorante com iniciativa faz perder boas ideias, bons projetos, bons clientes, bons fornecedores, bons Homens públicos. Um ignorante com iniciativa produz sem qualidade, porque resolve alterar processos definidos e consagrados. Um ignorante com iniciativa é, portanto, um grande risco para o desenvolvimento e o progresso de qualquer empresa e governo. Não precisamos dele… 

Nem Napoleão os queria… em sua vida, sua empresa e o governo do seu país…

16/01/2012

Ideias surgindo

À véspera do meu primeiro dia útil de 2012, me peguei fazendo planos para 2013…
Planos bons. Daqueles que, quando eu cismo, não sossego enquanto não realizar…
Vamos amadurecer a ideia.


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